ABAS

sábado, 21 de março de 2015

Deputado Estadual pede informações sobre ida de secretários e do governador a Brasília: Quem pagou a conta?

Ceará 247 - O ex-ministro da Educação Cid Gomes (Pros), exonerado oficialmente na última quinta-feira, 19, terá que enfrentar, além dos processos da Câmara Federal, um requerimento solicitado pelo deputado estadual Capitão Wagner (PR). O parlamentar, com base na imprensa, tanto cearense quanto nacional, afirma que uma comitiva formada por cerca de 50 pessoas, entre deputados estaduais, secretários de Estado, prefeitos, dentre outras figuras públicas do Ceará foram à Brasília na quarta-feira, 18, acompanhar a sessão da Câmara Federal, em que Cid explicaria quem eram os “300 ou 400 deputados achacadores”. “Foi decretado ponto facultativo do Estado neste dia”, comentou o parlamentar. Capitão Wagner elaborou um requerimento que solicita informações ao gabinete do governador acerca de sua presença, juntamente com a de vários secretários, em Brasília. 
Nas fotos que estamparam a imprensa nacional estavam o governador Camilo Santana (PT), o prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio, o presidente da Assembleia Legislativa Zezinho Albuquerque, dentre outros. “Desfalcaram o Estado para aplaudir Cid Gomes na sessão da Câmara”, ressaltou Wagner. O parlamentar do PR disse ainda que é preciso saber quem custeou a ida desta comitiva até Brasília. “Devem explicações a todos os cearenses. Queremos saber quem pagou as passagens, hospedagem”. 
O parlamentar falou ainda sobre a “ditadura estadual enquanto Cid Gomes foi governador”. Ele conta que foi vítima, na Assembleia Legislativa do Ceará, enquanto suplente, da falta de educação do então governador. “Eu tentava falar e ele cortou meu microfone. Agora ele sentiu na pele quando Eduardo Cunha também o impediu de falar”, lembrou.  
Capitão Wagner destacou ainda que a saída de Cid do ministério da Educação, a forma que ele se comportou durante a sessão da Câmara foi perfil de quem queria “abandonar o barco”. “Ele é experiente. Sabe que a popularidade do governo atual não está boa e preferiu abandonar o barco antes de afundar”. O parlamentar ressaltou que Cid tratou o ministério como “se fosse a prefeitura de Sobral, onde tem poder”. 
Questionado sobre a possível candidatura de Cid a presidência da República em 2018, Wagner disse que será bom para a democracia, mas não acredita que essa ideia possa se consolidar. “Quanto mais candidato tivermos, melhor”. Mas lembrou do irmão Ciro Gomes, que disputou o pleito presidencial em 2002. “O irmão dele deixou de ganhar a presidência por ter a boca grande demais. Ele tem mostrado ser parecido. Não acho que Cid esteja com essa força toda para ser candidato, não”.

Nenhum comentário: