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sábado, 24 de outubro de 2015

“Elefante branco”: Hospital do Sertão Central fechado, enquanto pessoas morrem a caminho da Capital


Passar pela CE-060, olhar uma obra tão gigantesca como aquela e, ao mesmo tempo inutilizada, é a provar real do que o serviço público nesse país precisa mudar o seu perfil.
 Inaugurado há quase um ano pelo ex-governador Cid Gomes, o Hospital e Maternidade Regional do Sertão Central está fechado e sem qualquer expectativa de funcionar. O governo do Ceará alegava falta de recursos, mas há dois meses o ex-ministro da saúde garantiu verba federal para o inicio de funcionamento.
Se R$ 10 milhões reais mensal, era o principal motivo para o funcionamento, logo o governo estadual alegou falta de água na cidade de Quixeramobim. A construção de uma adutora de 61 km, em caráter de emergência está em pleno vapor, mesmo assim, não existe uma data pela Secretaria Estadual de Saúde para colocar esse “elefante branco”, em funcionamento.
Enquanto o governo do Estado não resolve esse problema, ambulâncias de 18 municípios da região do Sertão Central e Sertões dos Inhamuns continuam em peregrinação nas péssimas estradas, com destino aos hospitais de Fortaleza, especialmente ao Instituto Dr. José Frota.
Se, estivesse em pleno funcionamento, muitas vidas estavam sendo salvas, mas os políticos da região acham melhor, iniciar disputar internas, do que pressionar o governador Camilo Santana para cumprir o que prometeu.
Passar pela CE-060, olhar uma obra tão gigantesca como aquela e, ao mesmo tempo inutilizada, é a provar real do que o serviço público nesse país precisa mudar o seu perfil.
Localizado na cidade de Quixeramobim, a obra custou R$ 67,6 milhões, os quais R$ 51,2 milhões foram disponibilizados para aquisição de equipamentos, através de financiamento junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e parceria com o Ministério da Saúde.
O Hospital terá 15 leitos na emergência infantil, 30 leitos na emergência adulto, 20 leitos de UTI, 16 leitos de terapia semi-intensiva, 12 leitos de cirurgia, oito no setor de neonatalogia, 11 leitos neonatais e 140 leitos na enfermaria. Serão 11 salas de cirurgia, 15 consultórios e oito salas de exames e tratamentos. O Hospital do Sertão Central contará também com um Centro de Atenção à Saúde Sexual e Reprodutiva da Mulher para ampliar e qualificar a assistência às mulheres, reduzindo a mortalidade materna.
REVISTA CENTRAL

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