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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Rendimento mensal do trabalhador cearense é o menor do Brasil, aponta IBGE



O rendimento mensal real dos trabalhadores no Ceará é de R$ 1.019, menor média do Brasil, conforme dados levantados no ano de 2013 pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira, 18. 

Em primeiro lugar, está o Distrito Federal, com rendimento de R$ 3.114,00, e em seguida vem São Paulo, onde a média de rendimento dos trabalhadores é de R$ 2.083,00. O rendimento médio mensal real é referente a todos os trabalhos das pessoas de 15 anos ou mais ocupadas no ano de 2013. Junto com o Ceará, com as piores médias de rendimento mensal real estão os estados do Piauí, com R$ 1.037,00, e Alagoas, com R$ 1.052,00. 

Esses três estados apresentaram rendimento mensal inferior ao de todos os trabalhos em 2013, que foi estimado em R$ 1 681,00, valor 5,7% superior à média do rendimento apurado em 2012 (R$ 1 590,00). Além disso, o rendimento do Ceará ficou abaixo do da região Nordeste (média de R$ 1.148).



Segundo o IBGE, a maioria das Unidades da Federação apresentou acréscimo nos rendimentos de todos os trabalhos de 2012 para 2013, com destaque para as variações percentuais de 12,8% no Amazonas (de R$ 1.290,00 para R$ 1 455,00); de 11,4% no Rio Grande do Sul (de R$ 1.647,00 para R$ 1 835,00); e de 10,3% na Bahia (de R$ 1 113,00 para R$ 1.228,00). Houve redução do rendimento médio mensal real de todos os trabalhos no Acre (de R$ 1.342,00 para R$ 1.302,00), Amapá (de R$ 1.632,00 para R$ 1 616,00) e Espírito Santo (de R$ 1 77,00 para R$ 1.557,00), que ainda assim ficaram na frente do rendimento do trabalhador cearense. 

Regiões
De 2012 para 2013, todas as Grandes Regiões apresentaram crescimento do rendimento médio mensal real de todos os trabalhos, mas a região Sul foi a que apresentou o maior incremento, com 8,1% (de R$ 1.731 para R$ 1.872), seguida da região Centro-Oeste, com o maior valor médio (de R$ 1.906 para R$ 1.992). 

A região Nordeste mostrou um crescimento de 5,7%, mas possui o menor rendimento médio (de R$ 1.086 para R$ 1.148). A região que mostrou maior desigualdade no rendimento de todas as fontes foi a Centro-Oeste (0,519), onde também foi observada a maior média desse rendimento (R$ 1.911).

Homens recebem mais 
A distância entre rendimento médio de homens e mulheres diminuiu, conforme o levantamento do IBGE, que aponta que a proporção do rendimento de trabalho das mulheres em relação ao rendimento dos homens passou de 72,8%, em 2012, para 73,7%, em 2013.  No entanto, a média de 2013 ainda favorável  aos homens, que receberam R$ 1.890, quase R$ 500 a mais que as mulheres, que receberam R$ 1.392.

Pela análise da proporção de pessoas que receberam até um salário mínimo em 2013 é observado 21,1% dos homens ocupados contra 29,8% das mulheres ocupadas. Com isso, havia proporcionalmente mais mulheres ocupadas e sem rendimento ou recebendo somente em benefícios (8,5%) do que homens (4,7%). 
O POVO

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