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sábado, 10 de maio de 2014

AQUI NO BRASIL, O PAÍS DAS MARAVILHAS E DA VERGONHA: Marido compra remédio que hospital não tinha

A falta de um remédio barato e muito conhecido da população em um Hospital de São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, forçou o marido de uma paciente a comprar o medicamento em uma farmácia. Essa foi a maneira encontrada por Rodrigo Caumo para garantir que a esposa Suelen não ficasse sofrendo com dores de cabeça. Ela teve um pós-parto conturbado, após dar à luz a um menino, com fortes crises de cefaleia.


Durante a semana passada, ela foi internada no Hospital Municipal Universitário de São Bernardo do Campo e a solução para o caso seria simples - bastava um remédio comum - se não fosse por um único detalhe. “O anestesista de plantão subiu para ver como ela estava e receitou para ela um Tylenol. Aí, ele foi falar com a enfermeira, e a enfermeira disse para ele que não tinha o remédio. Ele voltou no quarto onde ela estava e falou assim [para minha esposa]: ‘olha, eu tenho até vergonha de te falar isso, peço desculpas, mas a gente não tem esse medicamento aqui’. Ela falou: ‘então, tudo bem. Me dá a receita que o meu marido vai ter que comprar’. Quando eu abri a receita, eu vi que era Tylenol e falei: ‘caramba, Tylenol não tem aqui’. Fui até a farmácia, comprei o Tylenol e voltei para o hospital”. 

Na hora do banho, mais surpresas, como conta Rodrigo Caumo. “No primeiro dia que ela estava lá, ela foi tomar um banho e teve que se secar com um lençol porque não tinha toalha. Aí, depois que ela acordou, que estava melhor um pouco, ela queria tomar um banho. Aí, eu falei assim: ‘então, deixa que eu vou ver se tem a toalha’. Quando eu saí da sala, pedi para a enfermeira. Ela falou: ‘espera aí, deixa eu ver se tem’. Aí, ela voltou com duas camisolas do hospital e falou assim: ‘uma é para ela se secar e a outra, para ela trocar’. O anestesista subiu lá [no quarto] de novo e eu falei: ‘você pode dar alta para ela porque não vou deixar ela aqui’. Aí, ele pegou e assinou a alta dela, e viemos embora”.

Procurada pela BandNews FM, a prefeitura de São Bernardo do Campo informou que não houve escassez de Tylenol ou qualquer outro medicamento semelhante no Hospital Universitário. A administração municipal também disse que não há falta de toalhas de banho na unidade. 

Sobre a receita assinada pelo anestesista do hospital, o medicamento foi recomendado para uso após a alta da paciente, caso ela tivesse dor de cabeça fora do ambiente hospitalar.
FONTE: BAND-UOL

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