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sexta-feira, 13 de junho de 2014

No país que está organizando a Copa 2014, cidadã agoniza implorando por socorro

Mulher agoniza implorando por socorro, mas dá de cara com unidade de saúde sem médico no plantão (Foto: Wagner Almeida)

O descaso com a saúde da população, que paga diariamente os altíssimos impostos, vem ultrapassando os seus limites. Por volta das 2h da última quinta-feira (12), a equipe de reportagem do DIÁRIO foi abordada por três mototaxistas que estavam tentando, há mais de meia hora, um socorro pelo 192 Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para Rosinei Pinto da Silva, 58 anos, que agonizava implorando por socorro em um ponto de táxi localizado em frente à Unidade de Saúde da Marambaia. 
Segundo Jorge Augusto, o administrador da unidade, o médico deixou o plantão por ter se sentido mal e não tinha ninguém para realizar qualquer atendimento. “Faz 20 minutos que ele saiu porque estava passando mal e não temos médico no momento para atendê-la”,
relatou.

AMBULÂNCIA 
Ao ser questionado sobre a ambulância que estava no estacionamento do posto e que poderia servir para deslocar a idosa para outra unidade de saúde, a reportagem obteve a resposta de que o veículo só poderia sair com a autorização do médico, que no caso não estava no plantão. 
O mototaxista Adriano Moraes, revoltado com a situação testemunhada por ele e por seus companheiros de trabalho de forma rotineira, afirmou que, por volta das 19h da última terça-feira (11), um senhor chegou em busca de atendimento para a sua esposa, mas não tinha ninguém para atender. “Ele trouxe a esposa na bicicleta desesperado em busca de atendimento, mas, como a maioria das vezes, não tinha médico. Ela chegou a desmaiar na calçada, mas ninguém apareceu para socorrer”, relatou.
Enquanto os mototaxistas insistentemente tentavam efetuar uma ligação para o Samu, porém sem nenhum sucesso, a equipe do DIÁRIO foi até a Seccional da Marambaia em busca de alguma solução para o problema, por meio dos policiais, que também se recusaram a prestar o socorro argumentado que este tipo de atendimento não seria de sua responsabilidade. 
Diante da situação, a equipe de reportagem conduziu a paciente até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no distrito de Icoaraci. Lá, ela recebeu de imediato os primeiros socorros e, de acordo com uma enfermeira, a mulher sofre de hipertensão e no momento encontrava-se com a pressão alta.
(Diário do Pará)

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