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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Crise: cidades cancelam carnaval por falta de água e de dinheiro


Sem água e sem dinheiro, enfrentando dificuldades trazidas pelas enchentes ou até mesmo por epidemias, vários municípios em todo o país estão cancelando as festas de Carnaval. Consideradas como serviço não essencial, as festividades carnavalescas, no entanto, fazem parte da tradição cultural popular e são responsáveis pelo incremento de movimentação financeira nas pequenas cidades que contam com festejos tradicionais.

Sem dinheiro
Mergulhado em uma grave crise financeira, o novo governo do Distrito Federal optou por não repassar verba pública para as escolas de samba e blocos tradicionais, inviabilizando a realização do desfile carnavalesco na capital federal. Sem as escolas de samba, Brasília contará este ano com os festejos dos blocos de rua, que se mobilizaram para driblar a falta de recursos, apelando para buscar patrocínios de empresas e até mesmo saídas colaborativas como o crowdfunding para financiar a folia.
A falta de dinheiro também é o motivo apontado pelas cidades do interior de São Paulo, como e Mogi Mirim e Mogi Guaçu, para cancelar a folia. Com dificuldades financeiras, as prefeituras estão suspendendo os eventos para evitar o agravamento de sua situação financeira.
Situação parecida acontece em Minas Gerais. Cidades como Formiga e Santa Maria de Itabira cancelaram a festa por causa da falta de dinheiro no caixa da prefeitura.
Em Campina Verde, na região do Triângulo Mineiro, o problema chegou a parar na Justiça. A pedido do Ministério Público, a juíza Eleusa Maria Gomes deferiu liminar impedindo que o dinheiro público seja utilizado para a contratação de artistas, serviço de bufê e montagem de palcos para o Carnaval, tendo em vista a grave situação financeira do município.
Em Rondônia, o tradicional Baile Municipal, evento que marca a abertura oficial do Carnaval na capital Rio Branco, foi cancelado Prefeitura precisa economizar o dinheiro que seria aplicado na festa para investir em outras áreas.

Sem água

Para além dos problemas com os orçamentos, outros municípios mineiros, como Itapecerica e São Gonçalo do Pará cancelaram os festejos de Carnaval por causa da falta de água. Ambos estão localizados na região Centro-Oeste do estado, uma das mais afetadas pela seca.
Em São Paulo, as prefeituras de Araras e Cordeirópolis também anunciaram o cancelamento da programação de Carnaval.
A seca também motivou o cancelamento dos eventos carnavalescos no Ceará. O governador do Ceará, Camilo Santana, assinou um decreto suspendendo o repasse de verbas de patrocínio e apoio para qualquer evento festivo relacionado ao carnaval aos municípios do Ceará e o Tribunal de Contas do Município recomendou as prefeituras que evitassem realizar festas de carnaval este ano por causa das dificuldades econômicas em razão da estiagem prolongada. A seca afeta mais de 90% das cidades cearenses, sendo que 176 das 184 delas já tem sua situação de emergência reconhecida pelo governo do estado.

Chuvas

Na região Norte do país, outro problema assola os municípios. Em decorrência da cheia dos rios várias cidades optaram por cancelar o Carnaval.
Ji-Paraná, o segundo maior município de Rondônia, suspendeu a realização da festa por causa da elevação do nível das águas do Rio Machado.

Dengue

Sofrendo de uma epidemia de dengue, várias cidades do interior paulista estão cancelando as festas de Carnaval. É o caso de Catanduva, na região noroeste do estado, que já registra mais de mil casos da doença só neste ano. No ano passado, o número de casos de dengue na cidade foi de 515.O prefeito declarou estado de emergência e suspendeu as festividades de Carnaval para evitar o risco de propagação da doença com a aglomeração de pessoas.
Outros municípios paulistas como Limeira, Itapira e Penápolis, também suspenderam os eventos carnavalescos por causa da epidemia de dengue.
Por Portal EBC

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