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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Dilma ataca bancos, mas é a favorita do setor nas eleições - Presidente arrecada quase a soma de seus dois principais adversários, Aécio e Marina



Na semana em que a pancadaria entre os candidatos à Presidência chegou ao auge até aqui, a presidente Dilma Rousseff (PT) e a ex-senadora Marina Silva (PSB) esquentaram a campanha com acusações sobre o papel dos bancos em suas candidaturas - Marina afirmou que a petista criou o 'bolsa-banqueiro' e a adversária retrucou, insinuando que a ex-senadora é 'sustentada' por banqueiros. Levantamento do site de VEJA com base nas prestações parciais de contas das companhas revela que Dilma foi quem mais se beneficiou do setor bancário até o momento. O montante recebido pela petista é praticamente a soma do que receberam Marina e Aécio Neves (PSDB). Duas instituições, contudo, não colocaram um centavo na campanha petista, segundo os documentos entregues pelo PT à Justiça Eleitoral: o Itaú, banco do qual Maria Alice Setubal, a Neca, uma das coordenadoras de campanha de Marina e principal alvo de Dilma, é herdeira, e o Santander, que divulgou a investidores um texto que apontava riscos de uma eventual vitória da presidente-candidata para a economia.

Dilma e o PT receberam de bancos doações que ultrapassam 15,8 milhões de reais – mais do que o dobro da contribuição destinada ao PSB de Marina, que arrecadou 6 milhões de reais. À margem da celeuma entre as adversárias, Aécio Neves e o PSDB angariaram o segundo maior montante: 10,1 milhões de reais. As somas representam os valores declarados como receita por candidatos, direções nacionais dos partidos e respectivos comitês financeiros para presidente da República. Doações que transitaram de um desses caixas para outro foram eliminadas, de forma a evitar dupla contagem.
Veja.com.br

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