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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Enquanto o povo é ferrado o papo é o mesmo de sempre... Governador alega falta de recursos

O governador Camilo Santana disse, ontem, na Assembleia Legislativa, que o problema da Saúde está especificamente ligado à questão do financiamento dos recursos para a área. Segundo ele, isso tem afetado todos os Estados. O gestor disse também que vai visitar os principais equipamentos no Ceará, visando acompanhar de perto a problemática enfrentada pela maior parte da população.
O petista afirmou ainda que está aguardando a conclusão do ajuste fiscal da presidente Dilma Rousseff para que novos investimentos sejam feitos no Ceará. Há duas semanas, deputados cearenses disseram que, além da Seca e Segurança Pública, a Saúde seria um tema que deveria ter maior atenção por parte do Executivo, visto as dificuldades que a população tem enfrentado em alguns setores da área.
Recentemente, conforme noticiou o Diário do Nordeste, o prefeito de Iguatu, Aderilo Antunes Alcântara, comunicou oficialmente ao governador Camilo Santana e ao secretário de Saúde, Carlile Lavor, a impossibilidade de a Prefeitura continuar gerindo o Hospital Regional localizado no Município, por insuficiência total de recursos.
Ontem, o jornal mostrou que cerca de 235 pessoas são atendidas nos corredores de cinco hospitais da Capital, de acordo com a campanha "Corredômetro", criada pela entidades do Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará (Simec) e Associação Médica Cearense (AMC).
Os postos de Saúde da Capital são outros que passam por dificuldades, inclusive, com a necessidade de material de primeiros socorros e medicamentos, conforme parlamentares têm levado à tribuna da Assembleia.
Para o governador Camilo Santana, essa é uma questão que não é específica do Ceará, mas de todo o Brasil. "Isso não é novidade, mas não vamos deixar de atender as pessoas", disse ele, relembrando que o ex-governador do Estado, Cid Gomes, em sua opinião, fez o maior investimento na área nos últimos anos, tentando reduzir a situação dos pacientes nas filas de espera.
Segundo o governador, enquanto 1.200 novos leitos foram criados, o dobro teria sido fechado em todo o Estado. "Nós sabemos que há subfinanciamento na Saúde. Para você ter uma ideia, na Europa se gasta cinco mil dólares com saúde por habitante, e aqui no Brasil é apenas seiscentos". Para Camilo Santana, há uma necessidade de se discutir um novo pacto federativo no Brasil. Ele afirmou ainda que, em 2006, foram investidos R$ 280 milhões em Saúde no Ceará. Já no ano passado, esse valor subiu para R$ 1,1 bilhão.
"O que eu tenho feito nos três meses é a avaliação do sistema, discutido onde podemos melhorar a situação desse sistema. Vou visitar os hospitais, porque sei que estamos com equipes dentro dos hospitais, mas precisamos de mais recursos. Ninguém pode melhorar a situação da Saúde sem recursos", afirmou o governador.
Para Camilo, este não é um problema que atinge somente a saúde pública, mas também a rede privada. "Meu filho passou quatro horas esperando ser atendido em uma unidade particular. Esse debate precisa ser feito em nível nacional. Vamos retornar a esse assunto, que foi colocado na reunião da bancada cearense, que vai levar o debate para a presidente Dilma. O que está em discussão é o atendimento das pessoas", salientou.
Investimentos
Conforme assinalou o chefe do Poder Executivo Estadual, maiores investimentos para o Ceará só se darão depois que a presidente Dilma Rousseff concluir o ajuste fiscal. Para ele, esta etapa vai ser importante para o Estado, uma vez que vai garantir para os cearenses a possibilidade de realização de novos investimentos. Segundo disse, o compromisso do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é retomar as atividades referentes aos financiamentos que já estejam no Plano Anual de Financiamento (PAF) até os meses de maio ou junho.
Outra cobrança que vem sendo feita na Assembleia Legislativa é a isonomia em relação aos repasses do Governo para as regiões do Estado. O deputado Agenor Neto (PMDB), por exemplo, na última quarta-feira, subiu à tribuna para dizer que a Região Norte está recebendo quatro vezes mais investimentos para a Saúde do que o Centro Sul. Para o governador, essa equação é relativa, porque determinadas regiões necessitam de mais investimentos.
"Isso é muito relativo e depende de vários fatores. Você acha que deve investir mais em outras regiões do que na (Região Metropolitana) de Fortaleza?", questionou. Camilo Santana informou ainda que vai criar um comitê com a participação do Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado (TCE) para que esse órgãos acompanhem o andamento das obras do Acquario.
Segundo o governador, todas as informações necessárias serão apresentadas aos órgãos para que não haja qualquer dúvida sobre o andamento das obras.
Segundo defendeu, a instalação do equipamento visa mudar o perfil turístico no Ceará, e terá um impacto econômico no Estado nos próximos anos.
"Estou convencido disso e, se há alguma dúvida, vamos esclarecer. Estou aguardando que a gente possa aprovar o empréstimo para conclusão das obras. Estamos aguardando apenas aprovação do Senado Federal e do Ministério da Fazenda. Eu só posso continuar pagando se eu receber os empréstimos", explicou o governador.
DIÁRIO DO NORDESTE

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