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sábado, 25 de julho de 2015

População reclama de atendimento em postos de saúde

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A Unidade Básica de Saúde Flávio Marcílio passou por reforma e ampliação, mas as queixas dos usuários continuam as mesmas FOTO: ÉRIKA FONSECA

Apesar das melhorias estruturais que alguns equipamentos passaram, os problemas nos postos de saúde da Capital se repetem. É essa a situação da Unidade Básica de Saúde Flávio Marcílio, na Avenida Abolição, bairro Mucuripe. Após passar por reforma e ampliação, o prédio foi inaugurado, em outubro do ano passado, pelo prefeito Roberto Cláudio. Menos de um ano depois, no entanto, as queixas dos usuários continuam as mesmas: demora para agendar consultas, dificuldade para conseguir atendimento com médicos especializados e falta de medicamentos, até os mais básicos

A costureira Maria José Santos, 50, moradora do bairro Vincente Pinzón, reclama da falta de médicos. "Dificilmente vem um clínico e não tem pediatra. Também não tem dentista e nem remédio, sem falar que o atendimento é péssimo", avalia. A mulher, que tem problemas no coração e é hipertensa, rotineiramente precisa ir ao posto. Mas, como dificilmente tem remédio, ela conta que tem de dar um jeito de comprar os medicamentos, mesmo com condições financeiras limitadas. "Para pegar uma ficha, tem que chegar cedo. Se não estiver morrendo eles não atendem. Melhorou só a entrada, o resto continua igual".

Já no Posto Paulo Marcelo, na Rua 25 de Março, em média 44 pessoas foram atendidas, por dia, no último mês de junho. Mas, como são apenas três equipes do Programa de Saúde da Família (PSF) para atender 32.195 pessoas do Centro e da Praia de Iracema, o tempo de espera por uma consulta pode demorar até dois meses. E, como uma das médicas vai entrar de férias, as demandas programadas ficarão descobertas e as consultas estão sendo marcadas só para setembro ou outubro. 

Há um ano, a diarista Solange de Sousa, 31, não pode ser atendida no Posto de Saúde Paulo Marcelo por falta de materiais ortodônticos. "Tem dentista e assistente, mas o que eles alegam é que não tem material", destaca. Ela conta que há três meses aguarda para fazer um canal. "Eles querem me encaminhar para o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), mas não tem vaga lá". 

Sheyla Silveira, coordenadoria de Saúde da Regional II, comenta que o Município passou por um período no qual estavam faltando insumos. Mas, atualmente, afirma que as reclamações não têm procedência. "Está tudo normal. A odontologia está funcionando a contento. Estamos com todas as equipes compostas", assegura. A gestora acrescenta que todas as unidades estão
abastecidas. "Às vezes, o usuário fica insatisfeito por algum motivo e leva isso por um longo tempo". 

Reformas 

Alteração da parte elétrica, hidráulica, retelhamento, troca de piso, pintura, adequação da estrutura para pessoas com deficiência, mudança de mobiliário, consultórios odontológicos equipados com novas cadeiras de dentista e raio­x foram mudanças pelas quais 57 equipamentos passaram.

DIÁRIO DO NORDESTE

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