ABAS

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Ministério Público Federal no Ceará lança campanha de combate à corrupção e cria núcleo específico


O Ministério Público Federal no Ceará (MPF-CE) lança hoje a campanha #CorrupçãoNão para ampliar o debate sobre o tema e conscientizar a população sobre o trabalho do MPF no combate a esse tipo de crime. No Ceará, será criado ainda um Núcleo de Combate à Corrupção para investigar especificamente essa modalidade. Em pouco mais de dois anos, o MPF ajuizou 328 ações de improbidade administrativa no Estado.

Essa é a primeira etapa de uma série de modificações no órgão que buscará oferecer mais transparência nas ações contra a corrupção e conscientizar a sociedade sobre a necessidade de denunciar desvios e de refutar práticas corruptivas. Além do Brasil, a campanha será feita em outros 20 países da América Latina e da América Central.

O procurador-chefe do MPF-CE, Alessander Sales, pontua que a corrupção é o principal foco de atuação do órgão em quase todos os países. “Compreendemos também que o combate sem o engajamento da sociedade não rende frutos significativos”, ressaltou. O público-alvo da campanha é principalmente a parcela da população entre 16 e 33 anos. Segundo Sales, foi verificado, a partir de pesquisas, que essa é a faixa etária do público mais engajado em modificar práticas de desvio de conduta.

Mudança cultural
No Ceará será lançado, ainda nesse primeiro semestre, um grupo de combate específico à corrupção formado por Alessander Sales – que coordenará o núcleo – e os procuradores Alexandre Meireles, Francisco Macedo e Rômulo Conrado. De 2013 a 2015, foram ajuizadas 5,5 mil ações por improbidade administrativa no Brasil. Dentre elas, 328 estão no Ceará. 

O procurador-chefe pontua que, no Estado, a corrupção acontece principalmente no âmbito do poder público. Dentre as irregularidades encontradas estão, por exemplo, procedimentos licitatórios fraudulentos, desvio de verbas públicas, inconsistência na prestação de contas ou mesmo a sua omissão. A corrupção comercial ou empresarial se agrega à má conduta dos gestores públicos, afirma.

Alessander ressalta que, apesar da sucessão de casos de corrupção no País, demandou tempo até que o MPF entendesse a necessidade de sair da zona tradicional de atuação. Nas próximas etapas da campanha, o órgão disponibilizará ferramentas de transparência e de aproximação da população com as ações de combate à corrupção.

“Não basta gerar uma campanha sem ter ferramentas que possam dar uma resposta à demanda de cobrança da sociedade. Estamos especializando nossa atuação”, diz. (Jéssica Welma)
O POVO

Nenhum comentário: