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domingo, 8 de junho de 2014

SEGURANÇA DEVE SER DISPONIBILIZADA DURANTE TODO O TEMPO E NÃO SOMENTE EM POUCO TEMPO - Segurança para a Copa do Mundo terá o maior efetivo da história de Fortaleza


Um contingente de pelo menos 7.007 agentes fará a segurança de Fortaleza durante a Copa do Mundo. Anunciado ontem pelo Governo do Ceará, o Plano de Segurança para o Mundial prevê a atuação integrada de 4.671 policiais, bombeiros, peritos e investigadores do Estado com 2.336 profissionais de forças parceiras (ver quadro). É o maior esquema de segurança da história de Fortaleza, segundo o titular da Secretaria Estadual da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Servilho Paiva.

O efetivo final ainda está em aberto porque tropas do Exército, Marinha e Aeronáutica também participarão da execução e o tamanho do reforço só será definido na próxima segunda-feira, 9. O comandante da 10ª Região Militar, general Carlos César Araújo Lima, entretanto, havia antecipado ao 

O POVO, no último dia 17, que 3 mil militares irão participar do plano, o que somaria cerca de 10 mil agentes. Na Copa das Confederações, por exemplo, foram 7 mil homens, incluindo as Forças Armadas. 

Durante o Mundial, os agentes atuarão no policiamento de rua, no Aeroporto Internacional Pinto Martins, no Porto do Mucuripe, na Arena Castelão, na Fan Fest da Praia de Iracema, nos Centros Oficiais de Treinamento (COTs), nos três hotéis das delegações, nos sete bolsões de estacionamento, nas rodoviárias e nas rodovias durante todo o Mundial. Fortaleza sediará seis jogos da Copa. O primeiro será dia 14 de junho.

Durante o lançamento do plano, o secretário Servilho Paiva disse que “estamos preparados para realizarmos uma Copa tranquila. Os turistas podem esperar tranquilidade”. Segundo ele, o Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR) começou a operar 24 horas na última segunda, 2, e a operação da Copa não reduzirá o patrulhamento dos bairros e do Interior.

O esquema de segurança prevê ainda dois centros de controle móvel, um centro de monitoramento no Castelão e plataformas de observação elevada com câmeras cujo alcance é de três quilômetros. Haverá também o uso de helicópteros para captação de imagens e transporte de doentes, uma delegacia móvel e uma central de escolta para as seleções e autoridades.

Apesar de a segurança dentro do estádio ser feita por empresa privada, policiais estarão nos quatro pavimentos do Castelão para o caso de incidentes mais graves. Toda e qualquer ocorrência será comunicada ao Ciops. Inclusive as demandadas por turistas estrangeiros. Quando discarem o 911 (central norte-americana) e o 112 (central europeia), os telefonemas serão direcionados ao 190 brasileiro. Servidores bilíngues atenderão aos chamados.

Forças Armadas
As Forças Armadas também colaborarão com a Polícia Federal, o Gate (a elite da PM) e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) no combate a possíveis ataques terroristas, sejam eles biológicos, químicos, radiológicos ou explosivos. “É um apoio que vem em bom momento. O Estado está bastante preparado. Mas não há como se recusar apoio quando a situação das manifestações vêm se acirrando”, explicou Servilho.

Manifestações essas que têm tirado o sono do Governo. E que a SSPDS diz acompanhar minuciosamente, ao ponto de já ter identificado participantes assíduos de atos que comumente findam em atos vandalismo. “Todas as manifestações pacíficas e ordeiras serão muito bem-vindas. Porque fazem parte da democracia. As manifestações de cunho violento serão combatidas. A atuação das forças será proporcional a eventuais violências. Dentro, claro, do respeito”, declarou.

O secretário disse não crer que os atos deste ano sejam mais violentos do que os da Copa das Confederações. “Acho que a sociedade está cansada de ver violência gratuita; não aceita mais uma passeata se transformar num ato de guerrilha e depredação. Acho que fica deslocado você usar um evento para fazer manifestações que denigrem a imagem do Estado, especialmente de um estado que tem sua economia voltada pro turismo”.

Superintendente da Polícia Federal no Ceará, o delegado Renato Casarini descartou a possibilidade de greve dos agentes federais durante a Copa. Ele assegurou preparo da corporação para lidar com episódios terroristas. O trabalho seria realizado em parceria com a SSPDS, Ministério da Defesa e Agência Brasileira de Inteligência (Abin). “Temos treinamento não é de agora. A doutrina vem sendo atualizada constantemente”.
O POVO

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