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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

PSOL lança Senador Randolfe Rodrigues como pré-candidato a presidência e rejeita doação privada


O financiamento de campanha do PSOL para a candidatura à presidência da República deve ser feito apenas com o dinheiro de pessoas físicas e do fundo partidário, disse ontem o senador Randolfe Rodrigues (AP), que vai encabeçar a chapa presidencial do partido na eleição de outubro. A vice será a ex-deputada federal Luciana Genro (RS). Eles participaram do lançamento em São Paulo da chapa presidencial do partido.

Rodrigues disse que o partido não vai aceitar dinheiro de empresas e citou especificamente os setores de agronegócio, empreiteiras e bancos. Qualquer outro debate sobre o dinheiro de empresas vai passar pelo partido, acrescentou. Ele defendeu o fim do financiamento privado de campanhas.

O pré-candidato do PSOL criticou o "ciclo de privatizações que não resolveram o problema do Brasil" e que é necessário "recuperar o papel estratégico do Estado brasileiro". "Não falamos em maior autonomia do Banco Central. Queremos retomar o Banco Central para o povo brasileiro", acrescentou Rodrigues.

Questionado se o envolvimento do nome do deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) no episódio do rojão que vitimou o cinegrafista Santiago Andrade, no começo do mês no Rio, poderia prejudicar a chapa, Rodrigues e Luciana disseram que não, e que o PSOL saiu mais forte desse caso. Marcelo Freixo teria sido citado pela ativista Elisa Quadros, a "Sininho", em telefonema ao assistente do advogado que defende os jovens suspeitos de terem disparado o rojão que matou o cinegrafista. Ela teria dito que um dos suspeitos era ligado a Freixo e teria oferecido ajuda jurídica em nome do deputado. Luciana lembrou que Freixo inspirou o personagem Fraga, do filme "Tropa de Elite 2".

Os dirigentes do PSOL defenderam os protestos e condenaram a violência, tanto de manifestantes como a policial, nos atos. Eles se posicionaram contra a ação policial no protesto contra a Copa do Mundo no último sábado, que terminou com 262 detidos, e mais de mil pessoas participaram da manifestação, segundo a Polícia Militar.

Rodrigues classificou como 'facista' a detenção de 20% dos manifestantes e disse que "faltou policial onde poderia estar acontecendo violência".

A manifestação de sábado na capital paulista contou com 2,3 mil policiais, segundo o jornal "Folha de S. Paulo", e foi defendida pelo governador Geraldo Alckmin, no Twitter: "A polícia de São Paulo agiu com rapidez e inteligência e cercou os vândalos organizados antes que se espalhassem".

O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) disse que é inadimissível o governo defender uma ação violenta da polícia, pois o papel do Estado deveria ser o de assegurar o direito de expressão, e não reprimir quem vai às ruas.

Luciana Genro, disse apoiar que o povo permaneça na rua cobrando melhorias na qualidade de vida. Segundo ela, os brasileiros não rejeitam as manifestações e as pautas cobradas pela sociedade, mas sim, a violência nos atos, "primeiro a policial e depois a de pequenos grupos de manifestantes".

Também compuseram a mesa os deputados federais Chico Alencar (RJ), Ivan Valente (SP) e Jean Willys (RJ), o prefeito de Macapá, Clécio Luís, e o deputado estadual Marcelo Freixo (RJ).


Do Jornal Valor Econômico

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