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domingo, 27 de dezembro de 2015

Ministério Público manterá foco em combate à corrupção no Ceará

Plácido Barroso Rios - procurador-geral de Justiça do Ceará.NAYANA MELO (3)


Diante dos inúmeros casos de corrupção, que afetam diretamente a execução de todas as políticas públicas, o Ministério Público do Ceará, promete, sob a nova gerência do procurador-geral, Plácido Rios, continuar a atuação de maneira ostensiva, no combate ao uso irregular e inapropriado do erário público.



Em 2015, o MP denunciou vários casos de corrução em todo o Estado, afastando diversos vereadores, prefeitos e funcionários públicos. Em entrevista exclusiva ao Jornal O Estado, Plácido assegura que, a cada dia, o Ministério Público vem se credenciando como representante maior da sociedade, ganhando “legitimidade” em sua atuação. Plácido assume, após quatros anos de gestão do promotor-geral de Justiça, Ricardo Machado.

“A corrupção é uma grave epidemia que temos que combater porque ela causa muitas injustiças sociais e desigualdades. Falta verba para a saúde, educação, segurança em consequência do estado corrupto que estamos vivenciando”, salientou Plácido, frisando da importância de a instituição ter atuação livre e autônoma no Ceará.
“O Ministério Público tem o dever, obrigação e a vontade de realizar um trabalho buscando atender a essas demandas sociais”, pontuou.
De acordo com o novo procurador-geral, para ter mais sucesso nas operações, fortalecerá órgãos de combate à corrupção como a Procuradoria dos Crimes contra a Administração Pública (Procap) e o grupo de Apoio Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) dando tanto estrutura tecnológica como pessoal.

“O crime se combate com a inteligência. A corrupção não é diferente. A Lava Jato é um exemplo de operação em que houve muito estudo por parte dos colegas que estavam à frente, e vamos trazer ao Ceará”, diz Plácido, frisando que o pontapé já foi dado pelo procurador Ricardo Machado, em viabilizou a vinda do Laboratório de Lavagem de Dinheiro para o Ministério Público. “Esse laboratório, que tem uma série de recursos tecnológicos que vão entregar aos órgãos de execução da instituição como as procuradorias e promotorias a prova dissecada e pronta para ser utilizada”, explica.

Segurança pública


Entre as áreas que demandará ações enérgicas do Ministério Público, nos próximos dois anos é a segurança pública do Ceará. Plácido criticou o grave problema de resolutividade dos homicídios no Ceará, onde salienta que o Estado consegue elucidar apenas 15% do número de homicídios. “O Ministério Público quer que esse número dobre, além de quebrar o gargalo na Justiça, no que diz respeito à demora, fazendo que o tempo de resolutividade dos processos caia de sete anos para quatro ou seis meses.
“O Ministério Público não vai dar as costas para a sociedade. Nós temos a plena consciência do nosso dever institucional. O Ministério Público sendo o dono da ação penal, detendo o poder exclusivo de acionar o Estado para punição de criminosos”, frisou, dando conta de que o MP tentará combater, principalmente, os crimes contra a vida usando o trabalho de inteligência, por meio do Gaeco e justamente com o Governo do Estado, Poder Judiciário, Executivo, Legislativo, Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Brasil, secção Ceará.
JORNAL ESTADO DO CE

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