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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Alckmin teme que Aécio prorrogue sua permanência na presidência do PSDB

Geraldo Alckmin e seus aliados receiam que Aécio Neves articule a prorrogação por um ano do seu mandato de presidente do PSDB, que vence em maio de 2017. Vitaminado pelas urnas de 2016, o governador paulista decidira indicar para a vaga um deputado de sua confiança, Silvio Torres (SP), atual secretário-geral da legenda. Entretanto, para evitar riscos, Alckmin cogita reivindicar a poltrona para si mesmo, sem intermediários.
Um aliado de Aécio declarou ao blog do Josias que a prorrogação do mandato de presidente está prevista no estatuto do PSDB. Lembrou que a providência já foi adotada noutras oportunidades. Mas disse que o grupo do senador mineiro considera prematuro o debate sobre a sucessão interna. Há outras prioridades. Duas delas constam do calendário de fevereiro: a escolha de novos líderes tucanos na Câmara e no Senado e a posição a ser adotada pelo PSDB na eleição dos presidentes das duas Casas.
O mandato de presidente do PSDB é de dois anos, com direito a uma recondução. Aécio cumpre o seu segundo mandato. Foi reconduzido com o apoio de Alckmin, que esperava obter reciprocidade, já que Aécio não pode mais se reeleger. É nesse contexto que surge o debate subterrâneo sobre a brecha estatutária da prorrogação. A efetivação da manobra manteria Aécio no comando durante o period em que o partido terá de se preparar para a disputa presidencial de 2018.
Se Alckmin levar adiante a hipótese de disputar o comando do PSDB, vai transformar a convenção nacional do partido, a realizar-se em maio, numa espécie de prévia para a disputa pela vaga candidato do partido ao Planalto. Na eventualidade de ser derrotado, o govenador teria tempo para se reposicionar em cena. Alckmin admite tudo, menos ficar de fora da próxima disputa presidencial.
Aliados do governador estão aborrecidos com a leitura que Aécio faz das urnas. Para diluir o êxito eleitoral de Alckmin em São Paulo, Aécio direciona os refletores para os resultados vistosos colecionados pelo PSDB em topo país. Insinua que o sucesso tem a ver com a sua presidência. E menospreza a derrota que sofreu em Belo Horizonte.
No Palácio dos Bandeirantes, Aécio é alvo de piadas. Aos risos, um auxiliar de Alckmin diz que o senador deveria ter direito de pedir música no Fantástico: ''Ele foi derrotado três vezes em Minas. Perdeu no seu Estado a disputa presidencial de 2014, perdeu o governo e a prefeitura da capital.''
Blog do Josias

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