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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Hospital Geral de Fortaleza (HGF) pede material a outros hospitais para manter cirurgias

O Hospital Geral de Fortaleza (HGF) teve de solicitar materiais a outros hospitais para realizar as cirurgias programadas entre sexta-feira (8) e esta segunda (11). Segundo o presidente da Associação dos Médicos do HGF (Ame/HGF), o ginecologista Jaime Benevides, aproximadamente 270 itens utilizados em salas cirúrgicas estão na iminência de acabar. Em nota, secretaria diz que ''medidas já estão sendo tomadas''. 
"Nós pedimos ao Hospital Militar e na sexta-feira deu para cumprir a agenda de cirurgias'', disse o médico. “Se nós considerarmos um centro cirúrgico, para funcionar plenamente num hospital terciário como o HGF e que lida com complexidades elevadas, ele teria um checklist de aproximadamente dois mil itens [sempre disponíveis]. Foi feito um levantamento e 270 itens, aproximadamente, estavam em falta ou na iminência de acabar nos último dias, de quarta-feira pra cá”, disse o médico.
Para evitar complicações durante cirurgias, Benevides explica que a direção do HGF propôs suspender a cirurgias eletivas. “A proposta era suspender momentaneamente as cirurgias eletivas pra que esse material não faltasse principalmente nas cirurgias de urgência”, disse ele. O uso de materiais de outros hospitais, no entanto, amenizou momentaneamente o problema.
De acordo com o presidente da associação, o problema com a falta de insumos e medicamentos é antigo devido o orçamento insuficiente e da ampliação da estrutura do hospital nos últimos anos. “Mas nos últimos quatro ou cinco meses houve um agravamento em função do corte [de verba] linear determinado pelo governo do estado para redução dos insumos, do orçamento de todas as secretarias. A gente foi duramente atingido. Se já não estava funcionando tão bem, comprometeu ainda mais esse funcionamento a ponto de faltarem materiais básicos”, explicou.

Com o corte, segundo a associação, “os problemas com fornecedores que, normalmente, apareceria em outubro ou novembro, já existe agora, em abril”. O medico destaca ainda “as questões pontuais”, como a quebra de aparelhos de raio-x, tomografia e ressonância magnética, pela ausência de uma manutenção preventiva. “Não é raro que agente se depare quase todas as semanas com problemas no raio-x, na ressonância, na tomografia, ou alguma área de imagem”, afirmou.
A Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) informou, por meio de nota, que "ações e medidas estão sendo adotadas para o pleno funcionamento do Hospital Geral de Fortaleza e assim assegurar assistência à saúde da população". O órgão não respassou informações sobre as os cortes no orçamento.
HGF
O HGF é o maior hospital da rede pública do Ceará, servindo à população do estado e, por sua referência e complexidade, também aos estados vizinhos, em diferentes áreas de saúde. É referência nas especialidades de Cirurgia Geral, Neurologia, Neurocirurgia, Reumatologia, Nefrologia, Transplante Renal, Gineco-obstetrícia, Traumato-ortopedia, Oftalmologia, entre outras.
Segundo informações disponíveis no site da unidade, atualmente, o hospital realiza 1.150 cirurgias, 16 mil consultas e 100 mil exames laboratoriais por mês. Na área de exames especializados, o hospital é o único da rede pública estadual a realizar ressonâncias magnéticas e eletroneuromiografias.
Além do atendimento de emergência nas áreas de cirurgia geral e vascular, clínica médica, obstetrícia e neurologia, o HGF possui 63 especialidades e sub-especialidades médicas e outros serviços de saúde. Em outubro de 2009, o HGF inaugurou a Unidade de AVC, com equipe interdisciplinar de plantão. A Unidade é a maior do país com vinte leitos e capacidade para atender 150 pacientes por mês.
G1CE

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