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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

“Bolsa Empresário” deixa dívida de R$ 214 bilhões nos cofres públicos

(Imagem da Internet)
Após seis anos de funcionamento, o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), mais uma política de benefício do governo de Dilma Rousseff voltada aos grandes empresários, deixou um prejuízo de R$ 214 bilhões nos cofres públicos.

Também conhecido como “Bolsa Empresário”, o programa concedeu a setores industriais mais de R$ 362 bilhões em empréstimos a juros abaixo do mercado – até 2,5% ao ano – via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A maior parte do rombo – R$ 184 bilhões – entrará na contabilidade da União como dívida pública, como parte das chamadas pedaladas fiscais. O restante será pago pelo governo até 2041.

Benefícios e demissões
O programa foi encerrado no final do último ano (os dados de 2015 ainda não foram divulgados) e teve o setor automotivo e aeronáutico como dois dos principais beneficiados.

A Embraer, por exemplo, recebeu mais de R$ 2,6 bilhões em 26 operações de empréstimo a juros abaixo da inflação e com prazo de pagamento a perder de vista. A empresa ainda é beneficiada por outras linhas de crédito do BNDES e, mesmo recebendo bilhões em financiamento público, a empresa investe esse dinheiro na transferência da produção de aviões para outros países, ameaçando fechar milhares de postos de trabalho em nossa região.

Caso semelhante acontece com a General Motors, que recebeu quase R$ 560 milhões em 11 operações de empréstimo. Apesar deste benefício e de uma série de incentivos fiscais que a montadora recebeu durante o governo de Dilma, segue com a ameaça de demitir trabalhadores em todo país.

Estabilidade no emprego
Passados nove anos de funcionamento do PSI, fica claro o que o Sindicato denuncia há anos. Assim como outras políticas de incentivos e benefícios fiscais do governo, o PSI contribuiu para manter os lucros das empresas, não para defender os empregos, e ainda deixou um grande rombo nos cofres públicos, uma conta que será paga por todos os trabalhadores.

“As empresas receberam bilhões, embolsaram os lucros e agora demitem. Precisamos exigir que o governo edite uma medida provisória determinando a estabilidade no emprego e a proibição da remessa de lucros ao exterior. Os trabalhadores não podem pagar pela crise gerada pelo governo, empresários e banqueiros”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros.
    http://www.sindmetalsjc.org.br/

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