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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Seguir a luta contra Dilma, Temer, Cunha, Renan e Aécio construindo, nas lutas, uma alternativa classista


Agora é hora de preparar manifestações em todos os Estados, unificar as campanhas salariais e a resistência do povo pobre...   

No último dia 18 de setembro, 15 mil trabalhadores, trabalhadoras e jovens de diversas partes do País realizaram uma grande manifestação na Av. Paulista. Foi uma marcha diferente da que havia ocorrido no dia 16 de agosto, que explicitamente tratou-se de um ato dirigido pelo PSDB para defender Aécio Neves. Da mesma forma, essa ação, apontou uma alternativa ao outro ato realizado, nessa mesma avenida, no dia 20 desse mesmo mês, que se prestou ao serviço de defender Dilma e o PT; nosso protesto ocorreu de maneira independente, contra Dilma, Temer, Cunha, Renan e Aécio e em defesa da construção de uma alternativa classista em oposição ao PT e ao PSDB.   

Já no dia 19, passada a vitoriosa Marcha dos Trabalhadores e Trabalhadoras, nossa central, a CSP-Conlutas, junto às organizações do Espaço de Unidade de Ação, além de dezenas de outras entidades, participou do encontro nacional que definiu pela continuidade de nossas luta. Agora é hora de preparar manifestações em todos os Estados, unificar as campanhas salariais e a resistência do povo pobre.   

Com o aprofundamento da crise econômica e política, Dilma segue os ataques aos trabalhadores. O governo do PT, que já havia atacado o PIS, o Seguro Desemprego, a Pensão por Morte, o Seguro defeso e autorizado inúmeros aumentos nas tarifas públicas, agora suspendeu reajuste de servidores, cortou novamente bilhões em verbas da saúde, educação e moradia, além de sinaliza seu apoio a “Agenda Brasil” (que vai do abandono da demarcação de terras indígenas até a possibilidade de cobrança do SUS). O que temos visto tem sido o desemprego em massa (mais meio milhão), a volta acelerada da inflação e a piora nas condições de vida de nosso povo. Em meio à corrupção, Dilma avança em suas medidas de “ajuste”, leia-se: rendição aos banqueiros e mais fisiologismo no antro parlamentar, como estamos vendo no caso de “mais ministérios” ao PMDB.   

Os trabalhadores têm resistido a essa situação. Estamos diante de uma forte greve dos trabalhadores e trabalhadoras dos Correios, das primeiras mobilizações dos petroleiros e dos ensaios de luta da categoria bancária, além de setores dos químicos e metalúrgicos, todos em campanha salarial. Essas categorias estão enfrentando a intransigência e a truculência dos patrões e do governo. No caso dos servidores federais, que estão há mais de 100 dias de greve, a postura de Dilma é simplesmente esmagadora. Também temos verificado um verdadeiro caos na vida de servidores estaduais que sofrem desde atraso nos pagamentos, como ocorrido no RS, passando pela retirada de direitos, como vimos no Paraná, até o reajuste zero, mais sobrecarga e precarização, como acaba de anunciar o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin contra os profissionais da Educação. É preciso seguir nossas lutas, buscando unificar todas elas, dando-as um sentido político comum contra os patrões e os governos.   

Paralelo a essa situação estamos vendo se aprofundar e explodir sintomas de uma crise social avassaladora. Nas periferias alastra-se a repressão, o racismo e os assassinatos (des)ordenados, pelas mãos da PM, que vem se somando a ações de “play-boys” e “justiceiros” e a prática de vários casos de “justiça com as próprias mãos”, além de inúmeras chacinas que também passaram ocorrer por diversas cidades. Não obstante, nos conflitos de terra, ganha repugnante evidência o assassinato de lideranças e índios Kayowas, nas terras do Mato Grosso do Sul, que tombam pelas balas do latifúndio, enquanto nos grandes centros urbanos a luta por moradia tem enfrentado, cada vez mais, desprezo e repressão por parte das chamadas “autoridades”.   

Para derrotar esse conjunto de medidas, de imposições e privações, devemos tomar em nossas mãos a tarefa de derrubar esse governo e, ao mesmo tempo, impedir o avanço de sua chamada oposição. Apoiados na vitoriosa marcha do dia 18 agora é hora de reproduzi-la nos Estados e regiões de nosso País. Vamos preparar as plenárias do Espaço de Unidade de Ação para organizar essas manifestações. Nessa construção vamos buscar iniciativas que unifiquem todas as categorias e setores de nossa classe que estão em luta para que, nas ruas, possamos forjar uma alternativa de poder contra os dois blocos burgueses que hora se enfrentam.   

Greve geral: uma necessidade!   

As mais de 40 organizações sindicais, populares e políticas que realizaram o ato dia 18 seguirão unidas por esse objetivo. O conjunto dos trabalhadores, dos jovens, dos negros e negras, das mulheres, LGBT’s e camponeses, devem somar-se a essa corrente e lançarem-se à realização da greve geral. Mais uma vez exigimos que as direções de outras organizações do movimento de massas, como CUT, CTB, MST e UNE rompam com o seu apoio ao Governo Dilma-PT, a quem seguem inteiramente atrelados, e recoloquem-se ao lado de nosso enfrentamento de classe, de nossa luta e em defesa de nossos direitos e condições de vida. Seguir apoiando esse governo é comungar com os ataques que não param de ser deferidos aos trabalhadores. Chega!   

Nos dirigimos também aos companheiros da direção do MTST, da Intersindical, que se recusaram em atender ao chamado da construção da Marcha dos Trabalhadores e Trabalhadoras. Essas organizações, de maneira equivocada, acabam de anunciar a conformação de uma frente “sem medo” com as entidades governistas. Insistimos para que rompam com o governo venham fortalecer um polo de ação, classista e socialista conosco. Não há como parar os ataques e a retirada de direitos impostos por Dilma sem que, por uma ação de nossa classe, derrubemos esse governo, impeçamos a oposição da velha direita e afirmemos uma alternativa nossa, dos trabalhadores e do povo pobre. Uma Greve Geral pode ajudar de maneira decisiva a alcançarmos esses objetivos.   

Por Atnágoras Lopes - See more at: http://cspconlutas.org.br/2015/09/seguir-a-luta-contra-dilma-temer-cunha-renan-e-aecio-construindo-nas-lutas-uma-alternativa-classista

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