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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Ala do PT que defende candidatura própria ao governo lançará manifesto


O debate sobre a manutenção da aliança com o governador Cid Gomes ou o lançamento de uma candidatura própria do PT ao Governo do Estado ganhará um novo capítulo na sexta-feira, dia 14 de fevereiro. A ala ligada à ex-prefeita Luizianne Lins promoverá um movimento, que defende a indicação de um nome na disputa pelo Palácio da Abolição nas eleições deste ano.
O ato acontecerá na Assembleia Legislativa, a partir das 9 horas.
Sem candidatura
O atual comando do PT Ceará, por outro lado, defende a manutenção da aliança. Por meio de sua assessoria, o presidente estadual do partido, De Assis Diniz, afirmou que, até o fim deste mês, será lançado um documento referendando algumas resoluções da legenda, entre as quais, uma que afirma que o PT não terá candidato ao Governo.
Numa sinalização aos dissidentes, a maioria mostrará que não irá contrariar as determinações da cúpula nacional da legenda. O grupo de De Assis é ligado ao deputado José Guimarães, um dos principais articuladores do partido junto ao Pros, de Cid Gomes.
Manifesto
“Nós, militantes do PT abaixo assinados, compreendemos a importância da continuidade e aprofundamento do projeto de mudança promovido pelo Governo do PT, com a reeleição de nossa Presidenta, e as dificuldades que envolvem essa empreitada”, diz trecho do manifesto, encaminhado pela assessoria do deputado Eudes Xavies (PT) à imprensa.
O texto diz, ainda, que a disputa no processo eleitoral se dá, principalmente, entre os partidos da base aliada do governo Dilma, diferentemente de cenários anteriores, onde a disputa do PT se dava com partidos de oposição. Diante disso, os aliados de Lins defendem que o PT deve demonstrar ousadia.
Contra Cid
O documento ainda apresenta críticas à manutenção da aliança e ao governo Cid Gomes.
“Nesse sentido, podemos afirmar aqui rapidamente, que, se de um lado o Governo do Estado mostrou avanços nas políticas de desenvolvimento agrário e de moradia popular, por outro se mostrou um tremendo fracasso em outras áreas, além de autoritário quando da definição prioridades para o gasto do dinheiro público.  Fortaleza tornou-se a sétima cidade mais violenta do mundo, segundo organismos internacionais que analisaram a proporção entre o número de homicídios e a população. Em todo o Ceará, praticamente todos os índices de violência explodiram ao longo dos últimos 7 anos, fruto de uma política de segurança que privilegiou o marketing das viaturas de luxo em detrimento de uma maior profissionalização das polícias e da defesa dos direitos humanos. Os investimentos na cultura foram relegados a segundo plano. Na saúde e na educação a construção das UPAS e de escolas profissionalizantes se deram com recursos do Governo Federal, responsável também pelos investimentos do metrô e pela duplicação de rodovias como a do anel viário”, diz o texto.
COM INFORMAÇÕES DO PORTAL pOLITICA COM K

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