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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

A poesia brasileira perdeu uma de suas mais inconformadas vozes

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A trajetória de luta e de literatura de Gullar se mistura com um dos momentos mais difíceis da história do Brasil, a ditadura militar. Foi preso, exilado, mas não desistiu de lutar com palavras, seja em versos viscerais (Poema sujo, por exemplo), críticas de arte ou peças teatrais. Nunca abandonou o que pensava, e nunca teve medo de mudar. Um Nobel que o Brasil tanto precisava...


Os versos que viraram música



“Faguinho, já estou indo, mas deixo você nas mãos do maior poeta brasileiro”. Com a humildade de “poetinha” maior do Brasil, Vinícius de Moraes apresentou Ferreira Gullar ao cantor e compositor Raimundo Fagner, no início de 1980, mesmo ano em que o autor de Soneto da fidelidade morreu. Vinícius vislumbrou o nascimento de uma das parcerias mais ricas da música popular brasileira, lembrada pelo cantor cearense. Fagner musicou o poema Traduzir-se e batizou álbum de 1981 com o nome da composição. Três anos depois, em 1984, a parceria rendeu o sucesso Me leve (Cantiga para não morrer). Uma década depois, quando já tinha posto a carreira para caminhar em trilho mais popular, Fagner recorreu a Gullar para fazer a versão de Borbujas de amor, sucesso do cantor dominicano Juan Luis Guerra. Borbulhas de amor foi um grande sucesso em 1991.



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