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domingo, 26 de julho de 2015

Município cearense é socorridopor carros-pipas

Os carros-pipas abastecem as residências da zona rural e as cisternas que começam a dar sinais de escassez
Os carros­-pipas abastecem as residências da zona rural e as cisternas que começam a dar sinais de escassez

Quixadá. A cada dia que passa, a situação hídrica do Ceará se torna mais grave. Esta cidade, localizada no Sertão Central, já conta com mais de 30 mil moradores da zona rural quer recebem água através do programa emergencial Operação Pipa. O número exato é 30.124. Mais outros 4.100 moradores recebem assistência do Município, segundo o levantamento mais recente divulgado pela Coordenadoria Municipal de Defesa Civil(Comdec). Esses dados representam quase a metade da população.

Ainda de acordo com a Comdec de Quixadá, 63 carros­pipa estão atendendo 411 localidades através da operação coordenada pelo Exército Brasileiro. Os custos mensais, com recursos do Governo Federal, chegam a mais de R$ 900 mil com o serviço de transporte. A água é captada do açude Currais Novos, em Morada Nova, que recebe aporte hídrico do maior reservatório do Estado, o Castanhão. Já a Prefeitura desembolsa recursos para abastecer escolas, creches, postos de saúde e famílias que não são atendidas pela Operação Pipa. 

Castanhão As comunidades de Uiraponga e Sítio Mota, na zona rural de Morada Nova, receberão aporte hídrico do Açude Castanhão, o maior do Ceará, através do Trecho 1 do Eixão das Águas. Segundo a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), será liberada uma vazão de 350 litros por segundo, por, no máximo 10 dias. Entretanto, as duas comunidades deverão realizar a limpeza no leito do riacho Livramento, para possibilitar o avanço no fluxo da água que deverá atender um trecho de aproximadamente 20 km, da Descarga de Fundo do Eixão até o distrito de Uiraponga. 

Castanhão 

As comunidades de Uiraponga e Sítio Mota, na zona rural de Morada Nova, receberão aporte hídrico do Açude Castanhão, o maior do Ceará, através do Trecho 1 do Eixão das Águas. Segundo a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), será liberada uma vazão de 350 litros por segundo, por, no máximo 10 dias. Entretanto, as duas comunidades deverão realizar a limpeza no leito do riacho Livramento, para possibilitar o avanço no fluxo da água que deverá atender um trecho de aproximadamente 20 km, da Descarga de Fundo do Eixão até o distrito de Uiraponga. 

Conforme o gerente regional da Cogerh, Almeida Chaves, a operação será realizada para atender cerca de 500 famílias daquelas localidades, que ainda não possuem cisternas para receberem água através do programa emergencial Operação Pipa. Também servirá para a dessedentação animal. 

Na segunda-­feira, 27, uma equipe técnica vai inspecionar a limpeza para poder liberar a água que será suficiente para suprir os moradores por aproximadamente 20 dias. A decisão foi tomada na reunião realizada na última quinta­feira, 23, em Limoeiro do Norte, com a Comissão Provisória de Acompanhamento da Operação dos Vales do Jaguaribe e Banabuiú. 

Na reunião, os técnicos da Cogerh também apresentaram a situação do segundo maior reservatório público do Estado, o Orós, responsável pelo atendimento de abastecimento humano das sedes municipais de Orós, Jaguaribe, Jaguaretama, de dezenas de comunidades rurais em seu entorno e no leito do rio Jaguaribe. 



Alex Pimentel Colaborador 

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