ABAS

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Pois Eu estava desabrigado e não me abrigastes


Por Alexandre Távora

A Semana Santa simboliza antes de mais nada o grande e inestimável compromisso que Deus firmou com a humanidade atolada no pecado através de seu filho Jesus Cristo. Aqueles que não compreendem a perspectiva libertadora discordam e continuarão discordando que Jesus muito além de resgatar o mundo do pecado Ele também veio com o firme propósito de abraçar preferencialmente os perseguidos, descamisados, doentes, famintos tanto do pão material como do espiritual...

A realidade brasileira vem praticando um verdadeiro atentado contra os ensinamentos daquele que por falta de um lar, de acolhimento nasceu em uma manjedoura. Nesses últimos dias dezenas de famílias carentes foram despejadas e agredidas do Estado do Rio de Janeiro simplesmente por lutarem por moradias dignas. Nesta sexta da paixão,  esses ocupantes do terreno da Telerj/Oi no Engenho Novo, acamparam em frente a Catedral Metropolitana do Rio como forma de resistência e exigência ao direito constitucional a moradia. A Arquidiocese do Rio se comprometeu em ajudar os desabrigados, mas cancelou as celebrações que deveriam ter ocorrido. Penso eu que aqueles pobres deveriam ter sido contemplados com uma celebração cristã e verdadeiramente libertadora.


Jesus Cristo não titubeou em apresentar a sua profunda preocupação com os pobres é Seu diálogo com o jovem rico. Esse homem não era somente poderoso economicamente, mas possuía também influência religiosa e política. Evidentemente, a riqueza e a influência não satisfaziam os anseios profundos do seu coração. Assim, aproximou-se de Jesus com a sincera intenção de buscar a vida eterna. Jesus demonstrou solene interesse por ele e, em resposta à sua pergunta, disse-lhe: “Vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres... e vem e segue-Me”. Mas essa exigência de discipulado era demais para ele — pelo menos assim pensava. Era um preço muito alto a pagar para seguir a Jesus. Por isso, o jovem rico “retirou-se triste” (Marcos 10:21-22).

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