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terça-feira, 29 de abril de 2014

Recado de Cid aumenta pressão sobre Eunício Oliveira


Termina amanhã o prazo estabelecido pelo PMDB para que Cid decida se apoia ou não a candidatura de Eunício ao Governo. Para correligionário do senador, partido já deveria ter devolvido os cargos que mantém na gestão.

A um dia do fim do prazo estipulado pelo PMDB para que o governador Cid Gomes (Pros) decida se apoiará ou não a candidatura de Eunício Oliveira ao Governo, aumentou a pressão sobre o senador depois de Cid declarar ao O POVO, com exclusividade, que “nem o Eunício me deve nem eu devo nada a ele”.

“Se o Eunício está com a candidatura irreversível e o Cid coloca que o candidato dele não está definido, é porque não é o Eunício. O recado foi bem claro”, disse ontem o deputado Danilo Forte (PMDB-CE).

O quase oficial rompimento pode implicar a entrega dos cargos que o PMDB tem no governo, como já vem sendo defendido por gente do partido de Cid, a exemplo do deputado federal Edson Silva (CE), e por correligionários de Eunício.
 
Rumos diferentes
Presidente do PMDB no Ceará, Eunício indicou titulares para três pastas do governo. Para Danilo Forte (PMDB-CE), passou da hora de o partido abrir mão desses postos. 

“Defendo há muito tempo a liberação dos cargos, não pelo motivo eleitoral, mas pela própria omissão desses indicados com relação à execução das políticas públicas. Por exemplo: qual é o papel do César Pinheiro na Secretaria de Recursos Hídricos? Não vejo ele inaugurando um poço, um chafariz”.

Segundo Danilo, “quando a gente fala de secretário do Cid, fala na Izolda (Cela, ex-secretária de Educação), no Servilho (Paiva, secretário de Segurança). A gente não escuta falar no PMDB”.

Em fevereiro, Eunício afirmou ao programa Jogo Político, da TV O POVO, que o PMDB esperaria até 30 de abril pelo apoio de Cid à sua candidatura. “Não sendo possível entendimento entre a aliança, cada um vai cuidar do seu rumo”, declarou então.

O POVO tentou ouvir Eunício ontem. Ao longo da tarde, as ligações não foram atendidas. À noite, o senador disse que estava em reunião no Palácio do Planalto e não poderia conversar. As chamadas para o vice-prefeito de Fortaleza e vice-presidente do PMDB cearense, Gaudêncio Lucena, não foram atendidas.
O POVO

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