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domingo, 5 de janeiro de 2014

Usar o futebol para obter mandato político compensa?


O Campeonato Estadual deu partida, animado por um ano de eleições. O uso de visibilidade pública através do futebol não é nenhuma novidade no cenário político, e esse aproveitamento acaba tornando a caminhada em busca do voto muito mais barata. Que tal um clássico Ceará x Fortaleza com Evandro Leitão e Osmar Baquit na disputa para se saber quem soma mais votos? Igualzinho às campanhas feitas nas emissoras de rádio para levar torcida aos estádios. O presidente do Ceará tem um saldo melhor, pelo trabalho dos últimos anos, embora com uma apreciável soma de erros. Já o mandatário tricolor não tem tido muita sorte e repete, como um mantra, que não colocou o Leão na Terceira Divisão. Melhor seria oferecer uma receita para tirá-lo. Daria mais votos. Me ocorre, no momento, o nome de Franzé Morais, ex- deputado estadual que chamava a torcida alvinegra de Baú. De votos também, claro. Eugênio Rabelo, ninguém sabia quem era e de onde surgiu. Ganhou um campeonato como presidente do Ceará e fisgou na moleza um único mandato de Deputado Federal. Recordamos Alfredo Machado, deputado estadual, uma excelente pessoa, oriunda de Quixeramobim, que presidiu o Fortaleza na década de oitenta e soube capitalizar bem a contratação do grande zagueiro Celso Gavião junto ao eleitorado tricolor. Devem existir poucas histórias de fracassos. A lista dos que se deram bem é infinitamente maior no Brasil inteiro. Cabe a pergunta: de que serviram mesmo a maioria desses mandatos para o esporte? Já as vantagens pessoais…

Por Wilton Bezerra - Comentarista da TV Diário e Rádio Verdes Mares
Do Blog do Roberto Moreira

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