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segunda-feira, 23 de março de 2015

Enquanto ministro, Cid ficou em casa paga pelo Governo do Ceará

REPRODUÇÃO/GOOGLE MAPS

O ex-ministro da Educação Cid Gomes (Pros) morou em Brasília nos últimos dois meses e meio numa casa locada pelo Governo do Ceará de aluguel mensal entre R$ 15 e 19 mil reais. A residência, situada no Lago Sul, bairro nobre da Capital Federal, faz parte dos gastos do Executivo desde 2011 e abriga as instalações da Coordenadoria de Representação em Brasília (Coreb), conforme o Portal da Transparência. O fato foi denunciado pela revista Época na última semana.

O Governo do Estado, em nota, afirma que o ex-governador “utilizou um cômodo do escritório enquanto aguardava o imóvel funcional do Governo Federal a que tinha direito, que estava em reforma”. A nota ressalta que é comum aos Estados manterem escritório de representação em Brasília.

Em geral, ministros se instalam em residências do Governo Federal no Lago Sul ou pagam aluguel com verba da União. A assessoria do ex-ministro não quis se pronunciar sobre o assunto e orientou a reportagem a procurar o Governo do Estado para esclarecimentos.

O imóvel foi contratado ainda na gestão de Cid Gomes para ser “a sede das instalações da residência oficial de Representação do Governo do Estado do Ceará”. Dentre outros espaços, a casa é equipada com garagem para três carros, quatro quartos, sauna, piscina e sala de TV.

Custos
O aluguel do escritório, de responsabilidade da Casa Civil, já custou aos cofres públicos R$ 347.918,00 desde 2013 até março deste ano. Em janeiro de 2014, a parcela de R$ 15 mil foi ajustada para R$ 17.584,99, conforme aditivo ao contrato. No Portal da Transparência, os aluguéis foram pagos em valores de R$ 15 mil até dezembro de 2013, de R$ 15.826,50 até dezembro de 2014 e de R$ 19 mil em fevereiro e março de 2015. 

Não há registros dos valores do aluguel entre 2011 e 2012. No entanto, o Portal da Transparência apresenta custos com vigilância armada no local desde 2011. Gastos com o serviço já somam R$ 856.213,30. A soma de aluguel, serviços de manutenção, seguro contra incêndio, dedetização e Internet banda larga dispenderam R$ 1,3 milhão de dinheiro público, conforme o Portal.

Na quarta-feira, 18, quando Cid foi à Câmara dos Deputados explicar a acusação de que lá “há 300,400 achacadores” , a residência estava lotada pela delegação cearense que foi acompanhar o pronunciamento do ex-governador. O relato consta na revista Época.
O POVO

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