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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Protesto termina com pelos menos dois feridos

Policiais do BPChoque e do Cotam montaram barreira para impedir o acesso dos manifestantes ao Palácio da Abolição...
Protesto de agentes penitenciários terminou com pelo menos dois feridos na noite de ontem. Cerca de 100 agentes pretendiam chegar à sede do Palácio da Abolição para tentar uma reunião com representantes do Governo do Estado, mas foram impedidos por uma barreira policial.

Durante a tarde, os agentes realizaram ato público em frente à sede da Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) e, em seguida, seguiram em passeata até o Palácio. O grupo foi surpreendido com duas frentes policiais, que os impediram de chegar à sede do Governo. No cruzamento da avenida Barão de Studart com rua Pereira Filgueiras, onde os manifestantes ficaram concentrados, uma viatura da Polícia Militar e um grupo de policiais fecharam as duas faixas da avenida.

Mais adiante, na esquina com a rua Tenente Benévolo, havia uma barreira de policiais do Batalhão de Choque (BPChoque) e do Comando Tático Motorizado (Cotam).

Durante o protesto, os agentes penitenciários receberam proposta de reunião com representantes do Governo na manhã de hoje. O grupo, então, decidiu montar uma barraca e acampar no meio da avenida até o início da reunião, que estava prevista para as 10 horas de hoje.

Diante da negativa dos servidores em deixar o espaço, os policiais avançaram, dando início à confusão. Os militares atiraram bombas de efeito moral e balas de borracha. Não houve revide por parte dos agentes, que sentaram no chão assim que foi atirada a primeira bomba.

Com a ofensiva policial, os agentes se dispersaram, correndo em direção ao lado oposto da barreira. Pelo menos dois agentes ficaram feridos. Um deles foi atingido no rosto, bem próximo ao olho. Outro foi alvejado por uma bala de borracha na perna. Um terceiro agente sentiu-se mal ao inalar fumaça expelida pelas bombas.

O presidente do Sindicato dos Agentes e Servidores Públicos do Sistema Penitenciário do Ceará, Valdemiro Barbosa, classificou o episódio como “cena de guerra”. “Vamos procurar os órgãos competentes e fazer as denúncias necessárias”, garantiu.

Os agentes prometem paralisar as atividades caso a categoria não seja recebida pelo Governo até sexta-feira, 28. A promessa é de que o movimento grevista comece a partir de 0 hora de sábado.
O POVO

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