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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Após aproximação de Dilma e Ciro, Eunício mostra contrariedade

Política com K
Política com K
Adversário político do ex-ministro da Integração Ciro Gomes no Ceará, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, mostrou contrariedade com a aproximação entre a presidente Dilma Rousseff e Ciro, atualmente filiado ao PDT. O senador disse ter dúvidas sobre a inserção política do ex-governador cearense no Congresso.
Aproximação
Na noite de quinta (10), Dilma e Ciro Gomes jantaram juntos no Palácio da Alvorada, em Brasília. Segundo o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, eles definiram estratégias contra o processo de impeachment de Dilma iniciado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
“Não sei [o que dizer sobre a aproximação]. Sinceramente, eu não sei qual é a atual situação política dele. Qual é a inserção dele no Congresso e a influência que os seguidores dele têm? Acho que a presidenta fala com quem ela achar que deve falar. Ela recebe quem ela acha que deve receber e discutir essa questão [do impeachment]. É um direito dela”, disse Eunício ao portal de notícias do G1.
Defesa
Desde que o processo de impeachment foi iniciado na Câmara, Ciro Gomes tem atuado na linha de frente na defesa de Dilma. Publicamente, ele já disse que o impeachment é “um remédio grave e absolutamente excepcional”. Além disso, no sábado (5), durante evento em Belo Horizonte (MG), acusou o vice-presidente Michel Temer (PMDB) de ser o “capitão do golpe” contra Dilma.

Sem chance
Perguntado sobre se atuaria ao lado de Ciro Gomes para tentar barrar o processo de impeachment da presidente, Eunício disse que não. “Não tem essa possibilidade”, acrescentou.
Segundo ele, a aproximação de Dilma e Ciro é uma “escolha pessoal” dela. “E quem sou eu para me meter em uma escolha da presidenta da República?”, disse. “Agora, eu não serei coordenado por ninguém neste processo. Minha consciência é quem vai me coordenar”, enfatizou.
Comento
A presidente Dilma parece perdida nas articulações para barrar seu pedido de impeachment. Num dia pede um encontro com o vice-presidente da República, reconhecendo que a aliança com Michel Temer deve ser mantida para evitar uma rebelião. No outro dia, chama o ex-ministro Ciro Gomes para um jantar com o menu de estratégias contra o impeachment. Justo Ciro que, em sua própria estratégia, acusa Temer de ser o “capitão do golpe” contra Dilma.
Fonte: Política com K

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