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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Com o titulo “Para que oposição no Ceará?”, reproduzimos em nosso Blog apropriado artigo do amigo Herbert Lobo (foto), Administrador, Dirigente Partidário, Especialista em Marketing Político e profundo conhecedor de articulação e cenários políticos.


Num regime democrático – quando é proativa e consequente – a oposição é o “fiel da balança”, um contrapeso em favor da população, pois, por melhor intencionado que seja um governo, há sempre outra forma e anglo de enxergar a realidade, de enfrentar os desafios e propor soluções.
Nas democracias, a oposição é ainda mais imprescindível quando os cidadãos não concedem hegemonia eleitoral ao governo eleito. É o caso do Estado do Ceará. Mesmo em segundo turno, o governador eleito não conseguiu conquistar o voto e a confiança da maioria dos eleitores. Mais de 50% dos cearenses que foram as urnas não votaram no projeto proposto pelo atual governador.
Mesmo frente a essa realidade, equivocadamente, alguns, tentam, por meio do discurso político, criar uma ideia, ou sentimento, de que quem quer o bem do Ceará tem que apoiar o governo, ou de outra forma, quem não apoia o governo não quer o bem do Ceará. É uma inverdade. O Estado é maior que o seu governo.
Muitas vezes, para melhor servir o Ceará, deve-se enfrentar os interesses palacianos. Isso só a oposição pode fazer. Cabe aos líderes da oposição cearense cumprirem suas responsabilidades políticas, ou seja, se opor e propor. Devem ocupar a trincheira que o eleitor, legitimamente, lhe concedeu, a oposição. Pois nem sempre os interesses dos que governam são os mesmos dos governados.
Com uma oposição firme, atuante e qualificada, ganha a democracia, ganha o Ceará.
Herbert Lobo

Publicado também no Blog do Jornalista Eliomar de Lima

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