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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

ABUSO DE PODER POLÍTICO - MPE investiga atos de Cid Gomes e Zezinho Albuquerque

Zezinho Albuquerque (direita) é apontado como um dos possíveis nomes que Cid apoiará para o governo
Foto - Evilázio Bezerra
O governador do Estado, Cid Gomes(Pros) e o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará,Zezinho Albuquerque (Pros) são investigados pelo Ministério Público Eleitoral(MPE) no Ceará por supostos abusos de poder político. As acusações envolvem atos do governador no município deItapipoca e o lançamento da campanha “Ceará sem Drogas” da AL. Os procedimentos administrativos foram instaurados nesta quarta-feira, 22.

O MPE investiga a existência de abuso de poder político por parte de Cid Gomes em benefício de Zezinho Albuquerque ou do partido político Pros, quando o governador anunciou que a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) concederia bônus de R$ 200 na conta mensal dos moradores de Itapipoca, por causa da falta de água gerada por problemas técnicos na adutora construída na cidade.

A concessão do benefício para toda a população, como anunciou Cid, deve ser apurada, segundo o MPE, pois apenas uma parcela da cidade sofreu com a falta de água. "Essa distribuição graciosa pode gerar benefício político indevido, podendo vir a interferir no pleito eleitoral vindouro", afirma o promotor Igor Pinheiro. 

Levantamento inicial da investigação destaca que, durante o episódio de falta d’água em Itapipoca, inclusive nos momentos em que Cid esteve no canteiro de obras, o presidente da AL – apontado como um dos cinco pré-candidatos ao Governo – também esteve presente. 

Exposição de Zezinho
Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) também ressalta “excessiva exposição” de Zezinho Albuquerque em atos políticos no Interior do estado e em programas de caráter social. Outro procedimento instaurado pelo MPE trata de provável abuso de poder político por parte de presidente da AL quando anunciou que fará o lançamento da campanha "Ceará sem Drogas", "percorrendo todo o estado, realizando palestras e discutindo com a sociedade". 

Para a PRE, embora a campanha seja promovida pela AL a partir do momento em que o deputado é apontado como pré-candidato, ele poderá usar o programa para tirar vantagem eleitoral. 

As investigações estão sob responsabilidade do procurador Regional Eleitoral, Rômulo Conrado, e do coordenador do Grupo Auxiliar à Procuradoria Eleitoral (Gapel), promotor Igor Pinheiro.

Redação O POVO Online
com informações do MPF

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