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sexta-feira, 14 de março de 2014

Ministério público evita que “defunto” tome posse após ser aprovado em concurso público realizado em prefeitura de município cearense






O Ministério Público do Estado do Ceará recomendou a anulação do concurso público para o cargo de procurador municipal de Lavras da Mangabeira. O pedido foi assinado pelo promotor de Justiça Leonardo Marinho de Carvalho Chaves.

Em Lavras da Mangabeira, o motivo da recomendação ministerial deve-se às denúncias de irregularidades no certame, como a ausência de participação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no concurso, o que contraria a Constituição Federal. Considerando que o cargo de procurador municipal é de carreira jurídica e faz parte da advocacia pública, a participação da OAB é obrigatória, sob pena de nulidade. O prefeito de Lavras da Mangabeira tem o prazo de 48 horas para acatar a recomendação do Ministério Público, sob pena de adoção de medidas judiciais.
Em Lavras também foi realizado concurso para preenchimento de 457 vagas para os níveis Fundamental/Médio e Superior. A prova foi aplicada e o resultado do concurso divulgado. Só que surgiu um problemão que virou escândalo em Lavras da Mangabeira e toda região do Cariri. É que um homem que morreu antes do concurso foi aprovado. O servidor público federal que me contou a história disse que o caso virou piada na cidade e até verso de cantoria.
Pois bem! Raimundo Pinheiro de Alencar, faleceu no dia primeiro de dezembro de 2013. Ele nasceu no distrito de “Ouro Branco e é filho no seu “Nocha”. A prova do concurso promovido pela Prefeitura de Lavras da Mangabeira foi aplicada no dia 19 de janeiro, conforme Edital. O resultado foi divulgado há uma semana.  Para surpresa de todos, Raimundo Pinheiro Alencar que morreu em dezembro de 2013, aparece entre os aprovados. Em Lavras, estão chamando atenção para um caso espírita a ser investigado. A oposição acusa marmota, aprovações de fantasmas que nem fizeram a prova. O promotor de justiça da cidade está com a papelada e estranhamente até agora não apurou o caso e a cidade aguarda sua manifestação. O espaço está aberto para a prefeitura e o Ministério Público.
DO BLOG DO ROBERTO MOREIRA

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