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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Gás nas alturas: veja dez dicas para baixar esta conta

Neusa Vitoria já avalia alternativas para gastar menosGás nas alturas: veja dez dicas para baixar esta conta Luiz Armando Vaz/Agencia RBSFoto: Luiz Armando Vaz / Agencia RBS

Somando o dissídio da categoria, de 10%, com o aumento inesperado por parte da Petrobras no dia 31 de agosto, de 15%, o gás está pesando cerca de 25% a mais no bolso dos consumidores neste mês. 

A estatal não reajustava os valores desde 2002, mas como 25% do gás de cozinha comercializado no Brasil é importado, a alta do dólar pode estar entre um dos principais motivos do reajuste. Presidente do Sindigás, que representa as distribuidoras, Sérgio Bandeira de Mello lembra que o mercado é livre e cabe ao consumidor fazer a pesquisa de preços. 

— Às vezes, há diferenças no mesmo bairro — destaca. 

Com gás, todo cuidado é pouco! Veja dicas para o uso correto

Sob a influência de dois reajustes, o preço médio do botijão de 13kg ficará entre R$ 65 e R$ 70, aposta o presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, Alexandre Borjaili:

— Quem ainda está cobrando menos é porque não reajustou os 10% do dissídio e vai acabar subindo mais o preço.
O susto ao chamar a telentrega do gás está fazendo com que Neusa Vitória de Oliveira Marques, 54 anos, mude seus hábitos na cozinha. Ela pretende começar a cozinhar um 1kg de arroz de uma só vez e congelar a sobra para outras refeições. 

Para acelerar o cozimento, vai usar a panela de pressão. Presidente da Associação de Mulheres Unidas pela Esperança (Amue), do Morro da Polícia, Neusa usa a sua casa como sede da entidade, onde também serve refeições para moradores de rua e mulheres vítimas de violência doméstica. 

Com isso, usa quase dois botijões de 13kg por mês. Trocou o gás na quarta passada e pagou R$ 58, com a entrega. Quinze dias antes, havia gasto R$ 45. 

— Agora, o botijão terá que durar mais tempo. Está caro!

Na semana passada, o Diário Gaúcho voltou a procurar as dez revendedoras de diferentes regiões da Capital contatadas em 19 de agosto, para a reportagem que noticiou o aumento de até 10%. Seis aumentaram o preço em mais de 20%. Apenas uma apresentou reajuste na margem dos 10%. O maior valor encontrado na consulta foi de R$ 69,90.

10 dicas para economizar
Se você já fez sua parte, procurando o preço mais em conta do botijão, há outras dicas para economizar. O Diário Gaúcho consultou o presidente do Sindigás, Sérgio Bandeira de Mello, para selecionar dicas sobre o melhor consumo do gás de cozinha, sem desperdício:
1 - Se você tem um fogão muito antigo, avalie trocá-lo por um que tenha classificações A e B de eficiência energética. Eles consomem menos gás. 
2 - Sua cozinha esquentou com o forno ligado? É desperdício! O gás está queimando energia para aquecer o ambiente. Acontece com os fogões antigos.
3 - Use o botijão até o final e jamais deite-o. Não há riscos quando as chamas começam a ficar mais fracas. Só troque quando a boca apagar totalmente.
4 - Ao trocar o botijão, observe se o lacre está fixado, e a válvula, bem fechada. Cheiro de gás indica vazamento.
5 - A chama deve ser sempre azul. Se estiver amarela, é porque está havendo desperdício, pois o gás não está gerando o máximo de calor que pode.
6 - As bocas precisam estar limpas e em bom estado. Caso contrário, avalia a possibilidade de trocá-las.
7 - Se o fundo da panela está preto, é porque o gás não está tendo sua performance ideal. Este preto é carbono que poderia estar gerando calor para cozinhar.
8 - Concentre o horário que for utilizar o fogão. Tente fazer todos os pratos da mesma refeição juntos. Isso torna o consumo mais eficiente.
9 - O forno é o que mais consome gás. Se for usá-lo para fazer um bolo, otimize a energia assando algum prato salgado ou uma sobremesa.
10 - Diminua a chama quando o forno chegar à temperatura desejada e mantenha as panelas tampadas durante o cozimento dos alimentos.
DIÁRIO GAÚCHO

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