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sábado, 25 de janeiro de 2014

Os pobres do sertão nordestino muitas vezes são humilhados pela "burrocracia" deste Banco que deveria servir aos mais humildes, enquanto isso: Ministério Público denuncia ex-presidente do BNB e mais 10 por rombo de R$ 1,2 bilhão


O ex-presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNBRoberto Smith e mais dez dirigentes da instituição financeira foram denunciados pelo Ministério Público Federal no Ceará (MPF/CE) pela prática de gestão fraudulenta
foto: gfr







Empréstimos teriam tido o procedimento de cobrança ignorado pelos gestores do BNB Foto: Alex Costa

Segundo a denúncia, as irregularidades com os recursos do Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Nordeste (FNE) teriam gerado um desfalque superior a R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos. Smith é atual presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), órgão ligado ao Governo do Estado.  

O Banco do Nordeste informou no início da noite desta sexta-feira (24), que o Poder Judiciário excluiu da denúncia os atuais diretores, Luiz Carlos Ewerton de Farias e Paulo Sérgio Rebouças Ferraro. Outros três dos 11 dirigentes foram retirados da ação que tramita na 11ª Vara da Justiça Federal.
Conforme a denúncia, pelo menos 52 mil empréstimos, dentre eles repasses milionários, a empresários, teriam tido o procedimento de cobrança ignorado pelos gestores do BNB. Com o ato, o grupo encobria a real situação patrimonial do Fundo. De acordo com o MPF/CE, o relatório de auditoria operacional do Tribunal de Contas da União (TCU) constatou a existência de clientes com dezenas e até centenas de operações baixadas em prejuízo, sem que tenha sido feita ação de cobrança judicial por parte do banco, em detrimento dos normativos da instituição.
De 55.051 operações auditadas, somente 2.385 possuíam Autorização de Cobrança Judicial (ACJ). O Ministério Público solicitou ao TCU um laudo pericial que especifique o montante que estaria perdido dos cofres públicos devido à prescrição de possibilidade do banco exigir judicialmente o crédito.
Segundo o procurador responsável pelo caso, Edmac Trigueiro, o dinheiro de alguns empréstimos não será ressarcido aos cofres públicos pois já prescreveram na Justiça. "Em alguns casos, o dinheiro pode não ser mais recuperado. A dívida não some, mas o banco não pode mais cobrar judicialmente o valor devido", explica. 
 
O MPF informou que ainda investiga se há relação entre os inadimplentes beneficiários dos empréstimos com os gestores do BNB réus na ação.
Os denunciados foram Roberto Smith, presidente do BNB na época, Luiz Henrique Mascarenhas Correia Silva, compunha a diretoria do BNB, Oswaldo Serrano de Oliveira, compunha a diretoria, Pedro Rafael Lapa, compunha a diretoria, Pedro Rafael Lapa, compunha a diretoria, João Francisco de Freitas Peixoto, superintendente de Controle Financeiro do BNB à época dos fatos, Jefferson Cavalcante Albuquerque, superintendente de Controles Internos, Segurança e Gestão de Riscos, José Andrade Costa, superintendente de Crédito e Gestão de Produtos, João Alves de Melo, presidente do Comitê de Auditoria e Dimas Tadeu Fernandes Madeira, superintendente de Auditoria do BNB.
De acordo com o BNB, os atuais diretores, Luiz Carlos Ewerton de Farias e Paulo Sérgio Rebouças Ferraro, que também foram citados na denúncia do MPF, conseguiram ser excluídos da ação pelo Poder Judiciário.
Em nota, o Banco do Nordeste também informou que cumpriu todas as determinações do Tribunal de Contas da União (TCU) e cobrou judicialmente devedores inadimplentes para reaver os valores emprestados. As possíveis irregularidades estão sendo apuradas pela instituição.
Smith fala em "insinuações"
Procurado pela Redação Web do Diário do Nordeste, o ex-presidente do BNB Roberto Smith explicou que está tomando conhecimento da ação e que os seus advogados estão sendo acionados. "São insinuações. Se trata de coisas rompidas do banco há mais de 20 anos. Estou tomando conhecimento para prestar a defesa".  
Smith informou ainda não ter recebido oficialmente a notificação do órgão.
DIÁRIO DO NORDESTE

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