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terça-feira, 26 de maio de 2015

Controladoria-Geral da União descobre alunos já mortos

O Ministério da Educação informou que criou uma lista de espera com o objetivo de diminuir o número de bolsas ociosas
O Ministério da Educação informou que criou uma lista de espera com o objetivo de diminuir o número de bolsas ociosas
FOTO: KLEBER GONÇALVES


Brasília. Auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou "fragilidades" no sistema do Prouni, que disponibiliza informações sobre número de bolsas e instituições de ensino participantes, por exemplo.
O trabalho analisou dados de pouco mais de 1 milhão de bolsistas, 1,5 milhão de candidatos inscritos em processo seletivo e 1,8 milhão de familiares indicados pelos estudantes no sistema. Os dados fiscalizados correspondem aos anos de 2005 a 2012.
Nesse universo, constatou-se, por exemplo, a existência de 47 beneficiários já mortos na situação "em utilização-bolsista matriculado" e 4.400 bolsistas cuja renda per capita não atende critérios definidos no programa (até três salários mínimos).
"Embora os resultados demonstrem que o sistema apresenta rotinas adequadas de realização de críticas, verificaram-se fragilidades, tendo em vista a existência de inconsistências em sua base de dados concernentes à ausência de preenchimento de campos essenciais de identificação do bolsista, bem como registros relacionados aos critérios de elegibilidade exigidos pelo programa", afirma trecho do documento da CGU.
Em resposta, o Ministério da Educação disse ter aumentado o controle das informações fornecidas pelas instituições de ensino, assim como feito auditorias periódicas no sistema. A Pasta informou ainda que criou uma lista de espera com o objetivo de diminuir o número de bolsas ociosas. Criado no ano de 2004, o ProUni concede bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior.
DIÁRIO DO NORDESTE

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