ABAS

sábado, 30 de agosto de 2014

Após o PSB escolher Marina Silva para ser candidata no lugar de Eduardo Campos, a mídia nacional e internacional repercutem a candidatura que possui grande chance de vencer a eleição presidencial de 2014. As revistas semanais dão grande destaque..


As grandes questões ausentes no debate eleitoral - A política se reduziu a propaganda e se tornou um produto a ser vendido. Não estamos mais só na economia do livre mercado.Agora estamos numa sociedade mercantilizada e numa política subserviente aos mercados, totalmente mercantilizada


Por Cândido Grzybowski
Estamos mergulhados na conjuntura eleitoral, com propaganda em rádio e televisão, cabos eleitorais nas ruas, adesivos por toda parte. Mas debate político acalorado, que é bom, nada. O maior fato político e eleitoral neste começo foi a morte em acidente aéreo do Eduardo Campos e a ascensão de Marina Silva a candidata presidencial travestida de PSB, pois o que ela queria e quer é viabilizar seu projeto consubstanciado na Rede Solidariedade.
Dentro de um mês e pouco, pelo voto, deveremos decidir sobre os rumos para o país. Mas a campanha eleitoral não é sobre caminhos possíveis, que supostamente candidatas e candidatos para a Presidência, o Senado, o Congresso Nacional, os Governos Estaduais e as Assembleias Legislativas deveriam estar propondo e defendendo. Pelo contrário, estamos submetidos a um bombardeio de propaganda eleitoral feita para não pensar e sim para nos convencer o quanto de benefícios nos pode propiciar esta ou aquela candidatura. A política se reduziu a propaganda e se tornou um produto a ser vendido. Não estamos mais só na economia do livre mercado.Agora estamos numa sociedade mercantilizada e numa política subserviente aos mercados, totalmente mercantilizada.
Torna-se necessário esclarecer este meu argumento. O espaço da política, mesmo mercantilizado, é e continua sendo, por excelência, o locus da construção do comum e do coletivo possível, num contexto histórico dado, tendo a força propulsora a incontornável igualdade e diversidade de que somos como membros de uma mesma humanidade.A mercantilização, por força do poder de certos interesses e classes, subordina a política, a privatiza, mas seu impacto continua sendo sobre o coletivo, sobre a sociedade como um todo. Portanto, mesmo numa conjuntura de submissão e subserviência da política à economia, no espaço da política se decidem em disputa questões sobre as contradições e as possibilidades do comum e do coletivo apontarem o rumo a ser perseguido e acabarem prevalecendo democraticamente.Ou seja, sempre existe espaço a ser disputado, por menor que seja. Não dá para abandonar a arena da disputa democrática.O impossível pode se tornar possível na volta da esquina.
Com tal visão estratégica, avaliemos o momento eleitoral criado no Brasil de 2014, a 50 dias do primeiro turno. Não temos condições de mudar no imediato o quadro eleitoral, com estas campanhas que nos “vendem” candidatos. Mas o momento é de pensar na sociedade que estamos construindo. Podemos sempre definir um conjunto de ideias do que fazer e demandar aos candidatos e às candidatas que respondam a elas, ao menos àqueles mais próximos, dispostos a ouvir a cidadania ativa (coisa rara!). Listo algumas das questões que são, no aqui e agora, definidoras do rumo que estamos buscando com nosso voto, talvez sem o saber, para o Brasil, um país gigante com impacto no mundo todo.
Começo pelo que me parece o mais intolerável e injusto: a questão indígena. Continuamos o extermínio, mesmo tendo feito uma louvável trégua com as conquistas da Constituição de 1988. É uma questão que está no centro do poder, com uma perspectiva de flexibilizar, de negar direitos. As insurgências indígenas dos últimos anos testemunham a nova investida de interesses privados sobre seus territórios. Está na pauta do Congresso uma agenda de mudança constitucional tanto sobre a demarcação de terras, como sobre exploração mineral nos territórios já definidos e até sobre o tal direito de consulta prévia, como na construção de grandes hidrelétricas na Amazônia. Você conhece algum candidato ou candidata que fale de tal questão nesta conjuntura eleitoral? Será que temos o direito de decidir sobre o destino dos indígenas que sobreviveram à conquista e colonização? Vamos continuar colonizando o Brasil em nome do desenvolvimento?
Aliás, a mineração extrapola a questão indígena. O novo código mineral pode tornar irreversível um processo de entrega à exploração predatória privada de amplas áreas do território, um bem comum que nos cabe zelar pela sua integridade. Por que comprometer o futuro de novas gerações e, mais, do Planeta com este afã de fazer dinheiro rápido aqui e agora, com um extrativismo insustentável de uma perspectiva socioambiental? Cadê o debate sobre esta questão que já está na pauta do Congresso? Não deveria ser uma questão de amplo debate e de decisão direta pela cidadania como um todo?
Nesta linha a gente pode agregar o modelo energético. Que debate estamos tendo sobre, literalmente, tão quente questão? O Pré-Sal, depois daquela caça ao possível tesouro sobre a distribuição dos royalties, nem mais conversamos. Será que vale a pena para nós e a humanidade extrair petróleo do fundo do mar, com alto risco, acima de nossas necessidades atuais, simplesmente para fazer excedente comercial e com isto contribuir substancialmente para a mudança climática? Energia é negócio ou necessidade vital? O que é prioridade? Precisamos de energia e o quanto mais renovável melhor. Caminhamos neste rumo ou de ré? Esta questão vale até para a energia renovável das hidrelétricas. Quanto, no atual modelo, ela é renovável e quanto é destrutiva de uma perspectiva socioambiental? Onde está o debate sobre a nossa matriz energética nesta conjuntura eleitoral?
Uma questão associada é a da água. Com a crise de abastecimento em São Paulo, com impactos possíveis no Rio, a ficha caiu e começamos a ver que esta é uma questão séria. Mas quem traz proposta para o debate nestas eleições? Parece até o contrário, pois os candidatos tudo fazem para impedir que a questão da água – um bem comum indispensável à vida, a qualquer forma de vida – seja convertido em tema quente, já que eles nada fizeram e nada fazem. Simplesmente esperam que volte a chuva e tudo fique normal. Aliás, esta é atitude de absolutamente todos e todas que disputam eleições no tocante à dramática perspectiva de mudança climática. Continuamos pensando que moramos “…num país tropical, abençoado por Deus…”, uma exceção no Planeta e que aqui não teremos os desastres anunciados de aquecimento global. Acompanhando a campanha eleitoral, mesmo com a ambientalista Marina disputando, o que se nota é uma declarada opção por disputar formas de fazer mais e melhor do mesmo desenvolvimento destruidor da natureza e gerador de desigualdades sociais.
Aqui entra o tema presente, mas escamoteado, do agronegócio. Todos sabem que temos um modelo de agricultura insustentável, com uso intensivo de venenos, transgênicos, contaminações e destruições de biodiversidade, agricultura predadora do meio ambiente. Mas é um dos itens principais na geração de excedentes comerciais nas nossas transações internacionais. Será que vale a pena uma tal bomba? Não estamos contaminando nossas próprias vidas? O silêncio na campanha eleitoral sobre o tema é revelador do quanto a tal “governabilidade” é estruturalmente dependente da “bancada ruralista”. Não é que os ruralistas são muita gente, pelo contrário a estatisticamente pequena classe de donos do agronegócio tem grande poder de financiar campanhas eleitorais de subservientes a seus interesses. O agronegócio modernizado, de algum modo, continua sendo “dono” do país do atraso.
Isto nos remete a um dos temas mais ausentes na campanha eleitoral: a refundação da própria política. Estamos diante de mais uma eleição ignorando totalmente o difuso sentimento no seio da sociedade civil brasileira, já majoritário, de descrédito na política como ela é hoje. Questiona-se toda forma de representação, pela usurpação do mandato delegado pelo voto e a tendência dos políticos de se sentirem “donos” dos cargos a que foram eleitos. Na verdade, eles são mais fiéis e devedores de seus financiadores de campanha do que da cidadania que os elege, em última análise. Este foi o recado mais amplo dado pela grande onda de mobilizações de junho de 2013. Será que não está em questão o sentido mesmo da democracia? Como não destruir a sofrida conquista de espaços democráticos? Como ampliá-los ao invés de reduzi-los, como apontam e revelam as iniciativas parlamentares de criminalização das manifestações e de oposição frontal à proposta de uma política de participação social? Por que os e as disputantes de cargos e mandatos não enfrentam tais questões? Afinal, o futuro da democracia no Brasil depende de uma profunda refundação da política como bem comum, sem “direitos garantidos” como nossos políticos eleitos se consideram.
Mas é no mais prosaico para qualquer eleição – o como prover direitos iguais de cidadania – que as contradições da conjuntura eleitoral se revelam com radical intensidade. Os direitos mais básicos, como transporte, saúde, educação, segurança, direito à diversidade e tantos outros, até entram na campanha. Mas nunca como direitos e sim como favores a serem garantidos pelo ou pela disputante de representação, se a vencer. A campanha eleitoral da maioria dos deputados federais, estaduais e senadores, mas também de quase a totalidade de governadores, é sobre possíveis benefícios que sua vitória garantiria neste campo de violações claras de direitos iguais para toda a cidadania.
Muito mais poderia ser destacado aqui. Na campanha presidencial, por exemplo, parece que não fazemos parte de um mundo interdependente.Temos responsabilidade pelo que se passa no mundo, sem dúvida. Mas isto não quer dizer que chegou a nossa vez de partilhar o poder de dominar o mundo. Até parece que existe um consenso entre candidatas e candidatos de que o Brasil tem o “direito a ter mais direitos” na geopolítica mundial.Será este o Brasil que o mundo precisa? Por que não o contrário, brasileiros e brasileiras construir um Brasil como força instituinte e constituinte de um mundo solidário, sem imperialismos e nem guerras, com igualdade na diversidade, lugar comum de todas e todos?
A gente não pode desistir, mas está difícil discutir tais questões na confusa conjuntura eleitoral comandada por uma lógica de “venda” de imagem de boa mocinha ou bom mocinho, provedores de favores, ignorando direitos.
Cândido Grzybowski é sociólogo e diretor do Ibase.
BRASIL DE FATO

O PIB (Produto Interno Bruto)brasileiro encolheu 0,6% ao longo do segundo trimestre de 2014, na comparação com o primeiro do ano. O resultado, divulgado sexta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), leva em conta todas as riquezas produzidas pelo País. Sobre essa questão, assim se pronunciou a "Presidenta" Dilma que disputa reeleição: “Um dos motivos que explica é o número de feriados que tivemos. Por conta da Copa, tivemos a maior quantidade de feriados em toda a história do Brasil dos últimos anos” Ora, Dona Dilma, a culpa é da Copa do Mundo 2014, logo da Copa das Copas que seu governo tanto badalou? Quer dizer então que a Copa trouxe um grande prejuízo ao país?


Programa de governo prevê fim da reeleição eleitoral

Marina disse que é preciso novo modelo de concepção do Estado, que contemple "uma gestão participativa, competente"
FOTO: LEO CABRAL / MARINA SILVA ONLINE
O programa de governo de Marina Silva (PSB) divulgado ontem diz que é preciso um novo modelo de concepção do Estado, que contemple "uma gestão participativa, competente e uma governabilidade pautada pela transparência". De concreto, o texto defende a deflagração de uma reforma política, com a sugestão de seis mudanças.
A primeira seria a unificação dos calendários das eleições gerais, com o fim da reeleição e a adoção do mandato de cinco anos. Novos critérios para eleição de cargos proporcionais, como deputados federais e estaduais, sem precisar quais, seria a segunda proposta. A permissão de candidaturas avulsas aos cargos proporcionais, com o cumprimento de determinados requisitos e a redefinição da propaganda eleitoral gratuita também foram apresentadas. A permissão da convocação de plebiscitos e referendos pelo povo e facilitar a iniciativa de apresentação de leis de iniciativa popular seria a quinta proposição. O fortalecimento de mecanismos de transparência nas doações de campanhas encerra as mudanças.
Produtividade agrícola
A principal diretriz do programa, para o agronegócio envolve políticas de estímulo ao aumento da produtividade de propriedades rurais para que não haja necessidade de novas áreas de cultivo, mas o manejo de pastagens e de áreas degradadas.
DIÁRIO DO NORDESTE

O eleitorado mais disputado para o Senado


Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (30), pelo jornalista Érico Firmo:
Uma semana após o primeiro debate na televisão entre os candidatos ao Governo do Estado, O POVO colocará amanhã os candidatos ao Senado no Ceará frente a frente pela primeira vez. Confrontá-los é oportunidade sempre muito boa de o eleitor conhecer melhor o candidato, de saber como ele se porta sem a trucagem do marketing e a ilusão ou mistificação da propaganda. É nessa ocasião, mais que em nenhuma outra, que se percebe o candidato de forma mais próxima daquilo que ele de fato é. Ainda mais pelo modelo adotado, no qual cada candidato fica no centro da roda em um dos blocos. Assim, eles têm oportunidade de aparecer com mais destaque e apresentar com mais ênfase suas qualidades. Por outro lado, defeitos também se evidenciam.
Além do público que alcança pela veiculação conjunta por TV O POVO, rádio O POVO/CBN (FM 95,5) e portal O POVO Online, a repercussão se propaga pelos dias seguintes. Os vídeos com os blocos do debate para governador, publicados no portal O POVO Online, tinham ontem mais de 12 mil acessos (veja aqui http://bit.ly/1tNhRrf). Isso com a reprise, sem considerar quem assistiu ao vivo e a repercussão no jornal, em outros veículos e nas mídias sociais. Debates televisivos têm alcance de massas, mas, sobretudo, alcançam parcela do público mais politizada, que gosta e acompanha mais de perto a política. Por isso, influencia eleitores a sua volta. No caso da eleição para o Senado no Ceará, alcança justamente os segmentos em que a eleição está mais disputada.
Na primeira pesquisa O POVO/Datafolha, a diferença entre Tasso Jereissati (PSDB) e Mauro Filho (Pros) – os dois primeiros colocados – foi de 35 pontos percentuais. Porém, em alguns segmentos ela foi menor. Em determinados setores aos quais o debate fala mais intensamente, houve mais equilíbrio, em maior ou menor grau. Em Fortaleza, por exemplo, a vantagem de Tasso ficou um pouco abaixo da média estadual: 31 pontos percentuais, segundo o Datafolha. Foi também na Capital que foi registrado o maior percentual de indecisos: 13%.
O equilíbrio também foi maior em outro setor que acompanha os debates políticos mais de perto e ao qual a TV O POVO alcança com particular ênfase: o eleitorado com nível superior. Nesse setor, a diferença entre Tasso e Mauro já foi 10 pontos menor que a média: ficou em 25 pontos percentuais. E mais apertada ainda em outro segmento que, tradicionalmente, também tem interesse muito próprio nesse tipo de embate: o eleitor mais jovem. Nessa faixa, a diferença entre os dois primeiros colocados é de 15 pontos – menos da metade da observada na média estadual.
E, ainda, o setor em que há maior equilíbrio: quem tem renda familiar mensal entre cinco e dez salários mínimos. Nesse segmento de classe média, a diferença foi de seis pontos percentuais, no limite do empate técnico, considerada a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Tais setores – urbano, escolarizado, jovem e de classe média – reúnem gente com capacidade de influenciar o voto de familiares, colegas e amigos. E, como regra, consumidores mais vorazes de informação. São, também, setores aos quais os veículos do Grupo de Comunicação O POVO falam diretamente e com intensidade, conforme as pesquisas de audiência e perfil da audiência. O que significa que o debate deste domingo enfoca trincheiras importantes e disputadas desta campanha.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública (Procap) pede inspeção “urgente” em verbas recebidas pelos vereadores de Fortaleza

A Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública (Procap) requisitou ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) uma inspeção extraordinária “urgente” na Verba de Desempenho Parlamentar (VDP), na nomeação de assessores e na contratação de terceirizados em todos os gabinetes dos vereadores da Câmara Municipal de Fortaleza. A representação do órgão, ligado ao Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), contra o Legislativo Municipal foi protocolada nessa quarta-feira (27).
A ação integra uma série de apurações, iniciadas em 2011, referentes à suposta compra de apoio parlamentar em troca de emendas, ainda na gestão da ex-prefeita Luizianne Lins (PT). As possíveis irregularidades no uso da VDP e da verba para contratação de assessores passaram a integrar o processo em abril de 2014. As investigações devem abranger o repasse de verbas de 2009 até 2014.
No dia 8 de agosto, foi apreendida documentação no gabinete e na residência do vereador Antônio Farias de Souza, conhecido como “Aonde é”, e na casa do seu assessor. Antônio Farias é investigado por denúncias de desvio de verba a partir da apropriação de salários de servidores, locação fictícia de veículos, aquisição de combustível para fins particulares, dentre outros.
A análise da documentação revelou “desorganização generalizada na prestação de contas da Verba de Desempenho Parlamentar”, segundo a Procap. A investigação mostra que falta comprovação da realização de serviços contratados; além disso, a nomeação de servidores é feita como terceirizados, mas, ao mesmo tempo, com pagamentos relativos a cargos de confiança, como assessor parlamentar.
A Procap também atestou que as nomeações dos contratados não são publicadas no Diário Oficial, prática semelhante a que ficou conhecida no Senado Federal, como “Atos Secretos”.
(O POVO Online)

Procuradoria Regional Eleitoral no Ceará investiga relatos de quatro parlamentares sobre compras de votos - Deputados estaduais Fernando Hugo, Lula Morais e Ely Aguiar e o deputado federal Chico Lopes afirmam ter conhecimento de que há candidatos praticando compra de votos no Ceará



A Procuradoria Regional Eleitoral no Ceará (PRE/CE) instaurou, nesta quarta-feira, 27 de agosto, procedimento administrativo para apurar relatos de quatro parlamentares que afirmam saber de casos de compras de votos nas eleições deste ano. 

As denúncias dos deputados foram divulgadas em matéria publicada pelo jornal Diário do Nordeste desta quarta-feira. Embora afirmem ter conhecimento de que candidatos estão praticando a compra de votos, nenhum dos quatro parlamentares ouvidos pela reportagem veiculada na imprensa citou os nomes dos envolvidos. 

Para investigar os casos, os parlamentares que fizeram as denúncias foram oficiados pelo procurador regional Eleitoral Rômulo Conrado para que prestem depoimento à PRE. Os deputados estaduais Fernando Hugo, Lula Morais e Ely Aguiar e o deputado federal Chico Lopes deverão informar data e horário para prestarem informações à Procuradoria Eleitoral. 

Assessoria de Comunicação Social 
Ministério Público Federal no Ceará 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Prefeito ordenador de despesa fica inelegível após decisão do TRIBUNAL DE CONTAS, não da Câmara, decide TSE





O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deferiu, na sessão desta terça-feira (26), o registro de candidatura de Augusta Brito de Paula a deputada estadual pelo Ceará nas eleições de 2014. O TSE entendeu que as irregularidades apontadas contra ela pelo Tribunal de Contas, na condição de gestora do Fundo Municipal de Saúde de Graça, de 2000 a 2005, não são aptas a torná-la inelegível ao pleito deste ano, com base na Lei da Ficha Limpa (LC 135/2010).

No mesmo julgamento, antes de examinar o mérito do recurso da candidata, o TSE definiu que, no momento em que o prefeito age como ordenador de despesas, as contas que ele presta nesta condição não se sujeitam ao julgamento final da Câmara de Vereadores, bastando a análise pelo Tribunal de Contas. Neste ponto, o Tribunal divergiu, por maioria de votos, do entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgar a ação direta de inconstitucionalidade (ADI 4578), que tem efeito vinculante para juízes e outros tribunais.

Mérito do recurso

Por sua vez, no exame do mérito do recurso de Augusta Brito, o Tribunal acompanhou, por unanimidade, o voto do ministro Henrique Neves que acolheu o registro de Augusta Brito.

Em voto-vista levado hoje ao plenário, o ministro Luiz Fux afirmou que os atos de Augusta julgados irregulares pelo Tribunal de Contas não eram suficientes para afastar a candidata da disputa eleitoral, com base na Lei da Ficha Limpa (LC nº 135/2010). Como ordenadora de despesas do Fundo Municipal, Augusta teve as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas.

A alínea “g” do inciso I do artigo I da Lei Complementar nº 64/90 (Lei de Inelegibilidades), nela incluída pela Lei da Ficha Limpa, estabelece que são inelegíveis, para as eleições que ocorrerem nos oito anos seguintes, contados a partir da data da decisão, aqueles que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário, aplicando-se o disposto no inciso II do artigo 71 da Constituição Federal, a todos os ordenadores de despesa, sem exclusão de mandatários que houverem agido nessa condição.
Fonte - TSE

terça-feira, 26 de agosto de 2014

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Maioria da população brasileira de 16 anos ou mais REPROVA como ruins e péssimos os serviços públicos e privados de saúde


A maioria da população brasileira de 16 anos ou mais classifica como ruins e péssimos os serviços públicos e privados de saúde, mostra pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta terça-feira pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), em Brasília. Segundo o levantamento, 60% dos entrevistados deram notas de 0 a 4 para a saúde brasileira, na escala até 10. Esse percentual de descontentamento chega a 92%, se considerada a parcela dos entrevistados que deu nota de 5 a 7, que é classificada pelo Datafolha como indicativo de avaliação regular, segundo o CFM.

Do total de entrevistados, 30% disseram estar esperando algum tipo de atendimento na rede pública, como consultas, exames ou cirurgias, no momento da pesquisa, que foi realizada em junho. O levantamento mostra que, nesse grupo de pessoas que declararam estar esperando algum tipo de atendimento, quase um terço delas estava aguardando havia mais de seis meses.

Ainda no grupo de quem disse estar na fila à espera de algum tipo de atendimento, 22% revelaram possuir plano de saúde privado. Mesmo assim, recorreram ao SUS. Isso, segundo o CFM, sugere algum tipo de problema nos planos de saúde dessas pessoas. Um deles seria a não cobertura de determinados procedimentos, levando os clientes a buscarem o SUS.

Com relação à avaliação feita pelos entrevistados, o percentual de notas ruins ou péssimas atribuídas ao SUS é menor do que as atribuídas ao sistema de saúde em geral. Segundo a pesquisa, 54% da população ouvida classificou como ruins e péssimos os serviços do SUS – notas 0 a 4 -, ante 60% do sistema em geral. Considerando as notas de 5 a 7, classificadas como regulares, o percentual de desaprovação do SUS a 87%, ante 92% do sistema em geral.


O presidente do CFM, Roberto Luiz D'ávila, disse que a pesquisa retrata a percepção dos brasileiros acima de 16 anos e não é novidade para a classe médica. Para ele, o governo precisa investir mais no setor e administrar melhor os recursos.

- Nós temos certeza absoluta que esse atendimento é insatisfatório e prejudicial. Pacientes estão sendo penalizados. Mas, sempre que nós falamos, é levantada a possibilidade de um viés corporativo. Meu sentimento, como brasileiro, é que isso vai mal e precisa mudar. Não na base de decisões não estruturantes, paliativas, midiáticas – disse D'ávila.

Ele criticou a atuação dos governos da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que a saúde piorou no Brasil nos últimos 12 anos.

Contrário ao programa Mais Médicos, o presidente do CFM disse que a pesquisa não tratou especificamente dessa iniciativa, que ele classifica como “eleitoreira”. D'ávila afirmou que evita falar sobre o assunto:

- Cada vez que a gente fala (no Mais Médicos), o ibope do Padilha, da presidente sobe.

O levantamento foi encomendado ao Datafolha pelo CFM e pela Associação Paulista de Medicina, que definiram os temas perguntados.

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A pesquisa abordou a percepção dos entrevistados sobre o atendimento em postos de saúde e outros oito tipos de serviço, como cirurgias, exames de laboratório e internações hospitalares. Em relação aos postos de saúde, que é o local de atuação dos profissionais contratados pelo Mais Médicos, os entrevistados que relataram ter procurado postos de saúde nos últimos dois anos, 50% deles classificaram o acesso como difícil ou muito difícil.

D'ávila fez referência à entrevista concedida ontem por Dilma ao Jornal Nacional, da TV Globo, quando a presidente admitiu que o sistema de saúde no Brasil não pode ser classificado como minimamente razoável. O presidente do CFM ironizou a declaração de Dilma:

- Já que a nossa presidente falou ontem que concorda que a Saúde não é minimamente razoável, acho até que ela teve acesso a esta pesquisa do Datafolha. Se não é minimamente razoável, é abaixo de razoável, é ruim e péssimo.

O GLOBO

domingo, 24 de agosto de 2014

No Brasil, 80% das estradas não contam com pavimentação


Carolina Benevides, O Globo
Pelos quase 1,7 milhão de quilômetros de estradas que cortam o Brasil escoa 58% do volume nacional de cargas. No entanto, 80,3% — mais de 1,3 milhão de km — não são pavimentadas. Ao todo, o país tem 12,1% de rodovias pavimentadas; os outros 7,6% são vias planejadas, isto é, ainda não saíram do papel.
Dividida por esfera de jurisdição, a malha rodoviária sob responsabilidade dos municípios é a que menos tem estradas pavimentadas, apenas 2%. Nas que estão na esfera estadual, a pavimentação não passa de 43,5%. As federais, por sua vez, têm 54,2% das vias asfaltadas.
Os dados, de junho deste ano, são do Sistema Nacional de Viação, do Ministério dos Transportes, e incluem a rede rodoviária administrada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), concessões, convênios e MP-082.

CAMPANHA POLÍTICA - Critério das alianças cria confusão eleitoral


Como se não bastassem as outras aberrações já exaustivamente exemplificadas para mostrar a falta de sintonia, de compatibilização das ideias de gerenciamento do Estado nos agrupamentos formados em apoio às duas mais expressivas candidaturas ao Governo do Ceará, ainda existe uma situação idiossincrática de um partido que legalmente dá sustentação a uma das candidaturas e de fato está com a outra, a principal concorrente.

O Solidariedade (SD) é o protagonista dessa façanha. O partido, um dos últimos criados no Brasil, especialmente para estas eleições, presidido no Ceará pelo deputado federal Genecias Noronha, filiou algumas pessoas com a orientação do Governo estadual, negociou sua inclusão na aliança governista, garante um tempo da propaganda eleitoral para o candidato oficial, pequeno é verdade, mas muito útil ao projeto da campanha e, insatisfeito, ajustou outro acordo com o postulante adversário do aliado oficial.

Trocar de candidato não é crime. Ao contrário, é um direito inerente ao exercício da cidadania, desde que aconteça pelo comando da consciência e não por algum “estímulo”, principalmente se este for do tipo reprovável.

Perseguido

Mas não é essa a razão das observações que nos propomos a fazer, neste espaço, sobre as situações anômalas do ajuntamento de políticos em torno dessa ou daquela candidatura, agredindo a inteligência dos eleitores com a projeção de uma perspectiva nada promissora, notadamente no campo político.

É comum, ao fim de cada campanha eleitoral, os lamentos de eleitos e derrotados sobre as dificuldades encontradas até o dia da votação, sempre qualificando-a como a pior disputa da que já participaram. E pode ser verdade. A cada pleito são engendradas formas de obter votos, sempre burlando a legislação, agredindo os bons princípios, a ética e ao próprio cargo perseguido. E isso vai cada vez mais afundando o processo eleitoral, já em seus momentos estertorosos, reclamando, para a sobrevivência dos próprios políticos, descrentes na ressurreição, o remédio prescrito aos moribundos.

A engenhosidade dos maus políticos se sofistica a cada pleito. Essa sofisticação os afasta do alcance da legislação, antiga ou nova. O Ministério Público se torna impotente e o resultado é uma votação parcialmente viciada, pois o voto deixa de ser o resultado da vontade livre do eleitor, quer por ter havido manifestação sensibilizadora da consciência do votante, quer pelo assédio da compra de voto em razão, também, da falta do poder de persuasão de muitos dos pretendentes a um mandato.

Custo

O gasto feito na campanha é a principal ilegalidade do processo e, indiscutivelmente a fonte das demais. Tudo, inclusive apoios, precisa ser comprado. Não é tão raro se ouvir falar em milhões de reais para compra de colégios eleitorais ou de apoios partidários, antes das convenções, para a garantia de tempo na propaganda eleitoral do rádio e da televisão. Quanto maior for a quantidade de partidos em uma mesma coligação, mais espaço tem o candidato para fazer a sua propaganda.

Já não mais é trocado apoio para eleger o candidato com cargos em uma possível futura administração, como era comum no passado. Agora, a negociação é paga com real ou com votos, também pagos na nossa moeda corrente. Há poucos dias, um candidato dizia, com as reservas necessárias, estar precisando de R$ 2 milhões para garantir sua vitória, cuja eleição estava orçada em R$ 5 milhões em face dos serviços que já havia prestado.

O serviço prestado, para baratear o voto, é a famosa emenda parlamentar liberada e os favores conseguidos nos diversos governos, incluindo empregos. Sem isso, o orçamento da eleição é bem maior, como aqui já relatamos.
Edison Silva
Editor de Política
DIÁRIO DO NORDESTE

Daqui a pouco tem debate entre os candidatos ao governo do estado do Ceará


O Grupo de Comunicação O POVO abre a temporada de debates entre os candidatos ao Governo do Estado da televisão cearense neste domingo. A partir das 18 horas, os quatro candidatos são esperados na sede da TV O POVO, à avenida Aguanambi, 282, para uma discussão sobre os principais problemas e as soluções que cada um deles apresenta. O modelo - ver quadro ao lado -, que privilegia o debate direto entre eles, é um dos principais destaques.

As regras foram discutidas, e definidas, em duas reuniões realizadas na sede do Grupo, com representantes credenciados pelas campanhas de Eunício Oliveira (PMDB), Camilo Santana (PT), Eliana Novais (PSB) e Ailton Lopes (PSol). Quatro dos blocos colocarão os candidatos no centro do cenário para ser sabatinado pelos adversários, em ordem de distribuição a ser definida através de sorteio no começo do programa.

O debate terá transmissão simultânea da TV O POVO, a rádio O Povo/CBN e o portal O POVO Online, com duração prevista de uma hora e meia. A edição impressa da segunda-feira do O POVO terá cobertura especial do evento, com bastidores, repercussões e análises da performance dos candidatos.

A campanha entrou numa fase nova na terça-feira, com o início dos horários eleitorais de rádio e TV. Eunício Oliveira aparece em situação confortável na primeira pesquisa O POVO/Datafolha, publicada no último dia 14, com 47% das intenções de voto dos eleitores cearenses, contra 19% de Camilo Santana, 7% de Eliana Novais e 4% de Ailton Lopes.

A participação nos debates é uma das apostas dos candidatos para consolidar posição nas pesquisas, caso de Eunício, ou de de buscar reversão no quadro, tratando-se dos adversários. É normal, por isso, que no calendário das campanhas os primeiros tenham atenção especial.
O POVO

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Politicalha que tenta enganar o eleitor através de maquiagens - Mulher ganha dentes antes de gravar com Dilma


Em agenda no Nordeste nesta quinta-feira, a presidente-candidata Dilma Rousseff visitou obras da transposição do rio São Francisco, em Pernambuco, e também a cidade de Paulo Afonso, na Bahia. No sertão baiano, gravou imagens para sua campanha na casa de Dona Nalvinha, moradora da Comunidade Batatinha e beneficiária do programa federal Água para Todos. Reportagem do jornal Folha de S. Paulo informa nesta sexta-feira que, antes de receber a presidente, Nalvinha, ou Marinalva Gomes Filha, de 46 anos, foi contemplada com uma prótese dentária. “Tudo o que tenho aqui foi a Dilma que me deu”, afirmou a baiana ao jornal – inclusive, a prótese dentária, segundo ela.
Para sorrir na propaganda presidencial, Nalvinha recebeu dois dentes da frente. E não só isso: sua casa ganhou duas cisternas e o fogão a lenha foi ampliado, segundo o jornal. As reformas na residência são fruto de um programa firmado pelos governos federal e da Bahia com uma ONG local. Na Comunidade Batatinha, só Dona Nalvinha foi contemplada com os benefícios até agora. Pouco depois de o jornal questionar a campanha petista sobre a prótese de Nalvinha, a moradora mudou sua versão: afirmou ter sido chamada por um dentista da prefeitura. Segundo disse à Folha, ela ouviu do profissional que colocaria os dentes "para receber a presidente Dilma".
VEJA.COM.BR

Promessas de certos tipos de políticos, muitas vezes até milagrosas com o propósito de ludibriar o voto do eleitor e depois não cumprir nem mesmo as viáveis, o que não deixa de ser um “estelionato eleitoral”, precisa ser descartado e combatido urgentemente pelo cidadão consciente.


Possuir uma consciência política, nos permite cobrar, criticar e buscar soluções diante dos problemas presentes em nossa sociedade. É através dessa consciência que compreenderemos o nosso verdadeiro papel na sociedade, enquanto cidadãos provedores de direitos e deveres, e sobretudo, emanados de poder para mudar a nossa realidade.


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Quem volta (e vota) com Marina, por Mara Bergamaschi


O iminente retorno de Marina Silva à disputa presidencial recoloca em destaque um personagem que parecia esquecido lá nas Jornadas de Junho: o eleitor irascível que exigia mudanças - traduzidas em melhores serviços públicos, mais cidadania e menos corrupção.
Aquela massa mal humorada das cidades, que gritava não se sentir representada, ocupou o centro do palco, ou melhor, das ruas e praças, há um ano, mas, de lá pra cá, foi perdendo voz. De protagonista passou a coadjuvante- ou mesmo a figurante -, na cena política.
Gente que, apesar de todos os protestos de 2013, acabou reunida e classificada agora nas pesquisas, quanta ironia, como desinteressada ou indecisa - aquele percentual (altíssimo) dos que pretendem votar em branco ou nulo.
Como não interferem no resultado final do pleito, já que contam apenas os votos válidos, acabaram, na prática, perdendo espaço. Acomodados em casa e nas estatísticas, os cidadãos insatisfeitos viram nos últimos meses o economês, linguagem em que poucos, infelizmente, são fluentes, dominar sem cerimônia a agenda dos candidatos e o debate eleitoral.
Tudo transcorria neste ambiente surpreendentemente controlado (se considerada a expectativa de que esta poderia ser uma eleição com povo na rua) até a queda do avião de Eduardo Campos. Antes mesmo de encabeçar oficialmente a chapa do PSB, Marina Silva teve o efeito de reduzir à metade o número de votos brancos e nulos, segundo o DataFolha.
Boa parte dos “órfãos de Junho” parece já encontrar refúgio na candidatura Marina. De volta ao bolão dos votos válidos, eles talvez consigam fazer surgir na campanha dela e dos demais candidatos respostas concretas à extensa pauta de reivindicações, eternamente pendente, escrita em cartolinas.
Espécie de Lula de saia, pelas semelhanças de origem social e luta política, a austera Marina Silva terá muito chão pela frente para tentar conquistar o eleitorado que hoje coloca em primeiro lugar Dilma Rousseff (PT).
Os acordos políticos Rede-PSB ainda não foram colocados à prova e a contradição entre a ambientalista de vanguarda e a devota evangélica também são uma incógnita. Se crescer na campanha, a candidata do PSB fatalmente terá de assinar sua Carta ao Povo Brasileiro para tranquilizar os mercados, como fez Lula em 2002. Seus eleitores, supostamente contrários “a tudo que esta aí”, resistirão a isso?

Eleitores têm dificuldade em entender alianças de candidatos na TV


Foco de muitos programas de candidatos a governador, as relações de apoio entre políticos ainda não é bem compreendida pelos espectadores...
A primeira tentativa é de entender a quantidade de siglas, os nós das alianças políticas e como se dá a relação entre candidatos. O primeiro dia do horário eleitoral gratuito no rádio e TV para os candidatos a governador, senador e deputados estaduais levou eleitores a refletirem sobre questões mais regionais com propostas e trajetórias que têm como cenário o Ceará.

Assim como na véspera, O POVO buscou eleitores para indicarem as primeiras impressões dos programas. Para a professora Sheila Dutra, indecisa sobre os votos, pois “nada muda”, as alianças influenciam muito a decisão dos eleitores. Na opinião dela, o que os apoiadores fizeram ou estão fazendo em suas gestões impacta na confiança dos eleitores em quem se candidata.

O programa eleitoral do candidato Camilo Santana (PT) apostou em apresentar a trajetória pessoal e profissional, além de expor depoimentos de aliados, como o governador Cid Gomes (Pros) e o prefeito Roberto Cláudio (Pros). Ações realizadas durante a gestão do candidato como secretário do Desenvolvimento Agrário e de Cidades também foram ressaltados. Para o advogado Levy Sales, o programa de Camilo Santana foi destaque por demonstrar o que fez de concreto para o Estado.

Levy apontou que apostar na recuperação de dependentes de drogas e na segurança foram destaques no programa de Eunício Oliveira (PMDB), apesar de achar que deve haver equilíbrio entre as propostas e a apresentação pessoal de todos os candidatos. Eunício Oliveira (PMDB) apresentou a família, ressaltou a atuação como senador e apresentou propostas de governo durante o programa.

A homenagem repetida do PSB a Eduardo Campos, como no programa dos concorrentes a deputado federal, na véspera, foi criticada por alguns dos eleitores ouvidos pelo O POVO, por não haver apresentação da candidata Eliane Novais.

Sobre o candidato do Psol, Ailton Lopes, os eleitores ouvidos pelo O POVO apontaram que ainda não o conheciam bem. Para Levy Sales, o programa foi positivo, pois as propostas “deixaram de lado o radicalismo” e foram maduras.

Alianças confusas
Como os dados publicados pela pesquisa O POVO/Datafolha indicou no último domingo muitos eleitores ainda desconhecem as alianças políticas que permeiam a disputa eleitoral deste ano e ficam confusos com a dança de apoiadores dos candidatos. Os dados indicaram, por exemplo, que 60% das pessoas pesquisadas desconheciam o candidato ao governo do Estado apoiado por Cid Gomes (Pros). O Datafolha ouviu 1.108 pessoas entre 11 e 13 de agosto e a margem de erro é de três pontos.

O POVO

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Programa eleitoral da ex-prefeita Luizianne Lins não foi veiculado; ela culpa Cid Gomes e aponta "censura" e vai à Justiça contra coligação


As divergências no PT do Ceará extrapolaram o âmbito do partido e foram levadas à Justiça. Apontando “censura”, a ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, fez ontem reclamação formal contra a não veiculação de seu programa no horário eleitoral no rádio e na televisão. A petista, que disputa vaga de deputada federal e resiste a apoiar a candidatura de Camilo Santana (PT) ao Governo e Mauro Filho (Pros) ao Senado. Ela ameaçou até convocar um protesto em frente ao comitê de Camilo caso sua propaganda não vá ao ar nos próximos dias.

Esse é mais um sintoma da crise no PT cearense, dividido entre o grupo de Luizianne e o grupo majoritário, que apoia a gestão do governador Cid Gomes (Pros). Essa última ala, que está inserida no comando da campanha estadual, nega que tenha havido boicote, alegando que a ex-prefeita desrespeitou acordos para divulgação dos programas.

Em sua propaganda, Luizianne não pede votos para Camilo. O nome do candidato aparece em uma imagem no canto da tela, junto com o da presidente Dilma Rousseff (PT). Não há qualquer menção ao candidato ao Senado Mauro Filho. O deputado federal Eudes Xavier (PT), que também não teve o programa veiculado, foi além: não incluiu os nomes nem de Mauro nem de Camilo.

Há um conflito de versões sobre quais teriam sido os “acordos” para veiculação da propaganda. Segundo o presidente estadual do PT, Diassis Diniz (PT), teria ficado acertado que todos os candidatos deveriam inserir a foto de Camilo e, nos segundos finais do programa, pedir voto para ele ou para o número da legenda.

Luizianne negou o pacto, e disse que o próprio presidente nacional do partido, Rui Falcão, teria aceitado o formato escolhido por ela. O POVO não conseguiu contato com Falcão para confirmar.

A situação gerou um nó ainda mais difícil de ser desatado. Tanto a ex-prefeita quanto Eudes Xavier disseram que não vão modificar seus programas. Perguntado pelo O POVO se, diante da celeuma, a coligação manterá a propaganda dos dois fora do ar, Diassis preferiu não polemizar.

“Continuamos conversando, vamos discutir”, afirmou. Na próxima quinta-feira, haverá nova rodada de programas de candidatos a deputado.
O POVO

Chapa definida: Beto Albuquerque será o vice de Marina Silva


Após receber o aval da família de Eduardo Campos e por dirigentes do PSB e da Rede Sustentabilidade, o líder socialista na Câmara dos Deputados, Beto Albuquerque (RS), foi confirmado para ser vice de Marina Silva. A alteração ocorre após a morte de Eduardo Campos em um acidente aéreo na semana passada. A oficialização do nome de Albuquerque será feito nesta quarta-feira, em Brasília. 
Com informações do Estado de Minas

Sobre o voto... Como os eleitores escolhem os seus candidatos em eleições? Esta pergunta intriga cientistas políticos há meio século (Campbell, 1960) e desafia, em tempos de eleição, os consultores das campanhas eleitorais. Os profissionais da área tendem a concordar que o eleitorado segue um conjunto de motivações na escolha da preferência política. Existem diferentes tipos de votos, como o voto ideológico, o voto pessoal ou o voto circunstancial (Grandi, 1992, p.29). Dentro deste raciocínio, somente uma pequena parcela do eleitorado seguiria convicções políticas na escolha do candidato. Uma grande parte dos eleitores apoiaria candidatos que possuem sua confiança pessoal, principalmente em eleições locais. Ao contrário destes compromissos de longo prazo, denominados votos ideológicos e votos pessoais, um terceiro grupo estaria disposto a decidir seu voto espontaneamente, em função de diversos motivos ligados à forma como candidatos e programas são apresentados. Sobre esta parcela do eleitorado, indeciso e volátil, a arte de apresentar conteúdos e pessoas na mídia, o marketing político, teria um grande impacto. É interessante notar que aqui, como em outros modelos similares, não consta o voto comprado, uma modalidade do comportamento eleitoral presente em vários países. No caso do Brasil, denúncias veiculadas pela imprensa, casos investigados pela Justiça Eleitoral e iniciativas da sociedade civil para combater o fenômeno da compra de votos são testemunhos de que esta prática é um fator relevante para uma parte do eleitorado na definição do seu candidato. É compreensível que os consultores não incorporem esta modalidade nos seus manuais, no entanto, surpreende que as ciências sociais tenham dedicado pouca atenção ao fenômeno. As referências internacionais predominam sobre as análises brasileiras desta prática1. O presente texto aborda este segmento das construções teóricas sobre o clientelismo eleitoral de forma sucinta. Estas considerações conceituais e uma retrospectiva histórica destinam-se ao preparo do terreno para a análise e a interpretação dos dados empíricos. O fenômeno da compra de votos é um assunto relevante na política contemporânea? A própria legislação eleitoral reconhece a existência do problema proibindo explicitamente a compra de votos2. No entanto, segundo as constatações da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), não tem sido possível coíbi-la de forma eficiente. O engajamento da CBJP, órgão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, no assunto da corrupção eleitoral iniciou-se com as eleições municipais de 1996. Naquele ano a CNBB defendeu na Campanha "Fraternidade e Política" o uso consciente do voto como ferramenta para influenciar os rumos da política. O voto consciente foi confrontado com a prática da compra de votos, que a CNBB identificou como uma das maiores distorções da democracia brasileira. A organização elaborou nos anos seguintes um amplo diagnóstico do problema e uma proposta para modificar a legislação, tornando a sua aplicação mais fácil e mais rápida (vide Câmara dos Deputados, 1999). Durante o ano de 1999 o processo de mobilização da sociedade para encaminhar o projeto ao Congresso Nacional resultou na coleta de mais de um milhão de assinaturas. Como resultado, o projeto tramitou em tempo recorde no Congresso, sendo aprovada a Lei 9.840/99, que passou a vigorar a partir das eleições municipais de outubro de 2000. Esta modificação do Código Eleitoral tornou a coibição da prática de compra de votos pela justiça eleitoral brasileira mais factível.

Introdução do Texto - A compra de votos – uma aproximação empírica de Bruno Wilhelm Speck - Departamento de Ciência Política Universidade Estadual de Campinas

PELO VISTO ATÉ OS POLÍTICOS QUE TÊM ESSE HÁBITO NÃO AGUENTAM MAIS - Candidatos reclamam do preço do voto aqui no CEARÁ


Tem candidato ao Parlamento que está denunciando, hoje, uma verdadeira extorsão, no Estado, com a venda de votos. Os chamados cabos eleitorais estão querendo antecipar os pagamentos das parcelas negociadas e ameaçam revender os votos. Tem candidato ameaçando desistir, apesar do gasto já feito em alguns colégios eleitorais.
O preço do voto para deputado estadual, o considerado mais difícil já está sendo vendido a R$ 100, depois que algum comprador não tenha honrado o compromisso de pagamento da segunda parcela do acordado. E o pior, dizem os candidatos, nem sequer eles podem denunciar as extorsões à Justiça Eleitoral.
O custo da eleição é motivo de protestos desde antes do início da campanha. Na Assembleia, já foram várias as manifestações de deputados reclamando do mercado.
"Por que isso está assim? Sabemos nós que empresa não se elege, não se candidata, mas interfere no pleito de forma progressiva", disse Lula Morais (PCdoB), lembrando que a intervenção das empresas financiadoras é evidenciada nas Casas legislativas, principalmente na Câmara Federal. Lá, conforme informou, pelo menos 247 parlamentares são empresários.
"Isso está chegando a uma situação insuportável. Esse elemento importante da política determina muitos dos casos de corrupção que estamos vendo cotidianamente em nosso País. A origem de muitos dos casos de corrupção está vinculada a esse formato de financiamento de campanha que o Brasil, hoje, exercita", atacou.
Morais informou ainda que as candidaturas das causas coletivas, de segmentos, como reforma agrária e reforma urbana, além da democratização da mídia, ficam "sufocadas" porque o que predomina são as candidaturas "que ninguém sabe de onde saiu".
com informações do Diário do Nordeste

terça-feira, 19 de agosto de 2014

ASSASSINADO EM SUPOSTA VINGANÇA - Prefeito de Município de brasileiro com problema de improbidade administrativa na Justiça por ter favorecido o sobrinho a vencer uma licitação de compra de água mineral

Os dois suspeitos de assassinarem a tiros o ex-prefeito de Potim, Benito Thomaz (PMN), de 49 anos, na manhã desta segunda-feira (18) confessaram o crime que, segundo a Polícia Civil, foi motivado por vingança. O político foi atingido por vários disparos na praça principal da cidade do interior de São Paulo, que tem cerca de 19 mil habitantes.
De acordo com o delegado Francisco Sanini, da Delegacia de Investigações Gerais de Guaratinguetá, o crime foi motivado por vingança e um dos suspeitos chegou a trabalhar com a vítima na prefeitura. O delegado não informou o que motivou a vingança para não atrapalhar as investigações.
Os dois suspeitos vão responder por homicídio e tentativa de homicídio, já que na fuga houve troca de tiros com policiais. Os dois foram transferidos no início da noite desta segunda-feira para a cadeia de Lorena.

O velório de Benito Thomaz irá acontecer durante a noite na Igreja Matriz de Potim. O enterro do corpo está previsto para as 16h de terça-feira (19) no Cemitério Municipal do bairro Vista Alegre.

Após os disparos, Thomaz foi socorrido por populares e encaminhado para a Santa Casa, mas não resistiu e morreu. Os dois suspeitos foram encontrados em Guaratinguetá e chegaram a trocar tiros com a Polícia Militar. Um deles ficou ferido depois de ser atingido de raspão no braço.

A polícia informou que os dois suspeitos eram considerados foragidos da Justiça. Um deles havia sido beneficiado pela saída temporária de Dia dos Pais no Presídio Edgar Magalhães Noronha (Pemano), em Tremembé. A motocicleta encontrada com a dupla havia sido roubada e foi apreendida pelos policiais.
Afastamento

Em julho, Thomaz havia afastado do cargo por improbidade administrativa pela Justiça. Ele era investigado por ter favorecido o sobrinho a vencer uma licitação de compra de água mineral. Desde então, o vice-prefeito, Edno Félix Pinto (PTdoB), assumiu o executivo.
Antes de assumir o cargo, o político já respondia um processo na Justiça Eleitoral. A suspeita é de que tenha fornecido camisas de futebol em troca de votos durante o período eleitoral, mas mesmo assim conseguiu assumir o cargo.

Benito Tomaz foi o segundo candidato mais votado nas últimas eleições em Potim, mas mesmo assim assumiu o cargo porque o candidato João Cascão (PSB), primeiro colocado nas urnas, não pode tomar posse por conta da Lei da Ficha Limpa.
G1

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Nome de Renata como vice de Marina é consenso no PSB; sigla espera resposta


As lideranças do PSB usam a cautela, mas não escondem o desejo de que a viúva de Eduardo Campos, Renata Campos, aceite os pedidos para ser vice numa eventual chapa encabeçada por Marina Silva. Apesar de negarem a pressão, os socialistas tem discurso unânime de que ela seria a vice ideal para dar mais força à campanha.
Todas as lideranças do partido que passaram pelo velório e na reunião de partidos nesta segunda-feira (18), no Recife, deixaram claro que a decisão é exclusiva de Renata, que ainda não esclareceu se embarca ou não na disputa eleitoral.
A viúva de Campos é auditora do TCE-PE (Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco) e está cumprindo licença-maternidade --o quinto filho do casal, Miguel, nasceu em 28 de janeiro último-- oficialmente desde o dia 7 de abril deste ano.
Em seu primeiro pronunciamento desde a morte do marido --ela usou a tela de um celular para ler uma carta nesta segunda--,  Renata deu pistas de que vai se engajar na campanha, mas não sinalizou a possibilidade de ser candidata.
"Depois da tragédia, lembro que perguntaram: 'O que faremos?' Mantém tudo como ele queria! Como participei a vida toda, não terá diferença nessa", afirmou a viúva de Campos durante o encontro que reuniu lideranças locais dos 22 partidos que compõem a Frente Popular de Pernambuco, que apoiam o candidato Paulo Câmara (PSB) na disputa pelo governo de Pernambuco.

PSB vive o dilema de "querer sem pressionar"

Nesta segunda-feira, o presidente do PSB Roberto Amaral participou deste encontro no Recife, e confirmou que o PSB aguarda a resposta de Renata, mas negou qualquer pressão.
"Ela pode ser o que ela quiser. É bom para o partido, para o país, para Pernambuco. Agora não posso dizer nada antes de falar com ela e respeitá-la" disse Amaral, negando que tenha conversado com a viúva sobre política. "Ela tem uma família, um projeto, é uma mulher que supera as dificuldades, uma prova é essa reunião aqui".
Um dos nomes que foram cotados para assumir a posição de vice em uma chapa encabeçada por Marina é o de Maurício Rands, amigo de Campos e coordenador do programa de governo do então candidato do partido à Presidência. Rands, no entanto, também destacou que o nome de Renata seria ideal, sem espaço para disputas no partido contra ela.
"Ela foi coordenadora de programas vitoriosos como o Mãe Coruja, premiado na ONU, tem capacidade de gestão. Ela tem uma representação simbólica do projeto inaugurado por Eduardo para o Brasil. Ela seria uma excelente vice-presidente. Precisa ver a vontade dela. Não será fácil. Vai ter que ser mãe e pai de cinco filhos",afirmou o socialista em entrevista à Folha de S. Paulo
O líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque, também cotado para ser vice numa eventual chapa com Marina, disse à mesma "Folha", no sábado (18), que "se ela quiser, ela será candidata, não há dúvida"

Viúva evita falar de política, mas família da indicações que assunto não será ignorado

Segundo relatos de pessoas próximas à família, desde de que soube da morte do marido, Renata tem mantido a serenidade e evita falar de política. Mesmo assim, a família tem dado sinais cada vez mais claros de que a ligação com a política deve permanecer. 
Uma das provas é que, na chegada do corpo ao velório, no Palácio do Campos das Princesas, Renata e os filhos estavam ladeados de Marina Silva. Amigos e parentes mais próximos ficaram atrás.
No cortejo até o cemitério, os filhos de Campos usaram camisas com frases de Campos. Faziam também gestos de 40, número do PSB. A todo instante, os filhos puxavam o grito de "Eduardo, guerreiro do povo brasileiro".
"Estou torcendo para que meu sobrinho João e Renata tenham mais protagonismo. Terei minha colaboração. A família sempre participou com ele, como participou com o meu avô", afirmou, neste domingo, o irmão do ex-governador, Antonio Campos.
Apesar disso, o irmão disse que a cunhada tem mostrado resistência a disputar a vaga porque deve priorizar a criação dos filhos. "Ela ainda resiste a esta ideia [de ser vice de Marina]. Mas, se ela decidir, tem o apoio da família", afirmou.
UOL