ABAS

terça-feira, 10 de novembro de 2015

“Deus sempre deseja construir pontes; somos nós que levantamos muros. E os muros desabam sempre!” (Papa Francisco, audiência geral de 30/09/15)



“Ponte dos espiões” coloca novamente na tela a dupla Steven Spielberg e Tom Hanks,  com um filme que já é um dos cotados a concorrer ao Oscar.
Antes de tudo, é importante dizer que o filme não foi feito para destacar os Estados Unidos como o grande herói, salvador do mundo e colocar a União Soviética como a vilã da história. Desde o início, já se vê que a rivalidade política entre os os países sendo injetada nas mentes dos norte-americanos desde a infância e, no decorrer do filme, há a clara demonstração de quais eram as preocupações do governo yankee em relação aos seus peões neste jogo de xadrez. Quando falamos em jogo de espiões é difícil dizer quem é o certo e quem é o errado.
Se alguém quiser utilizar este filme para puxar para qualquer lado, seja direita (capitalismo) ou esquerda (comunismo), poderá enfrentar um grande problema para convencer qualquer expectador: o advogado James Donovan, personagem principal, não é de direita e nem de esquerda. Ele segue o que é certo, independentemente do que este ou aquele governo quer, e acaba atuando como a ponte entre os governos e espiões.
Este advogado foi escolhido para defender um espião russo preso nos Estados Unidos, e mesmo sabendo que ele já estava condenado, sem mesmo passar por um julgamento, tenta, de todas as formas, apresentar uma defesa digna a seu cliente. Ali ele estava exercendo seu trabalho, tentando fazer o que era certo pela pessoa que estava defendendo, e não desviou deste caminho mesmo quando lhe foi solicitado (pelo governo) que andasse fora da linha.
Blog com Shalom

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