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sábado, 2 de janeiro de 2016

Economia cearense apresentou um decréscimo de 5,54%

O Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) divulga nesta quarta-feira (30) os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) do estado relativo ao terceiro trimestre de 2015. Conforme o levantamento, a economia cearense apresentou um decréscimo de 5,54%. “É importante destacar que estamos comparando com um momento histórico para a economia do Ceará, quando houve a realização da Copa do Mundo da Fifa, de 2014. Então, há um decréscimo diante de um nível positivo acima da média”, explica o diretor geral do Ipece, Flávio Ataliba.
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O resultado foi calculado a partir de uma base de crescimento alto (5,61%), que foi o terceiro trimestre de 2014. Esse resultado foi decorrente principalmente do evento da Copa do Mundo que aqueceu o turismo, alavancando assim o setor de Serviços, o qual representa a maior parte do Valor Agregado do Ceará, com participação de 73,8% no produto estadual. “Portanto, pode-se concluir que a queda do PIB do Ceará, no terceiro trimestre de 2015, foi intensificada pelo efeito da alta base de comparação”, acrescenta.
Diante do comparativo com o evento esportivo realizado no mesmo período do ano passado, Ataliba destaca: “O impacto é muito grande neste setor. A expectativa é de que em períodos de alta estação, por exemplo, esses índices tendem a apresentar uma recuperação”, pondera ele, acrescentando que esse comparativo é sempre realizado em períodos equivalentes.
O diretor do Ipece acrescenta que esse resultado reflete ainda o atual contexto de crise macroeconômica nacional, que vem afetando as economias de vários estados brasileiros. No caso do Ceará, outro setor que foi afetado por condições adversas, foi a agropecuária. “Estamos no quarto ano seguido de seca. Isso afeta o setor agropecuário, que sofreu decréscimo de 27,75%”.
Do ponto de vista setorial, a indústria cearense tem sido afetada, pois já vinha apresentando queda em 2014, que se acentuou a partir do segundo trimestre de 2015, a qual, associada à queda do consumo das famílias, afetou a atividade do comércio, que representa 16% da atividade econômica do Ceará. “Tanto a queda na indústria quanto a queda no comércio, estão ligadas à queda de confiança dos empresários e das famílias devido ao atual cenário macroeconômico. Portanto é necessário que essa crise política seja solucionada rapidamente para que o ajuste fiscal seja votado e aprovado na sua plenitude, de forma que a confiança possa ser retomada para que se inicie um novo ciclo de crescimento”, considera Ataliba.
Ataliba destaca ainda que mesmo com a queda na atividade econômica em todo o Brasil, o Estado do Ceará vem mantendo as contas públicas equilibradas. Além disso, apesar das limitações de acesso ao crédito, o Estado está convergindo para terminar o ano de 2015 entre os quatro maiores Estados do Brasil em nível de Investimento Público.
Fonte: Jornal O Estado do CE com Seplag

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