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sexta-feira, 14 de março de 2014

Cid Gomes e Eunício hoje juntinhos… até que a próxima eleição os separe?

Eunicio-e-Cid
Da Coluna Política de Érico Firmo, no O POVO desta sexta-feira:
É sempre arriscado apostar que algumas coisas são definitivas em política, mas praticamente ninguém mais com trânsito de um lado ou outro parece acreditar na possibilidade de entendimento entre Eunício Oliveira (PMDB) e Cid Gomes (Pros). Salvo um enorme cavalo de pau – daqueles que de vez em quando a política propicia – o rompimento é questão de tempo. Faz tempo que o peemedebista se prepara para a guerra, enquanto alimenta a crença numa paz cada vez mais improvável. De modo que talvez a interrogação maior sobre a eleição no Ceará seja como irá se portar a presidente Dilma Rousseff e o PT em relação ao palanque duplo no Estado. Gente do PMDB nacional já aceita que a presidente não irá ficar contra Cid em hipótese alguma. Uma das questões já negociadas em Brasília é a eventual neutralidade de Dilma – que ficaria distante do Estado. Algo sempre complicado para quem será candidata à reeleição. Outra possibilidade é a garantia de direitos iguais, com divisão de espaços entre os dois palanques. Essa história já foi sinalizada a Lúcio Alcântara, do PR, em 2010. Na prática, Dilma ficou com Cid. O ex-governador, irritado, aderiu à campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) no segundo turno, movimento que não foi estrategicamente dos mais bem-sucedidos.
Se a situação de Dilma é complicada, mais ainda é a do PT. Tanto essa neutralidade como uma eventual candidatura própria não são sequer cogitadas na cúpula estadual. Mas sabe lá para que águas os acertos travados a partir de Brasília levarão o Ceará. Os movimentos para impedir o PT de estar na trincheira oposta ao PMDB no Estado inclui, obviamente, a vedação do eventual lançamento de um candidato a governador do PT com apoio de Cid. A hipótese do lançamento de um Camilo Santana ou outro petista da inteira confiança do governador passou a ser especulada como estratagema para amarrar a sigla e a presidente. Mas os peemedebistas, se não querem os petistas no palanque de um partido adversário, menos ainda admitem o lançamento de um candidato do próprio PT contra Eunício.
O nó não é fácil de desatar. Enquanto espera o desenrolar dos acontecimentos em Brasília, Cid Gomes se limita a tratar do assunto com interlocutores nacionais.

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