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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Dos 21 vereadores de cidade brasileira, dez foram presos; o prefeito eleito também é dos alvos do Ministério Publico. Segundo os promotores, os vereadores contratavam apadrinhados, que não trabalhavam mas recebiam como funcionários.

Rogério Lins. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
Rogério Lins. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
Caça-Fantasmas caça prefeito eleito de Osasco, e ‘tolerância zero com a corrupção’

A polícia prendeu na terça-feira (6) dez vereadores suspeitos de contratar funcionários fantasmas em Osasco, na Grande São Paulo.
Sem número de vereadores suficiente, a sessão de terça-feirada Câmara de Osasco foi encerrada. Dez dos 21 vereadores da cidade foram presos. Os mandados de prisão eram para 14, de 11 partidos. Dois não foram encontrados e uma está internada.
O vereador Rogério Lins, do PTN, que foi eleito prefeito de Osasco, também era alvo, mas está viajando para fora do Brasil. O presidente da Câmara, Jair Assaf, do Pros, está entre os presos.
Segundo os promotores, os vereadores contratavam apadrinhados, que não trabalhavam mas recebiam como funcionários. Em troca, os parlamentares ficavam com parte dos salários dos funcionários fantasmas. Pelas contas do Ministério Público, o esquema desviou R$ 21 milhões em sete anos.
Os vereadores investigados diziam não saber o motivo da prisão.
As prisões desta terça devem ter consequências eleitorais. O Ministério Público vai pedir à Justiça Eleitoral para que o prefeito eleito de Osasco e os seis vereadores reeleitos sejam impedidos de tomar posse.
O vereador e prefeito eleito de Osasco, Rogério Lins, disse que tem colaborado com as investigações e que desconhece qualquer motivo para o que chamou de medida extrema. O presidente da Câmara, Jair Assaf, não quis comentar.
COM INFORMAÇÕES DO JN

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