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domingo, 29 de março de 2015

Preocupante - 116 policiais são assassinados em 9 anos

Um policial é morto a cada 30 dias. Projeto de lei que torna crime hediondo matar policiais foi aprovado...

Nos últimos nove anos, 116 policiais foram mortos no Ceará, conforme balanço divulgado pela Associação dos Cabos e Soldados Militares do Ceará (ACSMCE). A média é de um policial assassinado a cada mês, durante o período de 2007 até este mês. A maioria dos casos envolve tentativas de assalto, seguidas de reação e morte. Na última quinta-feira, 26, foi aprovado o projeto de lei que torna crime hediondo e homicídio qualificado assassinar policial, bombeiro militar, agentes penitenciários e integrantes das Forças 
Armadas e da Força de Segurança Nacional, quando estiverem em serviço.

Nos três primeiros meses de 2015, três policiais foram mortos no Ceará, sendo um soldado da Polícia Militar (PM), um inspetor da Polícia Civil e um policial da reserva remunerada da PM. Nos três crimes, as vítimas não estavam em serviço.

No dia 14 de janeiro, o policial militar Samuel Rodrigues Tabosa, foi morto a tiros na entrada da própria residência, no bairro José Walter, quando voltava do trabalho. O segundo caso do ano ocorreu no dia 24 de janeiro, quando o inspetor da Polícia Civil, Tonny Italo Lima Pinheiro, 29, foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte), no Bairro de Fátima. O terceiro crime contra agentes da segurança deste ano foi contra o militar da reserva remunerada Selbiano Freire Barroso, 48, que foi baleado durante um assalto a um cartório no bairro Maraponga, no último dia 3 de março.

Em 2014, foram 12 policiais mortos, o que reforça a média de um policial vítima de Crime Violento Letal Intencional (CVLI) a cada 30 dias. Apesar da estatística, os números do ano passado são inferiores aos de 2013 e 2014, respectivamente, com 18 e 17 mortes de policiais.

Adriana Rodrigues, 41, perdeu o marido, um policial militar do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), há oito anos. Apesar de o tempo ter passado, a mulher explica que a saudade deu lugar à vontade de lutar, pois, depois do assassinato do esposo, começou uma espécie de peregrinação nos batalhões em busca de obter uma pensão e recomeçar a vida com três crianças para criar.

Em meio ao sofrimento, ela conheceu outras mulheres que também eram vítimas da perda. Tão logo percebeu o dom de se importar e estender a mão para o próximo, entrou na Associação de Esposas dos Policiais do Estado do Ceará (Assepec), onde hoje luta pelos direitos dos praças.
O POVO

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