ABAS

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Mais agilidade para combater a corrupção

Corrupção  (Foto: Arquivo Google)
Editorial O Globo
A atuação do Ministério Público Federal e da Justiça na Operação Lava-Jato tem sido saudada como modelo de correção para passar a limpo o esquema de corrupção montado pelo lulopetismo e aliados, a fim de surrupiar bilhões da Petrobras. É claro, não faltarão contestações da defesa em instâncias superiores.
Mas, na tradição do sistema judiciário brasileiro, no qual a postergação do cumprimento de sentenças por meio de recursos e chicanas é a regra, a Lava-Jato é, até agora, um ponto fora da curva. A norma, ainda mais em processos que envolvem crimes patrimonialistas, é a lentidão nos tribunais e, pior, o adiamento de ações até o limite da prescrição.
Em artigo recente na “Folha de S.Paulo”, o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava-Jato, lembrou o emblemático episódio do propinoduto como paradigma da impunidade.
Descoberto em 2002, o escândalo envolveu fiscais da receita fluminense num esquema milionário de desvio de recursos. Graças a uma série de brechas na lei, principalmente a interposição de seguidos recursos, os implicados — entre eles o notório Silveirinha — jamais pagaram pelos crimes. “No caso do propinoduto, os crimes de corrupção, sonegação e evasão de divisas foram declarados prescritos pelo STJ no fim de 2014”, observou o procurador.
Ele não crê que a Lava-Jato tenha o mesmo fim do propinoduto, mas a discussão sobre a eficácia da Justiça em crimes contra o patrimônio é mais profunda. Não se limita a um caso, como o do petrolão, que tem sido acompanhado pela imprensa e por toda a sociedade, logo, com algum anteparo contra postergações.
A questão está na rotina do Judiciário, onde ações semelhantes correm sem despertar tanto interesse. É preciso que, tomando-se a Lava-Jato como paradigma, procedimentos que impliquem elucidação e, quando for o caso, punição sejam abrangentes de modo a se tornar norma, e não exceção, nos ritos processuais.
O pacote de propostas apresentado em março pelo MPF, visando a coletar assinaturas para a elaboração de um projeto de lei de origem popular, nos moldes da Lei da Ficha Limpa, é importante contribuição nas discussões para romper os gargalos dos ritos processuais que estimulam a impunidade.
Trata-se de uma série de proposições para reforçar o combate à corrupção no país. Respeitados princípios como o direito a ampla defesa e sem cair na armadilha da tentação da execução sumária de sentenças, providências como dar celeridade a ações de improbidade administrativa, aumentar a transparência do Judiciário/MP e a reforma do sistema de prescrição penal são cruciais para estabelecer protocolos judiciais de maior eficiência.
O teor do documento também vai ao encontro do espírito do novo Código de Processo Civil, que entrará em vigor em 2016, com o explícito propósito de tornar a Justiça mais eficiente e mais ágil, pressuposto do estado democrático de direito.

Vaivém da CPMF expõe um desgoverno tonto



Aprovada por apenas 8% dos brasileiros, Dilma Rousseff é a presidente mais impopular do Brasil pós-redemocratização. Preside duas crises, uma política e outra econômica. Numa, conta votos no Câmara para evitar a abertura de um processo de impeachment. Noutra, cavalga uma ruína que combina três elementos de alta combustão: recessão, inflação e desemprego. Contra esse pano de fundo, a presidente decidiu testar a paciência alheia propondo a recriação da CPMF. A ideia durou 48 horas. Serviu apenas para potencializar a impressão de que Dilma tornou-se gestora de um desgoverno.
Proposta pelo ministro Joaquim Levy (Fazenda), a ressurreição da CPMF começou a morrer numa conversa de Michel Temer com Dilma. O telefone do vice-presidente soou perto das 17h de quinta-feira, quando a novidade já estava pendurada nas manchetes. Ele dirigiu à presidente duas perguntas singelas: 1) o Levy já consultou os empresários? 2) a senhora já conversou com os líderes no Congresso? Não! O governo não consultura ninguém.
Temer tomou distância da encrenca. E previu que o governo arrostaria nova derrota no Congresso. Dilma respondeu que contaria com o apoio dos governadores. Na noite de sexta-feira, num jantar com governadores do Nordeste, em Fortaleza, a presidente tomou um choque de realidade. Até o piauiense Wellington Dias, do PT, levou o pé atrás. Resultado: inflado na quinta, o balão da recriação da CPMF murchou neste sábado, após reunião de Dilma com os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Nelson Barbosa (Planejamento). O Planalto informa que a ideia continua no forno. Pode ressurgir num futuro debate sobre a diversificação das fontes de financiamento da Saúde.
Se a tentativa de trazer de volta a CPMF desafiava a paciência, o lero-lero segundo o qual o tributo irrigaria o orçamento da Saúde ofende a inteligência das ruas. O ministro Levy trouxe o imposto-defunto à mesa como salvação para um buraco de R$ 80 bilhões no Orçamento da União de 2016. A peça orçamentária tem de ser enviada ao Congresso nesta segunda-feira. Quer dizer: o desgoverno dispõe de poucas horas para providenciar uma mágica nova.
DO BLOG DO JORNALISTA JOSIAS DE SOUZA

Eis aí o meu amigo Joel Morais e o seu filho Gabriel Salomão, dois grandes seres humanos filhos do nosso querido Maciço de Baturité.

domingo, 30 de agosto de 2015

Ministério Público Federal reúne assinaturas para projeto contra corrupção

Representantes do Ministério Público Federal (MPF) recolhem hoje (30), assinaturas para apresentação, ao Congresso Nacional, de projeto de lei de iniciativa popular com medidas contra a corrupção. O objetivo é levar a proposta ao Legislativo no dia 9 de dezembro, quando se comemora o Dia Mundial Anticorrupção. A iniciativa faz parte da campanha “10 medidas contra a corrupção”, promovida pelo MPF em todo o país.
“São medidas para aumentar as penas para a corrupção, tornar a corrupção crime hediondo e tentar diminuir a impunidade no país, além de criminalizar o enriquecimento ilícito e o caixa 2 dos partidos políticos e responsabilizar os dirigentes partidários”, disse a procuradora da República Mônica Campos de Ré. Segundo ela, a campanha visa a coletar 1,5 milhão de assinaturas. Mônica destacou que as dez medidas propostas são um resumo de 20 anteprojetos de lei levados em bloco ao Congresso como projetos de iniciativa popular.
O advogado Guilherme Silva é um dos que assinaram a petição na tenda montada pelo MPF na Praia de Ipanema, na altura do Posto 9. “A gente precisa fazer alguma mudança. É importante para o Brasil. A corrupção está  chegando a níveis horrorosos e eu acho, efetivamente, que essas mudanças podem ajudar a melhorar a situação”. O jornalista Alexandre Matos tem a mesma opinião. "[A campanha] é muito válida, porque a gente está vivendo uma crise de valores. E ter pessoas que tomam iniciativas como essa é fundamental até para chamar a população para uma discussão mais complexa, porque a corrupção está hoje como uma doença no seio da sociedade.”
O comerciante Nelson Marques e a professora universitária Adriana Leite também manifestaram apoio à campanha. Marques destacou que o país está precisando de um movimento como o do MPF. “O povo tem que ir para a rua e cobrar porque, se esperar deles [parlamentares], não acontece nada. Essa mobilização é muito boa”. Para Adriana, a participação popular é importante. “O mínimo que a gente precisa é um país mais justo e sem corrupção."
Na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio, o aposentado Paulo Costa, voluntário da campanha, coletou ontem 100 assinaturas. Segundo Costa, apesar de acharem que a campanha é boa, muitas pessoas  não acreditam muito que a iniciativa possa alterar a situação. “Acham que vai continuar tudo igual. A situação de corrupção no país torna as pessoas descrentes, apesar das transformações lideradas pelo juiz Sérgio Moro [na Operação Lava Jato], pela Polícia Federal e pelos procuradores da República.”
A campanha foi iniciada há cerca de dois meses. A contagem das assinaturas começará a ser feita no dia 4 de setembro, na Semana da Pátria, informou a procuradora Mônica Campos de Ré. A iniciativa do Ministério Público Federal conta com apoio de várias empresas e entidades fluminenses, como a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a organização não governamental (ONG) Ação Jovem Brasil, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), a mineradora Vale, a Associação do Comércio Farmacêutico do Estado (Ascoferj) e a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-RJ).
REDAÇÃO O ESTADO ONLINE

Tiroteio deixa três mortos e dois feridos no Bairro Jardim das Oliveiras

Um tiroteio por volta das 10 horas deste domingo, 30, no bairro Jardim das Oliveiras, deixou três pessoas mortas e duas feridas. Segundo informações da Polícia Militar, o triplo homicídio foi resultado da disputa pelo tráfico entre criminosos da comunidade Cinquentinha e doconjunto Tasso Jereissati. Oito homens armados foram ao conjunto Tasso Jereissati e efetuaram disparos contra um adolescente. Os tiros atingiram pessoas que não tinham envolvimento com os grupos rivais.

Segundo o subtenente Vidal, oito homens chegaram ao local do crime em dois carros, um modelo Fusion e outro Punto, ambos da cor preta. Eles desceram dos veículos atirando contra um adolescente de 14 anos que morreu no local. A Polícia localizou cápsulas de munição de armas calibre 12, ponto 45 e fuzil. 
Os tiros atingiram também Francisco Carlos Pereira de Lima, morador do conjunto Tasso Jereissati, que tinha ido visitar o filho na comunidade Ciquentinha; e Paulo Sérgio Lima Romário, que trabalhava como chapeiro. A idade de ambos não foi divulgada. Eles morreram no local. De acordo com a Polícia, não registro de envolvimento com os grupos.

Dois homens foram baleados e socorridos pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) para o Instituto José Frota (IJF). Elvis Inácio Barbosa, que levou um tiro no tórax, e outro homem não identificado pela polícia. Conforme a Polícia, ele foi socorrido antes de os policiais chegarem ao local. O homem era verdureiro e trabalhava no local.

Viaturas do Ronda, do Raio, da Polícia Civil e da Divisão de Homicídios estão, na tarde deste domingo, no bairro em busca dos acusados dos crimes.


Redação O POVO Online

Grupo armado assalta e incendeia carro-forte em Município cearense; os assaltantes levaram mais de R$ 1 milhão

Na tarde da última sexta-feira (28), um carro-forte foi incendiado e assaltado no município cearense de Pedra Branca. Segundo informações da Polícia Civil, 7 ou 8 homens fortemente armados se aproximaram do carro já atirando com armamento pesado, renderam os seguranças, retiram o dinheiro e incendiaram o veículo, fugindo em seguida.
De acordo com informações extraoficiais, ninguém foi atingido pelos tiros, só tiveram ferimentos leves e já foram encaminhados para o hospital da cidade.
Os assaltantes levaram mais de R$ 1 milhão. Agentes da Polícia Civil estão fazendo buscas na região à procura dos assaltantes.
COM INFORMAÇÕES DO JORNAL ESTADO DO CE

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Se a eleição presidencial em 1º turno fosse hoje, Lula perderia para Aécio ou Alckmin ou Serra ou Marina. Desaprovação de Dilma é de 83,6%

Ricardo Noblat
Se o segundo turno da eleição para presidente da República fosse hoje, e os candidatos Aécio Neves e Lula, quem ganharia? – perguntou o Instituto Paraná de Pesquisas entre a última segunda-feira e ontem a 2.060 eleitores de 154 municípios de todos os Estados, mais o Distrito Federal.
Aécio venceria Lula com o quase o dobro das intenções de voto dele – 54,7% a 28,3%. 8,5% não sabem em quem votariam. 8,5% em nenhum.
A mesma pergunta fora feita pelo instituto ao mesmo número de eleitores em março último. Resultado: Aécio, 51,5%, Lula 27,2%. Ambos, portanto, cresceram – Lula dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, Aécio acima da margem de erro.
Em um eventual segundo turno, Aécio derrotaria Marina Silva por 49,2% das intenções de voto contra 35,2%.
A pesquisa simulou uma eleição em primeiro turno trocando o nome do candidato do PSDB e, em um dos cenários, acrescentando o nome de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados.
Cenário 1
Aécio – 36,2%
Marina – 20,4%
Lula – 19,6%
Bolsonaro – 4,6%
Caiado – 1,3%.
Não sabem ou nenhum deles, 14,6%.
Somente no Nordeste, Lula empata com Aécio e vence Marina.
Cenário 2
Marina – 26,6%
Alckmin – 25.4%
Lula – 20.5%
Bolsonaro – 5,1%
Eduardo Cunha – 3,9%
Caiado – 1,5%
Não sabem ou nenhum deles, 17%.
Cenário 3
Serra – 27,2%
Marina – 26,2%
Lula – 20,1%
Bolsonaro – 5%
Eduardo Cunha – 3,3%
Caiado – 1,5%
Não sabem ou nenhum deles, 16,6%.
A pesquisa perguntou: “Qual destes candidatos do PSDB teria mais chance de ganhar hoje o seu voto para presidente da República?”
Aécio – 38,4%
Serra – 13,2%
Alckimin – 12,8%
Fernando Henrique Cardoso – 9,3%
Álvaro Dias – 5,3%
Não sabem ou nenhum deles, 21,1%.
Piorou a avaliação da administração da presidente Dilma Rousseff.
Em março último, era desaprovada por 74% dos entrevistados. Agora, por 83,6%. Em março último, era aprovada por 20,5%. Agora, só por 13,7%.
Dilma conseguirá terminar o mandato em 2018 ou será afastada do cargo antes?
Será afastada antes, responderam 48,8%.
Conseguirá terminar, responderam 48,7%.
Não sabem ou não responderam, 2,5%.
Em caso de afastamento, o que em sua opinião irá acontecer?
Uma nova eleição, segundo 41,5% dos entrevistados.
O vice-presidente assumirá, segundo 37,3%.
Assumirá o segundo colocado na eleição do ano passado – 9,9%.
Não souberam responder: 4%.
Os demais disseram que assumiria o presidente da Câmara ou do Supremo Tribunal Federal ou do Senado.
A pesquisa perguntou: Nos últimos 6 meses, a sua situação econômica e a de sua família:
Melhorou muito – 0,8%
Melhorou – 6,3%
Nem melhorou, nem piorou – 24%
Piorou – 48,9%
Piorou muito – 19,5%
O resto não soube responder.
Outra pergunta: Pensando no Brasil, em relação ao seu futuro e o de sua família, o senhor ou senhora diria que está:
Muito otimista – 1,6%
Otimista – 37,3%
Nem uma coisa nem outra – 12,3%
Pessimista – 39,8%
Muito pessimista – 8,4%
Não souberam responder – 0,6%
Mais uma pergunta: Entre a situação econômica e os escândalos de corrupção, o que afeta mais o senhor  sua família atualmente?
A situação econômica – 49,2%
Escândalos de corrupção – 47,1%
Não sabem – 0,6%
Nada afeta mais – 3,1%.
Última pergunta da pesquisa: De quem é a maior responsabilidade/ou culpa pela crise econômica pela qual o Brasil passa?
Governo Dilma – 42,4%
Governo Lula – 27,3%
Governo FHC – 19,6%
Não é de ninguém – 4,3%
Prefeito – 2,8%
Governador do Estado – 2%.

O médico e o professor: profissional da saúde e da educação poderão unir forças e disputar a prefeitura municipal de Capistrano.

Na medida em que se aproximam as eleições municipais de 2016, articulações e cenários políticos vão se tornando viáveis e possíveis. No município de Capistrano - CE o médico Dr Emetério Sales(PSB) e seu respectivo grupo político, bem como o professor Manoel Freitas, vereador e atual presidente da câmara municipal poderão compor uma grande frente que seguramente ficaria na história da cidade por corresponder a uma grande inovação no cenário político local. É claro que isso depende de entendimentos ainda em curso. Mas confesso que está mais próximo do que se imagina. Vamos aguardar.

Heitor Férrer e Danilo Forte acertam ida para o PSB

olhhhh

Danilo, Siqueira, Heitor e Sérgio Novais – A la Quatro Mosqueteiros.
Além do deputado estadual Heitor Férrer (PDT), quem deve ingressar no PSB é o deputado federal Danilo Forte (PMDB).
Heitor quer disputar a Prefeitura de Fortaleza e Danilo quer postular a Prefeitura de Caucaia. Está deixando o peemedebismo porque nesse município da Região Metropolitana de Fortaleza, o controle da legenda é do ex-deputado federal José Gerardo Arruda. E ele quer também disputar o trono.
Nesta sexta-feira, Heitor e Danilo mantiveram encontro em Brasília com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, tendo o presidente do partido em Fortaleza, Sérgio Novais, dando o aval. Falta só a data da festa de filiação, que contará com a alta cúpula nacional presente.
(Foto – PSB Nacional)

BLOG DO ELIOMAR

Consumo das famílias tem maior queda desde 1997

A queda da demanda interna se refletiu também nas importações
O consumo das famílias no Produto Interno Bruto do segundo trimestre (abril, maio e junho) de 2015 teve a maior queda desde 1997em relação ao mesmo período do ano anterior. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira, 28, os números, que mostram uma retração de 2,7% em relação a 2014.

Na série histórica iniciada em 1996, o desempenho apresentado no último trimestre só não é pior que o do quarto trimestre de 1997.

Na avaliação do IBGE, influenciaram este resultado fatores como a inflação e o crescimento do crédito abaixo dela, além de níveis piores de emprego e renda na comparação com o ano passado.


"Essa conjuntura fez com que o consumo das famílias caísse, em especial na parte dos bens duráveis", analisou a coordenadora de contas nacionais do IBGE, Rebeca de La Rocque Palis.

A queda da demanda interna se refletiu também nas importações, assim como o câmbio, que teve uma desvalorização de 38% entre o segundo trimestre do ano anterior e os meses de abril, maio e junho deste ano. As importações caíram 11,7% no período, enquanto as exportações subiram 7,5%.

A queda das importações se deu principalmente nos veículos automotores, nos equipamentos eletrônicos, nas máquinas e equipamentos e nas viagens e transportes. Por outro lado, as exportações cresceram com o desempenho dos setores de petróleo e carvão, siderurgia, metalurgia e veículos automotores.


Agência Brasil
O Povo

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Relações de Alckmin com Aécio se deterioram

Geraldo Alckmin e Aécio Neves tornaram-se um desentendimento esperando para acontecer no ninho do tucanato. Ambos ambicionam a vaga de candidato do PSDB à próxima sucessão presidencial. Imaginou-se que pegariam em lanças apenas depois das eleições municipais de 2016. Mas o ambiente interno do partido degrada-se prematuramente, bem antes do previsto.
Longe dos refletores, os partidários de Alckmin acusam Aécio de utilizar a presidência do PSDB para ajustar a estrutura partidária aos interesses do seu projeto político. Por exemplo: em Sergipe, a presidência do partido foi retirada de José Carlos Machado, vice-prefeito de Aracaju, para ser entregue a um advogado chamado Pedrinho Barreto, que acaba de trocar o PR pelo PSDB.
Por trás do destituído Machado estava o prefeito de Aracaju, João Alves (DEM), simpático às pretensões políticas de Alckmin. Na retaguarda de Pedrinho Barreto está o senador sergipano Eduardo Amorim, convidado por Aécio para trocar o PSC pelo PSDB, com o propósito de preparar a legenda para as eleições de 2016 e, sobretudo, de 2018.
Em privado, Alckmin queixou-se a integrantes do seu grupo da pouca visibilidade que teve nos últimos comerciais que o PSDB levou ao ar em rede nacional de rádio e tevê. Acha que Aécio dividiu a vitrine eletrônica de maneira desproporcional, antoconcedendo-se um espaço maior que o cedido a outros grão-tucanos.
O PSDB vive em dois universos. No oficial, os líderes tucanos jamais discutem. No paralelo, eles quase nem se falam. Quando conversam, se desentendem falando o mesmo idioma.
JOSIAS DE SOUZA

Mais de um terço dos cearenses vivem situação de insegurança alimentar

Agricultores de Boa Viagem perderam safra de milho neste ano por causa da seca - Foto - RODRIGO CARVALHO

Mais de um terço da população cearense vive em situação de insegurança alimentar, o que representa cerca de 3,1 milhões de pessoas, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) de 2014. No Estado, 5,1% dos casos são classificados como graves, em que as refeições diárias são incertas. Apesar da melhora em relação a outros anos, os índices preocupam especialistas. Segundo eles, a seca agrava a situação no campo. Nas cidades, o problema é a obesidade.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Ceará tem garantido mais acesso regular e permanente a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente. O Estado conseguiu aumentar o número de pessoas nesta situação de 44,38%, em 2004, para 64,5%, no ano passado. Os casos graves foram reduzidos de 14,25%, há 11 anos, para 5,1%, em 2014.

Para o agricultor Antônio Francisco de Lima, de Pedra Branca, a 261 km de Fortaleza, o maior “clamor” para quem vive no Interior é por água. Segundo ele, a seca é um problema anterior à má alimentação. “Além de faltar água para beber, não tem para alimentar os animais ou para irrigar as plantas. Não temos como produzir alimento”, afirma.

Maria Emília Pacheco, presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), diz que a redução dos números indica que as ações governamentais de convivência com o semiárido são eficazes. Ela reconhece a falta de água como um dos principais desafios de manter a melhora dos números. Diante de um cenário que indica um quinto ano consecutivo de seca para o Ceará, a presidente diz que a tendência para o próximo ano é que as ações se mantenham. “Mesmo com a estiagem prologada, vemos a população conseguindo conviver melhor com o semiárido, não temos casos de saques, manifestações ou frentes de emergência, por exemplo”, afirma.

Além da seca, a presidente nacional do Consea aponta a obesidade nos centros urbanos como “um segundo desafio para o Governo Federal e o Estado”. De acordo com o Ministério da Saúde, 55,7% da população adulta de Fortaleza está com excesso de peso. A pesquisa também mostra que 19,3% da população da Capital é obesa.

“É uma situação oposta, mas igualmente preocupante. São pessoas comendo muito, mas que não estão se nutrindo”, diz Malvinier Macedo, presidente estadual do Consea. Para ela, os alimentos transgênicos, ultraprocessados e com agrotóxicos são os responsáveis pelo sobrepeso.

Para as especialistas em nutrição, a principal ação a ser tomada pelo Estado é de conscientização sobre os males da má alimentação e a necessidade de espaços públicos que garantam acesso a alimentos saudáveis a preços justos.
O POVO

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Padre Geovane Saraiva recebe os cumprimentos do Papa Francisco...

Santo Padre agradece livros do Padre Geovane Saraiva...



No país de faz de conta da presidente da República

Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de entrega de unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida (Foto: Ichiro Guerra / PR)
Dilma Rousseff durante cerimônia de entrega de unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida (Foto: Ichiro Guerra / PR)

Ricardo Noblat
Enquanto a crise econômica sobe mais um degrau a cada dia, a presidente Dilma Rousseff mantém distância prudente dos seus efeitos atravessando o país de uma ponta à outra dentro do seu mundinho de faz de conta.
Em Cantaduva, interior de São Paulo, ela entregou, ontem, 1.237 unidades do programa Minha Casa Minha Vida, uma das poucas realizações bem-sucedidas do seu governo. E para não ser incomodada, passou longe do centro da cidade.
Ali, cerca de 500 pessoas protestaram contra a visita dela pondo panos pretos nas janelas e fechando o comércio por meia hora. “Eu quero dizer que vamos superar esse momento de dificuldade”, proclamou Dilma durante a solenidade de entrega das casas.
Ela estava entre autoridades de sua comitiva e do governo de São Paulo, e diante de uma plateia amiga montada para aplaudi-la. O ato no conjunto habitacional foi blindado. O bairro ficou todo cercado para evitar a presença de eventuais manifestantes.
Os contemplados com casas e seus acompanhantes se valeram de ônibus especiais para chegar ao local da solenidade. Todos foram submetidos a detectores de metais. Não carregavam armas nem quaisquer artefatos que pudessem pôr a presidente em risco.
Quatro casas haviam passado por uma maquiagem nos últimos dois dias para que Dilma as visitasse e posasse para fotos – e somente nelas. Foram pintadas e ganharam jardins com flores plantados às pressas, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.
Dilma parecia satisfeita. Antes havia concedido entrevistas a duas emissoras de rádio de cidades vizinhas de Cantaduva sem que seus entrevistadores a tivessem aborrecido com perguntas embaraçosas. Foram entrevistas amenas, encomendadas, digamos assim.
A presidente mais impopular da história do país pode repetir afirmações fantasiosas do tipo:
- Não tenho como garantir que a situação em 2016 será maravilhosa. Muito provavelmente não será. Mas também não será a dificuldade extrema que muitos pintam.
(Dilma sabe que a situação não será nem remotamente maravilhosa. Mas ao fazer questão de dizer isso, tenta sugerir que a situação poderá ser boa. Ou razoável. Quando de fato será ruim.)
- Vamos continuar a ter dificuldades, até porque não sabemos como o mercado internacional vai se comportar.
(A menção ao “mercado internacional” é para reforçar sua pregação de que ele é culpado pela crise que atinge o Brasil – e não o governo dela.)
- Acredito que é sempre assim: as pessoas querem que as coisas sejam imediatamente resolvidas. É compreensível, mas nem sempre ocorre assim, nem na vida da gente.
(Aqui, uma crítica velada aos que esperam uma solução rápida para a crise. Ora, eles acreditaram no discurso de campanha de Dilma de que nada ocorreria de ruim – pelo contrário.)
- Nossa ideia é que dificuldades sejam enfrentadas o mais rápido possível. Mas quanto mais gente estiver torcendo pro “quanto pior melhor”, mais longa será essa travessia.
(Indireta para a oposição, a quem Dilma acusa de torcer pelo pior.)
De volta a Brasília no final da tarde, Dilma reencontrou-se com o mundo real. Para seu desgosto.

Procuradoria Eleitoral dará parecer favorável à Rede Sustentabilidade de Marina Silva

Roberto Jayme/Folhapress
O procurador da República Eugênio José Guilherme de Aragão dará parecer favorável ao registro da Rede Sustentabilidade. A decisão foi tomada no começo da noite de 3ª feira (25.ago.2015), e ainda não divulgada oficialmente pelo Ministério Público Eleitoral. As informações são de dirigentes da Rede.
“Isso estava dentro da nossa expectativa. O acórdão de 2013 (quando o registro da Rede foi negado) era muito claro, de que faltava apenas agregar as 32 mil assinaturas que faltavam, o que nós fizemos'', disse Bazileu Margarido, dirigente da Rede. Segundo ele, a expectativa é de que o partido esteja formalizado antes do dia 03.out.2015. Essa é a data máxima para que a sigla possa receber pessoas interessadas em se filiar para concorrer a algum cargo público nas disputas municipais de 2016. A apuração é do repórter do UOL André Shalders.
O processo da Rede no TSE é relatado pelo ministro João Otávio Noronha. Cabe a ele elaborar um voto e decidir quando o pedido de registro será julgado no plenário do Tribunal. Integrantes da Rede acreditam que o tema entre em votação nas próximas duas semanas. Noronha ainda não disse à Rede quando pretende pautar o processo.
“Pelo parecer, estão convalidados os atos feitos pela Rede. Estão reconhecidas todas as assinaturas, as certidões, o número de diretórios organizados no país'', disse o deputado Miro Teixeira (RJ), atualmente filiado ao Pros. “E nós sofremos ali (TSE), quando o pedido foi negado (em 2013). Estamos escaldados, temos medo de água fria. Era grande a expectativa'', disse Miro.
A decisão de Aragão ajuda a definir o quadro das eleições municipais do ano que vem. Mesmo que não concorra, Marina Silva volta à cena, com o próprio partido. Candidata à Presidência pelo PSB em 2014, Marina teve 22,1 milhões de votos.
BLOG DO FERNANDO RODRIGUES

Heitor Férrer - PSB é o partido “mais simpático” para troca de sigla

O PSB é o partido mais simpático ao deputado Heitor Férrer, segundo especula-se nos bastidores, caso o deputado decida sair do PDT, em razão do ingresso futuro do grupo cidista na sigla. Após o desconforto da informação de que os Ferreira Gomes, seus principais opositores, vão se filiar ao partido no qual pertence há quase 30 anos, Heitor não esconde que, diante da oferta de vários partidos, a sua “simpatia” pelo Partido Social Brasileiro não pode ser “omitida”.
Heitor assegurou que o PSDB, PMDB, PPS, PRB, Rede e Solidariedade o procuraram e lhe fizeram “honrosos” convites de filiação. Hoje, o parlamentar almoçará com o presidente de honra do PDT, Flávio Torres, e afirmou que tem buscado aconselhamentos.
“Quando procurei o PSB foi logo no início, quando o grupo dos Ferreira Gomes acenava que iriam para o PDT. Foi o primeiro passo que dei”, revelou Heitor.
Conforme o parlamentar, ao procurar Roberto Pessoa, presidente estadual da legenda, sentiu a “sinceridade” do dirigente que revelou a Férrer ter outro compromisso, com relação à Prefeitura de Fortaleza, contudo, deixou em aberto de que a campanha só iniciará no ano que vem e que tudo poderia acontecer.
“Desde quando me elegi vereador e tinha que escolher um partido entre PSB ou PDT, naquele momento, preferi o PDT, pela figura de Brizola que tem uma história fabulosa. A minha simpatia pelo PSB, ela não pode ser omitida, porque seria uma mentira. Mas estou conversando com os demais que me procuraram”, ressaltou.

Apoios
Heitor frisou que tem recebido apoios por parte de seus eleitores, que cobram a sua saída do PDT. “Me é muito precioso essas manifestações por meio de WhatsApp e nos programas de rádios, onde as enquetes que estão sendo feitas, os meus eleitores rechaçam a possibilidade de eu permanecer no partido.  Para mim, isso é extremamente precioso e pesa muito na minha decisão”, afirmou.
Ao avaliar a afirmação do presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, de que pediu a Heitor reflexão e de que ele poderia se candidatar em 2020, Heitor rechaçou a ideia e disse que essas “composições futuras” e esses “ensaios” não passam pela sua cabeça. “A coisa está posta para agora. E se está posta para agora, não pode ser protelada para amanhã, tem que ser decidida para hoje, não pode ser para um futuro distante”, comentou.
JORNAL ESTADO DO CE