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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A importância do voto consciente


Nesta visão geralmente antipolítica da política a qual nos acostumamos (baseada na triste história brasileira, onde a política serviu muitas vezes para interesses mesquinhos de uma classe – aristocracia e oligarquia – que se achava melhor do que as demais), vivemos uma contradição. Assistimos a destruição da condição política como se não fossemos parte dela.
A cada campanha, o rosário de termos negativistas também se renova, embora certas palavras nunca percam sua importância (corrupção, fraudes, apadrinhamento político, aparelhamento do Estado, etc.) Por isso, muitos eleitores não acreditam ser possível mudar a história do País e insistem na ideia de que a corrupção é inerente à política brasileira.
Faço lembrar, entretanto, que, embora a proximidade com o pleito, cidadania é um exercício permanente e não basta cobrar os direitos de exercê-la, é preciso que seja construída a cada diaVotar é ir além da opção por um nome, é a opção por um projeto, por um País que queremos cada vez mais democrático, mais justo e para todos
Neste dia 5 de outubro teremos a chance de mais uma vez avançar e não retroceder, motivo pelo qual é fundamental que cada eleitor faça a sua opção de modo consciente e com seriedade. O Brasil é um País reconhecido pela sua ampla representatividade democrática. Mas nem sempre foi assim. Houve momentos de grandes restrições ao direito de participação popular no processo de escolha dos governantes: as mulheres não tinham direito de votar; o voto era definido pela renda (direito apenas dos ricos) e, ainda, controlado por coronéis (voto de cabresto). Hoje, todos têm direito ao voto.
Ou seja, utilizar esta ferramenta nos dias destinados à realização das eleições representa um dos raros momentos em que todos se igualam, pois não há diferença de raça, sexo, condição financeira, classe ou grupo social, já que existe igualdade de valor no voto dado por cada cidadão. Sempre acreditei no poder transformador das escolhas, da opção em buscar sempre dias melhores. O voto  está ligado diretamente a esta liberdade e pela busca da ética e da moral. Um ato contínuo de cidadania! Não votar, ou torná-lo nulo, transformaria em nulas minhas queixas futuras, ficando à margem das decisões que conduzem o meio que vivo e o crescimento de nosso País.
Portanto, procure conhecer os candidatos, debata com teus amigos e reflita. Neste dia 5, não te submetas ao desencanto, à inércia, participe ativamente. O exercício de cidadania não se resume apenas em ir às urnas e votar. Ele prolonga-se de forma indeterminada, alcançando a cobrança e o acompanhamento diários do trabalho do mandatário que assumiu o encargo de representação do interesse da sociedade.
Adeli Sell é Subsecretário do Parque Assis Brasil.
Fonte:http://refletindomuito.blogspot.com.br/

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