ABAS

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A cobra morde o próprio rabo

Sistema carcerário em crise (Foto: Divulgação)
Alba Zaluar, O Globo
Entende-se por que as facções adquiriram tanta importância desde o fim dos anos 1970. Detentos precisam de proteção nas prisões...
Nunca esteve tão claro o fracasso das políticas públicas de segurança no Brasil. Embora esforços tenham sido feitos no passado recente, com pequenas conquistas em termos de diminuição das taxas de crimes violentos, tudo parece ter sido tragado pelo fortalecimento das facções do crime organizado, originárias dos estados onde obtiveram mais sucesso: São Paulo e Rio.
Negou-se que havia crime organizado no tráfico de drogas e de armas no Brasil durante 30 anos, censurando como direita penal quem afirmava essa existência ameaçadora para a democracia. Agora, é indagar por que a adesão às facções se ampliou, apesar das inovações tecnológicas e tentativas de policiamento comunitário.
Mais do que o compromisso com os direitos humanos, é o entendimento desse processo de crescimento que permitirá saber o que precisa ser mudado. Enquanto políticas de segurança buscavam alterar a ação policial, as velhas práticas policiais de trocar tiros em qualquer lugar a qualquer hora e por qualquer motivo persistiram.
Mudanças recentes na legislação sobre drogas e na instalação de audiências de custódia, para diminuir a população carcerária, continuaram a encher as prisões com homens jovens, moradores de favelas e periferias, flagrados na zona cinzenta entre o tráfico e o uso.
Acusações de tráfico, que compõem 90% das prisões feitas em flagrante, são dadas com base na palavra do policial, fonte da extensa corrupção que corre entre policiais e jovens moradores das cidades.
A maior parte dos presos provisórios que vão para audiências de custódia continua encarcerada até o julgamento por não dar endereço correto com nome de rua e número da casa, ou seja, fora de favelas; por não provar ter um emprego formal, ou seja, biscateiros ou negociantes informais não escapam da decisão do juiz para permanecer em presídios até o julgamento — em média, 40% deles, esperando ali meses a fio.
Nesses presídios, as celas são coletivas, alojando 30 ou 40 homens permanentemente trancados, com banho de sol uma vez por semana, se tanto. Não surpreende que ali as explosões emocionais que podem resultar em morte sejam comuns. Por isso, uma das preocupações fundamentais de qualquer preso é assegurar alguma proteção para não ser morto por outro preso.
Compra-se de tudo ali dentro, inclusive a mudança de cela e de unidade penal. A cantina vende o que o preso precisa para ter um mínimo de conforto, de comida e de higiene.
Junto com a sociedade dos cativos, que desenvolve suas próprias regras e valores, há também a economia informal da cadeia, que cria exploração do trabalho de presos “caídos” e reinstaura a desigualdade, a estratificação e as estruturas de poder que julgam e punem os presos informalmente, sem piedade.
Entende-se melhor por que as facções adquiriram tanta importância desde o fim dos anos 1970. Eles precisam de proteção nas prisões. Por causa da lealdade crescentemente necessária, a figura mais odiada no mundo do crime é o alcaguete, que fala na delegacia sobre os comparsas, que denuncia o funcionamento da boca para policiais ou inimigos da outra facção.
Abrem a boca os novatos, sem experiência, considerados “vacilões” pelos comparsas “formados”.
Isso mostra que há um aprendizado para entrar e passar a ser protegido na organização, na confiança cercada de desconfianças e no pertencimento frágil constantemente postos à prova. Só a certeza de que, fora dela, o risco seria maior mantém a adesão dos neófitos.
Fora e dentro da prisão, um dos maiores sorvedouros do dinheiro ganho pelos traficantes era, e talvez ainda seja, a propina paga a policiais, civis e militares, para continuar ganhando dinheiro no negócio e bancando o arrego.
Por isso, quando se escuta o que dizem os envolvidos na criminalidade, entende-se que existe um encadeamento contínuo de jogos que dependem de muitos parceiros, intermediários e adversários para evitar a prisão ou para permanecer vivo dentro dela.
As narrativas são infindáveis e as negociações imprevisíveis, com os traficantes do varejo passando a maior parte do seu tempo negociando e pagando caro pela liberdade deles mesmos e de seus parceiros.
Claro que esse encadeamento é o que os prende cada vez mais às regras de reciprocidade negativa baseada em chantagens e ameaças, mas, apesar disso, a única possibilidade de alguma proteção quando forem apanhados pelos agentes da lei, que podem matar, ou enviados para um presídio, onde podem morrer por nada.
É o que na teoria dos jogos chama-se a “repetição interminável das interações”, na qual os comparsas aprendem como agir cooperando para manter a organização forte.
Enquanto os atores institucionais nesses jogos forem contra o estado de direito, os envolvidos no mundo do crime não perceberão que há saídas sem risco. Estes vão continuar dando a volta na lei para lidar com a corrupção e a guerra entre eles e policiais.
Já se sabe que o que melhor explica o crime e a violência não é a pobreza, é a oposição ao estado democrático de direito. Portanto, não se trata de defender os direitos humanos porque eles representam o bem. É preciso mostrar que há alternativas para garantir o direito à vida, ao trabalho, a uma sentença justa dos acusados. E, se condenados, uma vida digna sem ameaças de morte a cada instante na prisão.

Coerência do PT vira uma roleta-russa sem bala

No PT, a coerência é apenas um outro nome para oportunismo. Há uma semana, o Diretório Naional do PT aprovara resolução sobre a eleição para as presidências das duas Casas do Congresso. Por 45 votos a 30, o órgão partidário havia liberado suas bancadas para apoiar candidatos governistas: Rodrigo Maia (DEM) ou Jovair Arantes (PTB) na Câmara; Eunício Oliveira (PMDB) no Senado. Com isso, o petismo garantiria cargos nas Mesas que dirigem o Legislativo e nas comissões setoriais. A decisão foi bombardeada nas redes sociais pela militância petista, inconformada com a perspectiva de apoiar personagens que a legenda tacha de “golpistas”.
Acordado pela gritaria virtual, o presidente do PT, Rui Falcão, dobrou os joelhos neste domingo. Em artigo veiculado no site do PT, Falcão fez algo muito parecido com um cavalo de pau. Reconheceu que a decisão do diretório nacional, que ele próprio articulara, “provocou o movimento de contestação e de pressão” interna. Deu o decidido por não decidido. E rodopiou na pista: “Minha opinião pessoal é que nos unamos aos parlamentares da oposição (PDT, PC do B, Rede e Psol) num bloco a ser encabeçado por alguém deste campo.”  O petismo ensaia as candidaturas de Paulo Teixeira (PT-SP) na Câmara e de Lindbergh Farias (PT-RJ) no Senado.
A velocidade com que o PT muda de convicção torna divertido o acompanhamento do processo de autocombustão do partido. Num esforço para administrar seu instinto suicida, a legenda acaba de inventar um passatempo sui generis. No vaivém de suas posições contraditórias, os companheiros brincam de roleta-russa movidos pela certeza de que a coerência que manipulam está completamente descarregada.
JOSIAS DE SOUZA

Tivemos eleições no ano que passou, e será que você pouco se importou com o seu voto? Não gosta de falar sobre política, acha que o assunto é tão polêmico quanto religião? POLÍTICA É COISA SÉRIA! Acredite, porque se você não levar a sério a questão do voto, certamente os políticos e representantes eleitos pela maioria, não vão te levar a sério também!

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domingo, 29 de janeiro de 2017

O gestor que atrasa pagamento de servidor além de um grande covarde deveria ser banido completamente da política e não defendido por pessoas vazias e interesseiras


“Política é coisa séria"

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Por Luiz Marins


Considerando que a política é a busca constante do bem comum, não há o que se falar em política boa ou política má: "O que há é política e não-Política", diz Affonso Arinos. "Quando o Estado não busca o bem comum, não se pode dizer que esteja fazendo Política, senão que está exercendo um tipo de poder que não o político".

É fácil criticar a corrupção, os desmandos, o locupletar individual daqueles que, como costumamos dizer: "estão na política". O difícil é cada um de nós decidirmos enfrentar com coragem e audácia os caminhos da política para então promovermos o saneamento e levarmos não só a mensagem, mas a prática das virtudes como honestidade, probidade, justiça, etc. ao mundo real dos poderes constituídos. Como muitos de nós não participamos como candidatos a cargos eletivos, nos cabe exercer o nosso poder através do voto. E é preciso votar com seriedade e consciência.

A beleza da democracia é que o voto do mais pobre tem o mesmo valor e peso que o voto da pessoa mais rica que conhecemos. O voto do mais estudado, tem o mesmo peso e valor do voto daquele que não teve a chance de estudar. Assim, na hora de votar é preciso compreender que somos, realmente, todos iguais.  E é pelo voto livre e direto que temos a única chance de decidir o que iremos fazer de nosso País, de nosso Estado e de nossa cidade. Desperdiçar esse momento é cometer um crime contra a cidadania, um crime contra o País e um verdadeiro suicídio, pois você também terá sido prejudicado e sofrerá as consequências da sua própria má escolha ou omissão.

E não adianta dizer que há “ninguém que preste” para votar. Se você pensa assim, deveria ter se candidatado, pois só quem é candidato poderá ser eleito e mesmo que você, por ignorância, anule seu voto ou vote em branco, poderá pagar caro as consequências de sua omissão. A verdade é que alguém será eleito e assumirá o poder por alguns anos. E a verdade mais dura é que quem colocou essa pessoa no poder fomos eu e você. Assim, é hora de pensar bem. É hora de pensar muito. É hora de levar a política a sério e votar em pessoas que tenham reais condições de formação e ética para trabalhar por nós e pelo nosso bem comum. Agora o poder está conosco.

Pense nisso. Sucesso! Vote bem!

domingo, 15 de janeiro de 2017

Proclamando o Evangelho e produzindo literatura



A Igreja Católica além de oferecer grandes sacerdotes para o sagrado oficio da Proclamação do Evangelho, também vem historicamente oferecendo grandes mestres da literatura. O cearense Padre Geovane Saraiva (Colunista, Escritor e Blogueiro) é um desses sacerdotes. Inclusive, o sacerdotes aqui citado acaba de lança o seu décimo primeiro livro: LIÇÕES PARA A VIDA - Uma contribuição pastoral.

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Lula se defende na Justiça com ataque político

O ex-presidente Lula participa, do 33º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Brasilia, 12/01/2017 (Foto: Aílton de Freitas / Agência O Globo)
O ex-presidente Lula participa, do 33º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Brasilia, 12/01/2017 (Foto: Aílton de Freitas / Agência O Globo)
Editorial O Globo
A conhecida capacidade do ex-presidente Lula de se vitimizar e tudo politizar vai ficando cada vez mais exposta à medida que o tempo passa, os inquéritos em que é acusado tramitam e se aproxima 2018, ano eleitoral, quando, não se duvida, ele, se puder, tentará a volta por cima nas urnas, para também conseguir, de quebra, foro privilegiado. Mas é pedregoso o caminho até lá.

A velha maneira de agir de Lula foi detectada assim que seus advogados entraram em cena para defendê-lo em processos que tramitam em Curitiba, no âmbito da Lava-Jato, São Paulo e Brasília. Até agora, o ex-presidente está formalmente acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes, em cinco processos, três dos quais na Lava-Jato.
Desde o início, os advogados partiram para uma defesa política do ex-presidente, enquanto o lulopetismo, certamente pelos mesmos canais usados pelo PT para espalhar no exterior a fantasiosa tese do “golpe” contra Dilma, começou a esculpir a farsa da perseguição política que Judiciário e Ministério Público moveriam contra Lula. Claro, com apoio das “elites”, refletido na cobertura da imprensa profissional.
Enorme balela, mas que mantém mobilizado pelo menos um núcleo da militância. Até faz com que juristas companheiros gastem tinta em textos supostamente técnicos para tentar provar a tese da “perseguição”.
Enquanto isso, Lula parece acelerar o cumprimento de agenda de pajelanças com seu público fiel, sempre aquele que se beneficiou pecuniariamente quando o lulopetismo teve a chave do Tesouro, até explodir as finanças públicas.
O discurso que fez na quinta-feira, em Salvador, num encontro estadual do MST, confirma a estratégia: lançar-se em 2018, com o discurso populista de sempre. Para entreter a plateia, pediu eleições antecipadas — impossíveis, por inconstitucionais. Poucos dias antes, ele havia falado abertamente que não aceitaria ser impedido de obter registro eleitoral para as próximas eleições.
E o risco é grande. Se condenado em algum desses processos e a sentença for confirmada em segunda instância, não apenas Lula será obrigado a cumprir a pena imediatamente, como, segundo a Lei da Ficha Lima, ficará inelegível por oito anos. Dureza. Se considerarmos a relativa rapidez com que o juiz Sérgio Moro, de Curitiba, emite sentenças, quase sempre confirmadas, também com presteza, pelo Tribunal de Porto Alegre, os prognósticos são negativos para o ex-presidente.
Daí a estridência, e a frequência, com que começa a falar com a militância, mas sem se arriscar em espaços públicos. A persona da vítima perseguida será cada vez mais incorporada. Inclusive por seus advogados. Se não é possível combater no campo jurídico, que se batalhe no político. Só não se sabe se funcionará nos tribunais, independentes por força constitucional.
Mas toda esta manobra tem um aspecto de delicadeza de operação plástica: não melindrar as forças “golpistas” no Congresso, com as quais parte do PT negocia para não ficar ausente da Mesa e de comissões na Câmara e Senado, na renovação das respectivas presidências na volta do recesso. Lula pode ser um livre atirador, ao contrário do partido. Vale acompanhar a convivência entre a legenda e seu criador.

A morte do homem cordial

Violência urbana (Foto: Arquivo Google)
Eduardo Portella é escritor e professor da UFRJ
Eduardo Portella, O Globo
A aliança de modernismo e ufanismo alimentou, desde cedo, a ilusão do brasileiro como protótipo do homem cordial. Faz parte daquelas fantasias que impulsionaram a virada do século XX. A efusão da natureza, a força do sertanejo e a cordialidade inata são capítulos de uma história precipitadamente edificante. Foi surpreendida por algumas curvas do caminho, quando certos desvios inesperados, a urbanização avassaladora, a irrupção das massas e a privatização da esfera pública agravaram o quadro insólito.
A percepção aguda de Mário de Andrade já havia identificado, na sua “Pauliceia desvairada”, sinais evidentes de um desvario que se expandiu por todo o território nacional, de Porto Alegre a Manaus.
A máquina de trituração da metrópole avançou sem pedir nem aceitar licença de ninguém. O tripé republicano, com mecanismo de acesso controvertido, se visivelmente abalado, em meio a licitações ilícitas, negócios escusos conduzidos pelas municipalidades de várias geografias. A representação política perde legitimidade e, consequentemente, representatividade.
O poeta Carlos Drummond de Andrade certamente perguntaria: E agora, José?
A própria ideia de cordialidade já era um resíduo essencialista, que os pensadores plantados teriam dificuldades de absorver. Porque nenhum homem é ou deixa de ser cordial fora do seu horizonte existencial. Ou seja, indiferente à sua circunstância (Ortega), à sua situação (Sartre), aos angustiantes sinais do ser no tempo (Heidegger).
Assim sendo, o homem cordial brasileiro levantou voo sem gasolina no tanque, e deu no que deu. Alguma coisa parecida com o trajeto da Chapecoense.
O capítulo da escravidão nunca foi um exemplo de cordialidade. E fomos os últimos na América Latina a se livrar dessa praga.
Os índices de violência hoje, segundo agências idôneas, ultrapassam aqueles que têm lugar em países em estado de guerra.
As taxas de homicídio, praticados dentro e fora dos presídios, nos conferem medalha de ouro (falso) na olimpíada da criminalidade.
A junção de violência social e violência política denuncia o quadro de calamidade, que começa a ser institucionalizado em todo o país.
A privatização do público é a negação da cordialidade.
Grande parte do que vem acontecendo se deve ao fato de que a educação e a cultura não foram chamadas a participar do encaminhamento dessas questões. Duas entidades estruturalmente solidárias, a serem pensadas conjugadamente, no polo oposto do que supõem as corporações nervosas.
A educação é, em princípio, a cultura escolarizada. Enquanto a cultura é a educação transescolar, mais virtuosa que virtual. Ambas têm de conviver hoje com a internacionalização e com a internetização.
Não são da competência apenas de uma repartição ou de um ministério. São ambas, ou uma só, políticas de Estado. Por essas e outras razões, tem faltado cultura à educação e educação à cultura. E, na falta de ambas, facilita-se ou contribui-se para a proliferação da violência e da criminalidade.
O homem cordial já se encontrava respirando por aparelhos. Ultimamente, ao que tudo indica, esses aparelhos foram desligados.
É claro que tudo tem a ver com a prática da justiça social. Quando aumenta a desigualdade, diminui a cordialidade.
Daí a necessidade de uma reforma política, ampla, geral e irrestrita, a ser conduzida jamais pelos protagonistas do caos, e sim pelo mais íntegro diálogo societário.

No sertão do Ceará, homens do campo se tornam profetas da chuva

Erasmo, tradicional profeta da chuva, aposta no fim da seca que assola a região Nordeste há cinco anos (Foto: André Teixeira/G1)
Erasmo, tradicional profeta da chuva, aposta no fim da seca que assola a região Nordeste há cinco anos (Foto: André Teixeira/G1)

No sertão do Ceará, homens simples, do campo, se reúnem, há 21 anos, para fazer previsões sobre o período de chuva que começa agora. São chamado de profetas da chuva.
As consequências dos cinco anos seguidos de seca estão no sofrimento dos moradores, dos rebanhos e nos mapas da meteorologia. Eles demonstram a abrangência dos estragos, por exemplo, na agropecuária e reservatórios. É a faixa mais escura em todos os estados do Nordeste. Mostram também a quantidade de áreas com chuva abaixo da média. Tudo o que não está em azul. Os próximos meses são decisivos porque é a época de chuva na maioria dos estados. A previsão para o período ainda vai ser divulgada, mas já é certeza o que vai ser necessário para mudar o quadro atual.
"A gente teria que ter, por exemplo, um março muito bom, um abril melhor ainda, dois meses consecutivos chovendo acima da média para a gente conseguir recuperar os reservatórios", explica Meyre Sakamoto, da Fundação Cearense de Meteorologia.
Se as imagens de satélite orientam a meteorologia, aqui embaixo olhos bem treinados observam o céu e a natureza para também fazer previsões. E, neste caso, não se trata só de saber se vai chover ou não, mas, por exemplo, se um açude como o que já foi um dos principais do Ceará vai voltar a ter água e vida.
O Cedro, agora seco, é um dos 153 açudes monitorados no Ceará que estão, em média, com 6,5% da capacidade. Mas é acima dele, nas formações das nuvens, que seu Antônio descobre se isso vai continuar.
“Fevereiro e março só mostrou coisa boa, pra chover bem. Suficiente”, anuncia Antônio.
Foi a mesma resposta que o feijão carregado de sementes trouxe para seu Erismar.
“Quando essa carga de feijão bravo está com ela aqui, nessa posição, provavelmente período de fevereiro chove”, afirma Erismar.
No encontro, que se repete todos os anos no sertão do Ceará, por volta de 30 profetas da chuva compartilham previsões.

“Aqui uma casinha aqui de maria-de-barro. Ela quando faz a boquinha dela para o lado do poente, é sinal que vai chover”.

No encontro, que tem até cantoria, a maioria dos profetas constatou que, desta vez, os sinais da natureza foram uma mensagem de esperança.
“Seca tirana, que assola o meu sertão, seca tirana, faz isso mais não”.
JN

sábado, 14 de janeiro de 2017

Escolas municipais de Capistrano-CE, uma precariedade total

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A ilustração acima, é notadamente da Escola de Ensino Infantil Jorge Furtado Leite nº 2, Situada em Mazagão II, Município de Capistrano-CE. Eis o retrato do mais absurdo desrespeito para com o povo desta terra. Um atentado contra a cidadania, contra a educação e compromete o futuro de nossas crianças. A gestão da Prefeita Inês Oliveira está fazendo os devidos reparos.



O Prefeito que tem a dura missão de tirar a sua terra do caos administrativo

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Foto - TV Maciço

Recém-empossado, Assis Arruda, Prefeito de Baturité-CE, tem uma missão profundamente árdua pela frente, colocar o maior Município da Região Maciço bem distante do caos administrativo que vive atualmente. Certamente, o Prefeito além de normalizar os serviços públicos municipais deverá orquestrar medidas administrativas que possam restabelecer a plena funcionalidade da máquina pública em sintonia com as instituições estaduais e federais. 

Hospital usa tecnologia para tratamento do câncer inédita no país

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Imagem meramente ilustrativa.

Um hospital de Porto Alegre utiliza, pela primeira vez no Brasil, uma nova tecnologia no tratamento do câncer. O procedimento fica mais rápido, efetivo e a técnica diminui efeitos colaterais da radioterapia.
Ivo Noll tem 74 anos e há mais de 30 faz os exames preventivos para o câncer de próstata. Há três meses, veio o resultado que todo mundo teme: o teste deu positivo para a doença. Ele é o primeiro paciente Hospital Moinhos De Vento que vai receber um tratamento inédito no Brasil.

Uma semana antes do início da radioterapia, ele recebeu o implante de três cápsulas no órgão onde está o tumor. No caso, a próstata. As cápsulas emitem ondas eletromagnéticas que funcionam como um GPS, atraindo a radiação para a área que precisa ser atingida com precisão de milímetros.

No tratamento tradicional, o paciente tem que ficar deitado em um equipamento, completamente imóvel. Até mesmo a respiração pode fazer com que a máquina erre o alvo. Com a nova tecnologia, isso não acontece e a radioterapia não atinge os órgãos saudáveis, por que é guiada pelos implantes, cápsulas do tamanho de um grão de arroz.
O implante é feito em um ambulatório, com anestesia local e pouco incômodo. E o melhor é que, depois da aplicação, sem sintomas como sangramentos e inflamações, o paciente pode voltar imediatamente à vida normal.
“Isso não desloca a pessoa do seu trabalho, de sua área de convívio. Muitas vezes, as pessoas que estão em uma fase da vida mais avançada convivendo com netos, filhos, tudo isso é possível ser feito durante a radioterapia. Não interrompemos o ciclo natural de convívio das pessoas”, afirma Wilson José de Almeida Junior, rádio-oncologista do Hospital Moinhos De Vento.
Ivo, o paciente pioneiro, está confiante: “Eu já tenho até programas para depois que eu sair, depois das 37, 38 sessões que provavelmente eu tenho para fazer. Quero ir pra praia!”.
JORNAL HOJE - TV GLOBO

Município abandonado - Veículos sucateados de Prefeitura são expostos em avenida

Veículos sucateados foram expostos em avenida (Foto: Reprodução/TV TEM)



Mais de 30 veículos da frota municipal de Pompeia (SP) estão quebrados e quase a metade deles não tem mais conserto, segundo a prefeitura. Para expor o problema de sucateamento à população, o governo recém-empossado, levou parte desses veículos até a principal avenida da cidade e fez uma exposição.

Segundo o secretário de comunicação Ruan Sales Pinheiro, a maioria dos veículos não dá partida mais e foi levada para avenida de trator e guincho. Ao lado de cada modelo, um cartaz revela o defeito e há quanto tempo ele está parado na garagem.
Segundo a prefeitura, até o carro oficial para o transporte da prefeita eleita, Isabel Cristina Escorce Januário, também está encostado. Diz o cartaz que custou R$ 100 mil e em 7 anos de uso já está com o motor fundido.
A produção da TV TEM tentou falar várias vezes com o ex-prefeito de Pompeia Oscar Norio Yasuda, que governou o município nos últimos 8 anos, mas não conseguiu contato com ele.
Muitos moradores como a auxiliar de serviços gerais Odete Rodrigues dos Santos não gostou do que viu. “Acho uma pouca vergonha, porque toda vez que um prefeito sai ou entra deixa tudo a desejar. E a gente como morador que paga o pato.”
Cartaz explica porque veículo está parado (Foto: Reprodução/TV TEM)
Cartaz explica porque veículo está parado
(Foto: Reprodução/TV TEM)
A situação prejudica a prestação de serviços públicos e a má conservação já afeta a coleta de lixo. Dos quatro caminhões que fazem esse serviço na cidade, apenas um está funcionando. Os outros estão em condições precárias: com a funilaria danificada, pneus carecas e peças removidas da cabine.
A alternativa está sendo recolher o lixo da cidade usando um caminhão com a carroceria aberta.
Tem carro enferrujado, sem motor, trator precisando renovar os pneus e quatro ônibus escolares com defeito, segundo a prefeitura.  O transporte dos alunos só não foi prejudicado ainda por causa das férias escolares. Na garagem da prefeitura tem mais tratores e caminhões parados, sem manutenção.
O secretário de comunicação diz que a prioridade agora é recuperar os veículos que ainda têm conserto e devolver melhores serviços à cidade. “Os mecânicos estão vistoriando os veículos para ver o que é melhor. Recuperar aqueles que ainda podem ser recuperados. Há um levantamento em relação aos custos, que nós sabemos que serão grandes, mas faremos de tudo para que esta frota seja recuperada o mais rápido possível.”

sábado, 7 de janeiro de 2017

Mesmo preso, Prefeito Eleito foi diplomado

Foto: Cortesia
Por meio de uma procuração o prefeito eleito em Santa Luzia do Norte-AL, Edson Mateus (PRB), foi diplomado  dia 16 de Dezembro do ano que passou.
A esposa do político recebeu o diploma em seu lugar, por meio de uma procuração, pois mesmo foi preso acusado de estupro de vulnerável.
Segundo a Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mesmo estando preso, Edson Mateus pode ser diplomado, ausente da cerimônia, mas não poderá ser empossado, caso permaneça preso.
Além da acusação de estupro, o político responde a mais três ações: uma por comercialização de medicamento abortivo e duas por corrupção eleitoral.
O vice-prefeito eleito, Nego da Saúde (PTC), também foi diplomado e compareceu a cerimônia.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

A Prefeita e o Ministro


A Prefeita de Capistrano-CE, INÊS OLIVEIRA (PSDB) esteve com o Ministro de Ciência e Tecnologia e Comunicações, GILBERTO KASSAB, (PSD). O encontro ocorreu durante a posse de Domingos Filho na condição de Presidente do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará. A Prefeita apoia a luta por  concessões de emissoras de rádios educativa e comunitária pleiteadas por associações do Município junto a pasta do Mistro Kassab. Outros projetos de interesse do Município também serão buscados no âmbito da Ciência e Tecnologia e Comunicações.

Aedes aegypti pode ser transmissor de nova doença

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Pelo menos dois turistas apresentaram sintomas de febre do Mayaro em Fortaleza. A doença, nova para a Capital, é comum em estados das regiões Norte e Centro-Oeste, em áreas de mata, é transmitida por arbovírus — vírus transmitidos por insetos — e, de acordo com o Ministério da Saúde, em estudos de laboratório foi demonstrada competência de vetores urbanos, incluindo o Aedes aegypti. Nenhum dos dois casos são originários de Fortaleza e foram registrados em pessoas do Amapá e Pará. 

A informação foi divulgada ontem pelo Blog do Eliomar, mas os registros ocorreram há cerca de dois meses e os pacientes já se recuperaram.

“As pessoas chegaram ao consultório com sintomas clínicos muito semelhantes ao de chikungunya, mas o resultado era negativo para esta doença e para dengue e zika”, conta o médico infectologista Ivo Castelo Branco. “Como eram pessoas de outro estado foi cogitada a febre de Mayaro e, quando chegaram nas respectivas regiões, o diagnóstico se confirmou”, disse.
O médico explica que não há registro de nenhum caso autóctone em Fortaleza, ou seja, nenhuma infecção que tenha se originado aqui. Ele reforça ainda que, devido ao curto tempo de acomodação do vírus no corpo, são pequenas as chances de haver uma infecção deste tipo de febre no Ceará. “O vírus passa pouco tempo circulando no corpo e é difícil que seja transmitido para o mosquito daqui, mas pode ocorrer”, explica.

Ivo Castelo Branco explica que os sintomas da doença são bem semelhantes aos da chikungunya, com febre aguda, erupções na pele e dores articulares intensas. O vírus não é novo e foi identificado pela primeira vez em 1954. O que mudou é que a febre do Mayaro, antes transmitida comumente por vetores silvestres, agora, aparentemente também pode ser transmitida por vetores urbanos.

“O diagnóstico ainda continua um grande desafio dessas doenças infecciosas com sintomas comuns”, afirma o infectologista Robério Leite. De acordo com ele, há o surgimento de várias arboviroses (doenças transmitidas por artrópodes, incluindo insetos) e com isso o aumento das pesquisas em relação ao diagnóstico específico de cada doença. “Há receio do aumento desses quadros virais semelhantes, e a maioria dos diagnósticos é feita somente em laboratórios especializados”, afirma.

Os dois especialistas alertam para os recentes casos de febre amarela em Goiás, também passível de ser transmitida pelo Aedes aegypti. Para Ivo Castelo Branco, a principal medida é o combate ao mosquito. “É um desafio nacional. As pessoas ainda não sabem como combater porque os focos são diferentes de região para região, mas é preciso que haja mobilização e que a população seja devidamente orientada”, afirma.

Frases
COMO ERAM PESSOAS DE OUTRO ESTADO FOI COGITADA A FEBRE DE MAYARO E, QUANDO CHEGARAM NAS RESPECTIVAS REGIÕES, O DIAGNÓSTICO SE CONFIRMOU”

Ivo Castelo Branco, infectologista
Saiba mais

O vírus Mayaro foi isolado pela primeira vez em Trinidad, em 1954, e o primeiro surto no Brasil foi descrito em 1955, às margens do rio Guamá, próximo de Belém/PA. Desde então, casos esporádicos e surtos localizados têm sido registrados nas Américas, incluindo a região Amazônica do Brasil, principalmente nos estados das regiões Norte e Centro-Oeste.
 
As manifestações clínicas são semelhantes às da chikungunya, outra arbovirose que se tornou epidemia. Inicia-se com quadro febril agudo inespecífico, semelhante à dengue, e que pode apresentar dores de cabeça, dores musculares, erupções cutâneas dificultando o diagnóstico diferencial, assim como a determinação da verdadeira incidência do Mayaro. 

Não existe tratamento específico ou vacina para a doença. As pessoas infectadas devem permanecer em repouso, acompanhado de tratamento sintomático, com analgésicos e anti-inflamatórios, que podem aliviar dor e febre.
 
Mais recentemente, no Brasil, entre dezembro de 2014 e janeiro de 2016 (semana epidemiológica 01), foram registrados 343 casos humanos suspeitos de doença pelo vírus Mayaro. Os casos suspeitos foram identificados em 11 estados distribuídos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com destaque para o estado de Goiás com a maior frequência (183).
 
Os casos citados em Fortaleza ocorreram há cerca de dois meses. Para Ivo Castelo Branco, “é um sinal de alerta, mas felizmente não houve repercussão”.
 
Das doenças citadas na matéria, a febre amarela é a única que tem vacina para prevenção.
 
FONTE: Portal do Ministério da Saúde
O POVO

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Apoio operacional para melhorar a cidade

Na foto, Joaci, Inês, Dr. César e Dr. Osci

Atendendo a solicitação da prefeita do município de Capistrano, Inês Nascimento, o superintendente-adjunto do Departamento Estadual de Rodovias - DER-CE, Dr. César Barreto acompanhado do renomado engenheiro Dr. Osci Pinheiro estiveram na cidade para operacionalizar projeto visando melhorias nas estradas urbanas e rurais que cortam o município.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Prefeitos herdam cidades sucateadas por antecessores; é como começar do zero.

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Uma vez encerrada a festa da vitória, os novos chefes do executivo de pequenos e médios municípios brasileiros,  têm percebido o tamanho da encrenca que assumiram ao encontrar a situação de “terra arrasada” deixada por seus antecessores, que, em vários casos, após serem derrotados, simplesmente abandonaram a administração.
A lista de problemas começa com prédios depredados, frota de veículos sucateada, corte de luz e água, salários atrasados e caixa vazio. Em alguns municípios, o absurdo é ainda maior com o sumiço de móveis, documentos e computadores – o que impede que os novos prefeitos saibam de imediato até mesmo quantos funcionários trabalham na máquina pública.