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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Justiça afasta Vereador da Capital cearense

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), juntamente com agentes das Polícias Civil e Federal, executou ontem 30 mandados de busca e apreensão em 26 lugares, todos eles envolvendo o vereador de Fortaleza Leonelzinho Alencar (PTdoB). Por determinação judicial, Leonelzinho foi afastado do mandato por 180 dias.


Na Câmara Municipal, foram apreendidas duas caixas de documentos do gabinete do vereador e do setor da Casa que administra as Verbas de Desempenho Parlamentar (VDP), recursos destinados aos gabinetes.

Também foram realizadas buscas na residência de Leonelzinho, e de parentes e servidores da Câmara, além da ONG presidida pelo parlamentar, o Instituto Jáder de Alencar, ONG no bairro Messejana, reduto eleitoral do vereador. A operação foi determinada pelo juiz Ireilande Prudente Saraiva, da 18ª Vara Criminal, e protocolada na Justiça na manhã de ontem.

A Onde É
De acordo com Ricardo Rocha, da Procuradoria de Crimes contra a Administração Pública (Procap) que acompanhou a operação, os mandados foram motivados pela mesma investigação que culminou no processo contra o agora ex-vereador Antonio Farias de Souza, o A Onde É (sem partido). 

O ex-parlamentar é acusado de apropriar-se de parte da VDP destinada ao pagamento de salários de seus assessores – prática conhecida no meio político como “pedágio”. 

De acordo com Rocha, “surgiram fortes indicios de que a mesma coisa estariam acontecendo no gabinete do vereador Leonel Alencar”. Ele, entretanto, não confirma se contra o vereador pesariam indícios dos mesmos crimes que contra A Onde É. “Há indícios de uma série de coisas”, disse.

É esperada para o início da tarde de hoje uma coletiva de imprensa do MPCE sobre a operação realizada ontem.

Afastamento
A medida do afastamento de Leonelzinho foi efetivada pelo presidente da Casa, Salmito Filho (Pros), que também já convocou o suplente do parlamentar afastado, o também petedobista Gerôncio Coelho. Ele também oficiou o MPCE solicitando maiores dados sobre a investigação contra o parlamentar.

Salmito defendeu as políticas da Casa para a liberação dos recursos das VDPs. De acordo com o presidente, nenhum centavo da verba é gasto sem que haja licitação e previsão legal para o seu uso. “O que compete ao presidente e à administração da Casa, vem sendo feito”, disse Salmito.
O POVO

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