ABAS

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Montagem que circula nas redes sociais - William Bonner perguntando para o grande Renato Russo


Críticas ao Governo por chamar de "forças oponentes" os grupos sociais


El Pais
Uma portaria do Governo brasileiro que autoriza a atuação das Forças Armadas (Exército, Aeronáutica e Marinha) contra distúrbios urbanos e bloqueios de vias públicas e classifica como “forças oponentes” movimentos e organizações sociais adicionou mais fermento nos últimos dias à já delicada relação entre o poder público e participantes dos protestos sociais que frequentemente têm acabado em cenas de violência.
Nas redes sociais, o governo de Dilma Rousseff foi acusado de agir para criminalizar as manifestações, que recomeçaram com força no último sábado, e a portaria foi acusada de ser “um recibo em branco” para a atuação dos militares, o que gerou um mal estar em um governo que tem à frente uma presidenta que foi torturada durante a ainda recente ditadura militar do país.

Pesquisa revela influência das doações de empresas nas eleições


Pesquisa publicada pela organização Transparência Brasil referente às eleições de 2010 e 2012 revelou que um reduzido grupo de empresas (predominantemente da construção civil e instituições financeiras) têm sido os maiores financiadores privados da campanha de candidatos eleitos em todo o Brasil. Os investimentos beneficiaram campanhas vitoriosas para governador, senador, e deputado federal em mais de dez estados, incluindo o Ceará.
A identificação desse núcleo empresarial principal permitiu detectar sua presença persistente em praticamente todas as circunscrições eleitorais (estado ou município) e em cada tipo de pleito (do presidente ao vereador). Claro, nem sempre a doação significa necessariamente uma relação espúria entre doador e beneficiário. Contudo, há muito a sociedade já vinha reclamando a necessidade de se conhecer o nome dos doadores, antes do pleito, no momento mesmo em que fazem a doação, pois esse dado é fundamental para o eleitor identificar os interesses mobilizados em torno das candidaturas e sua legitimidade. E nunca foi atendida nisso.
O fato de um grupo particular de empresas estar presente nas eleições realizadas em cada unidade federada não pode deixar de chamar a atenção. Sobretudo, porque provêm de áreas de interesses dependentes da ação pública. É um poder de influência potencialmente nefasto para a democracia. E a história (neste País e no mundo) tem demonstrado ser o financiamento privado de eleições o maior fator de corrupção e de comprometimento do processo eleitoral.
Por essa razão, ganha importância a decisão que está sendo tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pedido de declaração de inconstitucionalidade da doação de empresas para campanhas eleitorais, impetrado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e outras entidades importantes da sociedade civil. O argumento de que isso possibilitaria a maior incidência do caixa 2 não tem sustentação, pois a ampliação e o reforço dos instrumentos de punição dificultariam e levariam a pensar duas vezes potenciais infratores.
A sociedade aplaudirá com entusiasmo o fechamento da principal porta de corrupção e desvirtuamento da voz das urnas, como parece tender a maioria do STF.
(O POVO / Editorial)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Copa do Mundo é sinônimo de alienação


Muita truculência e repressão

A segurança na Copa, por Ilimar Franco


Ilimar Fanco, O Globo
As Forças Armadas terão uma força de contingência, com homens aquartelados e prontos para a ação, em todas as cidades-sede de jogos da Copa. Essa entrará em campo em caso de falência da atuação dos governos estaduais para garantir a segurança pública.


Empresária diz que pagou suborno ao ex-ministro Carlos Lupi (PDT)


Uma empresária do ramo de transportes confirma ter entregue R$ 200 mil ao ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi (PDT) como suborno para acelerar a criação de um sindicato. O ex-ministro nega.
A denúncia de Ana Cristina Aquino –publicada pela revista "IstoÉ" no último final de semana– foi feita em entrevista à Folha ontem.
Ela afirmou ter levado o dinheiro a Lupi no próprio gabinete do ex-ministro em Brasília, no segundo semestre de 2011, com o objetivo de acelerar a obtenção do registro do Sincepe (Sindicato dos Cegonheiros de Pernambuco).
"Fui muito bem atendida, tomamos café, o ministro muito sorridente. Falava que ia ser o código sindical mais rápido da história, ele [Lupi] brincava com isso", disse.
Após o suposto pagamento, segundo Aquino, o processo de criação do Sincepe "andou em um dia o que andaria em um mês".
O trâmite teria desacelerado após a saída de Lupi da pasta, sob suspeitas de irregularidades, no final de 2011. Quem intermediou o encontro com Lupi, segundo a empresária, foi o advogado João Alberto Graça, assessor do ministro do Trabalho, Manoel Dias (PDT), e membro do diretório nacional do PDT.
Aquino diz que Graça figurou como sócio de uma de suas empresas, a filial paranaense da AGX Log Transportes, e advogou pela criação do sindicato de cegonheiros.
"Depois [Graça] saiu da sociedade [no final de 2013, após primeiras denúncias da "Isto É" sobre o caso] e exigiu, para não fazer confusão, R$ 180 mil mais R$ 300 mil, sem que tivesse colocado um real na empresa", disse a empresária em documento registrado em cartório, ao qual a Folha teve acesso.
Procurado por meio da assessoria do ministério, Graça não havia respondido até a publicação desta reportagem.
O dinheiro repassado a Lupi, segundo Aquino, era do empresário Sérgio Gabardo, dono da Transgabardo, no RS, e que ela diz ser ligado ao assessor Graça. Ele nega.
A empresária disse ser vítima de Gabardo e que ele "administra uma monumental lavagem de dinheiro com participação de políticos".

PARANÁ

À "IstoÉ" a empresária afirmou também ter pago R$ 500 mil ao secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Pepe Richa, irmão do governador Beto Richa (PSDB), para abrir uma filial de sua empresa. Ele nega e diz temer que "interesses políticos estejam envolvidos".


OUTRO LADO


O ex-ministro Carlos Lupi (PDT), que ocupou o Trabalho de 2007 a 2011, classificou as acusações da empresária Ana Cristina Aquino como "surreais" e "inverossímeis".
Afirmou que nunca esteve com ela e que não há registro da suposta presença da empresária no ministério. "Vou colocá-la na Justiça e espero que vá para a cadeia", disse.
O Ministério do Trabalho informou que o processo de criação do Sincepe foi cancelado no último dia 23, por força de uma ordem judicial de abril de 2012, que apontou irregularidades na assembleia de fundação da entidade.
Escalado para falar com a reportagem, o secretário de Relações do Trabalho do ministério, Manoel Messias, que assumiu em junho de 2012, disse que não poderia responder pelo trâmite do processo do Sincepe no período anterior a sua chegada à pasta.
Segundo ele, eventual rapidez no processo verificada após 2012 resulta de mutirão de análises feito pela pasta.
O empresário Sérgio Gabardo disse ter mantido apenas relações comerciais eventuais com Ana Aquino, e negou participação em suposto esquema de corrupção. 

DA FOLHA DE SP

Juiz afasta cinco vereadores e determina quebra do sigilo bancário do prefeito


O juiz José Flávio Bezerra Morais determinou a quebra do sigilo bancário e o afastamento de cinco vereadores do Município do Crato, distante 505 Km da Capital. Além disso, ordenou a quebra do sigilo bancário do prefeito Ronaldo Sampaio Gomes de Mattos, do secretário de Governo Rafael Aureliano Gonçalves Branco, e de outros quatro parlamentares. Todos são acusados de improbidade administrativa.
O magistrado, que responde pela 1ª Vara Cível do Crato, proferiu a decisão nessa terça-feira (28/01), por meio de liminar. Segundo os autos, em outubro de 2013, o prefeito teria dado a cada um dos nove vereadores a quantia de R$ 50 mil para que eles desaprovassem as contas do ex-prefeito Samuel Araripe referente ao exercício de 2009. Além disso, os cinco vereadores teriam retirado os nomes de documento para instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretendia apurar a irregularidade.
Por conta disso, o Ministério Público Estadual (MP/CE) ajuizou ação contra os parlamentares e gestores. Alegou haver fundados indícios e provas da prática de improbidade administrativa. Requereu o afastamento e a quebra do sigilo bancário dos envolvidos, sob a justificativa de que eles poderiam obstar a apuração dos fatos, pressionando ou cooptando prova testemunhal.
Ao analisar o caso, o juiz determinou a quebra do sigilo bancário e o afastamento dos vereadores: José Pedro da Silva; Celso Oliveira Rodrigues; Antônio Marcos Januário de Sousa; Pedro Eugênio Maia Moreira; e Francisco Hebert Pereira Bezerra, pelo prazo de 30 dias, prorrogáveis conforme a conveniência do Juízo.
Também ordenou a quebra do sigilo bancário do prefeito Ronaldo Sampaio Gomes de Mattos; do secretário de Governo Rafael Aureliano Gonçalves Branco; e dos vereadores Luciano Saraiva Faustino; Dárcio Luiz de Souza; Henrique Antônio Brito Leite; e Nágila Maria Rolim Gonçalves, no período compreendido entre os meses de julho a dezembro de 2013. A medida também se estende à empresa Cerâmica Gomes de Matos Ltda – ME, em que o prefeito figura como sócio.
O juiz destacou, no entanto, que não afastou os dois gestores e os quatros vereadores por não ser, “no meu entender, necessária à instrução processual no momento presente, em razão da prova levantada nos autos. Tal posicionamento não significa que ocorrendo a necessidade não seja revista a decisão adotada ante qualquer ameaça à instrução do processo. Assim, ressalto que esta decisão não impedirá que, acaso constatada a atuação perniciosa dos agentes públicos supra mencionados, no curso da instrução probatória, este Juízo decrete, por decisão fundamentada, o afastamento do exercício do cargo, na forma do artigo 20, parágrafo único da Lei nº 8.429/92”.
Os acusados têm o prazo de cinco dias para apresentarem contestação, sob pena de confissão e revelia.
DO BLOG DO ROBERTO MOREIRA

Um açude seco e 100 mil cearenses à espera d'água

Com apenas 3% da capacidade, o açude Flor de Campo tornou-se um depósito de pedregulhos, mato seco e ossadas de peixes

Onde hoje se vê uma espécie de praia já foi só água meses atrás. “Aqui era marezona alta. O pessoal andava até de jet ski”, recorda o agricultor Antônio Ilton Gomes de Abreu, 28. Naquele tempo, diferente de agora, não dava para caminhar até o centro do açude e ter só metade do corpo submersa. O Flor do Campo era como um mar no miolo da zona rural de Novo Oriente, distante 397 quilômetros de Fortaleza. Mas o mar virou sertão. E hoje o reservatório - que abastece duas cidades com, ao todo, 100.265 habitantes - tem mais angústia do que água armazenada.

Com apenas 3% da capacidade, o açude tornou-se um depósito de pedregulhos, mato seco e ossadas de peixes. Culpa da pouca chuva dos últimos três anos? Também. “Mas baixou muito mesmo foi quando abriram (as comportas) pra Carnaubal. Passou 45 dias assim”, atesta o agricultor Antônio Filho Neto, 46. Ele acrescenta: “a gente nunca viveu uma seca tão grande como essa. Estamos pedindo a Deus pra dar uma chuva boa.”

A abertura das comportas citadas por seu Antônio Filho ocorreu ano passado. Medida da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh) para socorrer a população da vizinha Crateús. Foi feita sob protesto popular. “Os padres fizeram um barulho danado. Mas não teve jeito. Aí, a água não tá mais crescendo. Derramaram pro Carnaubal e ficou pra gente só o que não presta”, reclama o aposentado Antônio Alexandre de Pova, 49.

Na verdade, o que restou do Flor do Campo já não serve para tanta coisa. As margens do açude estão espumosas. A água está mais espessa e há dias em que sai da torneira amarelada e com mau cheiro, segundo os moradores de Novo Oriente. “Pra beber, não dá mais não. Só pra labuta de casa e banho. Pra beber, só de cacimbão, poço profundo ou carro-pipa”, revela o pescador Antônio Alexandre Albuquerque, 39. “Esses dias tá é melhor porque começaram a colocar um produto na água. Mas semana passada tava horrível”, disse a dona de uma churrascaria.

Carros-pipa
Ela e tantos outros moradores apelam para carros-pipa. Muitos veículos vêm do Piauí. O balde d’água custa, em média, R$ 2,50. “Tá com quatro meses que compro. Toda semana, eu compro oito baldes só pra beber e cozinhar”, contabiliza seu Antônio Filho Neto. 

Apesar do baixo nível e da água nem sempre apropriada, moradores de Novo Oriente dão conta de que o Flor do Campo abastece também os municípios de Independência e Quiterianópolis. Carros-pipa retiram água do reservatório todo dia. “Está difícil de viver. E vai ficar pior se Deus não mandar um bom inverno. Deu no rádio que o desse ano vai ser menor do que o do ano passado. Mas só Deus quem sabe. A gente tem esperança. A gente viu esse açude aqui cheio e ver assim agora a tristeza é grande”, resume Luciano Ferreira de Pova, 38.

Saiba mais

Diretor operacional da Cogerh, Ricardo Deodato diz não haver possibilidade de o Flor do Campo secar. Mesmo que não chova em Novo Oriente. “A cidade é pequena e não consome nem 50 litros de água por segundo. O Flor do Campo sempre vai atender às necessidades de lá. Sempre. O que tem lá hoje é muita água”, assegura.
 
Segundo a Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), Crateús e Novo Oriente também terão, até o fim de 2014, 1.041 cisternas de placa e 17 poços profundos. Uma adutora consta na lista de projetos para Crateús, beneficiando 499 famílias.
 
As duas cidades possuem projetos produtivos e contarão com até 16.063 beneficiários do Bolsa Família, 4.512 beneficiários do Bolsa Estiagem, 2.763 beneficiários do Brasil Carinhoso, 1.106 do Milho Ração e 1.741 do Leite Fome Zero, que distribuirá até o fim do ano 52.421 litros de leite.
 
Perfis das duas cidades beneficiadas pelo Flor do Campo:
 
Novo Oriente tem 27.453 habitantes, Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 91.016.000, um açude e dista 397 quilômetros de Fortaleza.
 
Crateús tem 72.812 habitantes, PIB Bruno de R$ 315.320.000, um açude e dista 354 quilômetros de Fortaleza.
O POVO

Luizianne Lins estreará programa na TV União em fevereiro

luizianne 131110 contexto geral
Chama-se “Outros Olhares” o programa que a ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), apresentará na TV União. Sempre a partir da 12 horas, com entrevistas e matérias, de segunda a sexta-feira. A estreia ocorrerá em fevereiro e, no momento, estão sendo fechados os patrocínios.
Quem deve estar aguardando, com muita expectativa, é o prefeito Roberto Cláudio (Pros), cuja gestão deve ser principal ponto da pauta da loira.
Blog do Eliomar

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Policial é a profissão mais estressante do mundo


Governador Cid Gomes e autoridades da Segurança Pública durante a formatura da primeira turma do Curso de Formação Profissional da PM, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza.

Ser aprovado no exame psicológico é exigência para se tornar um policial militar. Muitos dos que passam no concurso são considerados aptos e saudáveis, mas a rotina conturbada da profissão, com a vivência da morte e as eventuais perseguições, pode desencadear transtornos mentais, como estresse e depressão. Pesquisas realizadas no mundo inteiro apontam que trabalhar com segurança é a profissão mais estressante de todas. As sequelas podem refletir no comportamento profissional e pessoal do policial que vive com o dedo no gatilho. Se o problema não for tratado a tempo, o pior pode acontecer. No início de novembro, um soldado, de 28 anos, cometeu suicídio com a arma funcional no posto de trabalho. O PM entrou na corporação em 2010; estava lotado no 23.º Batalhão da Polícia Militar (BPM) e era atendente na Unidade Paraná Seguro (UPS) Caiuá, na CIC. Um conhecido dele, que preferiu não se identificar, revelou que ele ficou deprimido depois que começou a responder processo administrativo e ser perseguido por um superior. Mesmo assim, não foi afastado do serviço e tomara altas doses de antidepressivo. Um colega de farda revelou que o soldado cometeu suicídio no dia se seu aniversário, depois que a mulher e o filho de 5 anos foram visitá-lo no plantão na UPS. Quando a família saiu de lá, no início da tarde, ele surtou: pegou a arma e deu um tiro no peito na frente de quatro policiais. O PM foi encaminhado ao Hospital do Trabalhador, onde morreu. Colegas dele ficaram revoltados com a situação, reclamando da negligência da corporação. Afinal, assim como ele tirou a própria vida e deixou um grande trauma na família, poderia ter ferido outras pessoas. 

Tensão 

O Paraná Online conversou com policiais, que preferiram não se identificar. “Se fossem fazer exame psicológico, nem 10% passariam hoje”, disse um deles. Os PMs entrevistados confirmam perseguição interna e admitem que, o cenário é pior para quem trabalha nas UPS. Não raro, se veem sozinhos num bairro violento e precisam conviver com a presença de membros de facções criminosas, que muitas vezes estão mais aparelhados que os próprios policiais. Para o coronel César Alberto de Souza, ex-coordenador das UPS no Paraná e membro da Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares Ativos, Inativos e Pensionistas do Paraná (Amai), a falta de logística, infraestrutura, carga horária excessiva e indefinida e até as críticas são ingredientes de uma bomba relógio. “Muitos policiais não sabem o que vão fazer amanhã. Outro absurdo é fazer segurança em eventos particulares enquanto que a segurança nesses casos deveria ser privada”, observa. Segundo ele, a situação do 23.º BPM espelha a falta de planejamento. “O governador criou o batalhão, mas não ativou as vagas para economizar. Não existe a estrutura que deveria ter sido criada. Ele é ainda um anexo do 13.º Batalhão”, afirma o coronel, que colocou a Amai à disposição de quem se sentir prejudicado. “Não temos relato de situações desse tipo. Mas quem quiser pode entrar em contato com a associação que estamos prontos para defender”, orienta. “Policial era indisciplinado A PM não informa o número de policiais que estão afastados para tratamento psiquiátrico, por conta do sigilo médico e questão de segurança, segundo informou a assessoria de imprensa da corporação. Sobre o suicídio, o comando do 23.º BPM informou que o policial respondia a procedimento interno referente à conduta e à disciplina e foi afastado do serviço de rua, permanecendo na UPS. O soldado, segundo a PM, já havia apresentando desvio de comportamento: ele agrediu uma pessoa durante uma ocorrência policial e, em outra situação, chegou a atirar num pneu de carro. Quando sintomas aparecem, o protocolo indica que é preciso procurar ajuda. “Em nenhum momento a família dele pediu afastamento ou tratamento psicológico”, informou a corporação. O comandante do 23.º BPM, tenente-coronel Sergio Cordeiro de Souza, ainda garantiu que não havia perseguição e enfatizou que os PMs são avaliados periodicamente. “A polícia se preocupa com o estado de saúde da corporação. Os policiais que estavam no local e a família da vítima também estão recebendo acompanhamento psicológico”, informou. Suicídio e drogas maior entre PMs Transtornos mentais são a maior causa de absenteísmo e reforma antecipada entre policiais e bombeiros militares, segundo o coronel Alberto de Souza, da Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares Ativos, Inativos e Pensionistas do Paraná (Amai). No final da década passada, a Associação ajudou a patrocinar uma pesquisa que mapeou a saúde mental da corporação. O resultado mostrou dados alarmantes: o índice de suicídio, de estresse e de envolvimento com drogas é maior do que entre a população comum. “A pesquisa foi entregue ao comando geral. Com base nesses dados, ajudamos a construir o centro terapêutico da PM, o CeTe, que é um dos pioneiros no Brasil”, explicou. A verba vem de um fundo mantido com o dinheiro descontado dos policiais. “Desde que a saúde pública foi terceirizada, perdemos essa possibilidade de ter essa assistência psicológica. Com o fundo próprio tentamos compensar a falha do estado”, afirma o coronel. Ajuda PMs ouvidos pela reportagem se queixam da eficácia dos serviços e da falta de avaliação psicológica constante. “Não existe uma avaliação periódica. Você mesmo tem que ir procurar ajuda”, diz. A reclamação também se estende ao prazo dado a quem se envolve em confronto armado, que, para eles, é curto. “Nós ficamos afastados por uma semana apenas”, afirma. Prevenção Para o coronel, o cenário seria mais positivo se houvesse um investimento na prevenção. “Quem trabalha com a violência todos os dias vai acumulando o estresse e precisa se tratado. Mas o estado não se dá conta disso”, afirma. Homicídios Em 2012, o Paraná foi o Estado que mais registrou assassinatos de PMs em serviço no Brasil (21 mortes) e o segundo em mortes fora de serviço (23). Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2013, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em conjunto com o Ministério da Justiça e que é uma radiografia aproximada do contexto atual da segurança pública, com base em informações dos 26 estados e distrito federal. De acordo com a pesquisa, a taxa de mortalidade por homicídio de um policial no Brasil é três vezes superior à taxa de homicídio de um cidadão comum. No Paraná, esse número é dez vezes superior. Em São Paulo, cujo efetivo é cinco vezes maior que o do Paraná, 14 policiais morreram em serviço e 79 perderam a vida fora de serviço. Pressão psicológica em serviço é alta Confrontos armados e acidentes resultam em alto estresse Em 2014, o soldado Calixto*, 37 anos, completa dez anos na PM. Nessa década, ele já se envolveu em vários confrontos, mas não faz questão de lembrar desses episódios. “A primeira vez é ruim. Você não consegue dormir. Independentemente de quem seja, tirar a vida de alguém afeta bastante. Eu não gosto de ficar lembrando, contando”, afirma. As situações de estresse, segundo ele, não se resumem à rotina do patrulhamento. A pressão psicológica é uma das válvulas para o descontrole emocional, como por exemplo, bater a viatura e ser ameaçado de ter as férias cassadas. Ainda assim, encarar um tiroteio é a pior experiência. “Precisamos ter cuidado para não ferir inocentes. Conheço vários colegas que estão afastados por depressão. Outro que foi excluído por usar droga. Você tem que ter uma cabeça boa. Se não acaba nisso”, conta o soldado, que trabalha em Colombo. Normalmente são pessoas sadias que entram na corporação e que com a rotina passam a desencadear doenças. “Já fiquei 12h dirigindo a noite inteira. O desgaste físico é terrível”. O risco de morte também é onipresente. “Vivem me ameaçando e já chegaram a dar tiro na frente de casa. A sensação é que não existe mais lei para criminoso. Às vezes você pega um sujeito que é reincidente duas, três vezes. E muitas vezes ele mora no mesmo bairro. Quando chego em casa estou sempre atento”. Ser policial sempre foi o sonho de Calixto, que hoje pensa diferente. “Se for por causa do salário, não vale a pena. Tem que gostar mesmo para encarar. Às vezes você veste a camisa mesmo sem apoio. Se eu tivesse outra profissão, sairia da PM. Somos alvo de crítica. Às vezes escutamos: não sei em quem confiar, na polícia ou no bandido. Mas uma árvore dá frutos bons e podres. Com a gente não é diferente. Mas é uma minoria. Tem gente que mesmo de folga arrisca a vida. Já presenciei situação de assalto quando estava à paisana e intervi. Quando você é policial, é 24 horas. Infelizmente, caminhamos numa linha tênue. Por isso temos que ter fé em Deus e nos apegar em alguma coisa, como na religião”.

FONTE  PARANA ONLINEDescrição: fazer seguro viagem

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Um alerta em tom de protesto na Beira Mar da capital cearense


O que tem a dizer sobre isso grande Heitor Ferrer? “o PDT vai onde o Cid for e os deputados Heitor Férrer e delegado Cavalcante vão ter que seguir”

O deputado Ferreira Aragão (PDT) é membro da executiva estadual do partido. “Só tive um partido, o PDT”, ressalta. Ferreira Aragão é aliado de Cid Gomes e justifica: “somos de Sobral”. Com a força de líder do partido na Assembleia, Ferreira Aragão diz que Heitor Férrer e o delegado Cavalcante terão que seguir o partido. Apoiando o candidato que o governador indicar. “É o acordo, a decisão do partido e tem que ser respeitada”.

DO BLOG DO ROBERTO MOREIRA

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O grande Leonel Brizola deve estar se revirando na sepultura: “Levei uma bolsa com R$ 200 mil para o ministro Lupi”


A empresária Ana Cristina Aquino diz que pagou propina para o ex-ministro Carlos Lupi e que esquema para criação de sindicatos no Ministério do Trabalho permanece na gestão de Manoel Dias
A empresária mineira Ana Cristina Aquino, 40 anos, é uma conhecedora dos meandros da corrupção no\ Ministério do Trabalho e desde dezembro do ano passado vem contando ao Ministério Público Federal tudo o que sabe. As revelações feitas por ela tanto aos procuradores como à ISTOÉ mostram os detalhes da atuação de uma máfia que age na criação de sindicatos – setor que movimenta mais de R$ 2 bilhões por ano – e que, segundo a empresária, envolve diretamente o ex-ministro e presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e o atual ministro, Manoel Dias. “Levei R$ 200 mil para o ministro Lupi numa mochilinha da Louis Vuitton”, diz a empresária. De acordo com ela, o ministro Manoel Dias faz parte do mesmo esquema.
Ana Cristina é dona de duas transportadoras, a AG Log e a AGX Log Transportes, e durante três anos fez parte da máfia que agora denuncia. A Polícia Federal em Minas Gerais já tem indícios de que suas empresas serviam como passagem para o dinheiro usado no pagamento das propinas para a criação de sindicatos. Em apenas 24 meses, entre 2010 e 2012, a empresária trocou as dificuldades de uma vida simples pelo luxo de ter avião particular, helicóptero, uma mansão em Betim (MG) e até cinco carros importados na garagem. Para ela, o esquema começou a ruir depois que ISTOÉ revelou, em outubro do ano passado, que seu enriquecimento era alvo de uma investigação da PF. “Os antigos parceiros me abandonaram. Estou sendo ameaçada, mas não vou pagar essa conta sozinha”, diz Ana Cristina.
O advogado João Graça, assessor especial do ministro Manoel Dias e homem de confiança do ex-ministro Carlos Lupi, foi por dois anos sócio da AG Log e deixou a empresa depois de a investigação da PF ser instalada. Segundo Ana Cristina, era ele o elo entre as suas empresas e a máfia dos sindicatos no Ministério do Trabalho. Procurado por ISTOÉ, Graça disse que as acusações “fazem parte de uma briga de mercado” e que se manifestará apenas quando “conhecer todos os detalhes da denúncia.” A empresária afirma que Graça estava com ela quando foram entregues os R$ 200 mil ao então ministro Lupi. O Ministério Público tenta localizar as imagens da portaria do Ministério para confirmar a informação. “Usamos o elevador do ministro. O doutor João Graça manda naquele Ministério”, disse Ana Cristina. Em seguida, ela lembra que, depois de receber o dinheiro, Lupi chegou a perguntar, em tom de brincadeira, se estava sendo gravado. Na quinta-feira 23, Lupi disse à ISTOÉ que só vai se manifestar quando tiver acesso aos documentos que Ana Cristina diz ter entregue ao Ministério Público.
O enredo de corrupção narrado pela empresária começa no segundo semestre de 2011, quando ela e seu grupo decidiram montar o Sindicato dos Cegonheiros de Pernambuco (Sincepe) para tentar abocanhar contratos milionários com montadoras que iriam se instalar no Nordeste. Em outubro daquele ano, Ana Cristina protocolou o documento no Ministério do Trabalho pedindo a expedição da carta sindical. Nessa época, o advogado Graça já havia se transformado em um parceiro de negócios da AG Log, por indicação do empresário Sérgio Gabardo, que, segundo Ana Cristina, era o verdadeiro dono da transportadora e o responsável por todo o aporte milionário de recursos para bancar as propinas. Segundo o relato da empresária, assim que o registro foi pedido, o encontro no gabinete do então ministro do Trabalho foi marcado pelo próprio Graça. De acordo com a empresária, Lupi afirmou que o dinheiro pago naquele dia era apenas a entrada e que a aprovação do registro sindical custaria R$ 3 milhões. Mais ainda: no dia seguinte, como disse Ana Cristina, Lupi mandou o amigo João Graça avisá-la que, se o sindicato desse certo e conseguisse arrecadação e bons contratos, ele também deveria participar do negócio sendo dono de uma parte da frota do grupo AG.
DO PORTAL CONGRESSO EM FOCO

A farra da Presidente Dilma com o dinheiro do povo brasileiro

Dilma Rousseff, Presidente do Brasil, esteve no Fórum Económico Mundial, em DavosFotografia © Reuters


Enquanto milhares de brasileiros abandonados pelo governo recorrem a justiça para conquistar o direito a um tratamento de saúde e muitas vezes não obtém pois o governo recorre com veemência através de seu aparato jurídico, a nossa presidente retornando da Suíça resolve pernoitar em um hotel cuja diária  é de R$ 26,2 mil em Portugal.

Os tucanos muito embora não tenham condições morais para tanto falaram a mais pura verdade na nota divulgada ao povo brasileiro, eis um trecho:


"É uma gastança desnecessária, que não condiz com a situação econômica do nosso país e muito menos com as dificuldades com as quais os brasileiros são obrigados a conviver todos os dias, como inflação alta e serviços públicos precários, problemas que Dilma não consegue resolver", criticou o líder tucano, em nota. "São esses mesmos cidadãos que, obrigados a passar por privações e dificuldades financeiras, estão bancando o final de semana da presidente e de seus assessores".

"Deixa passar a revolta popular"

                
Ou as Polícias Militares dos mais variados Estados brasileiros não possuem o menor preparo para lidar com as manifestações das massas populares ou agem premeditadamente e opressivamente sempre no sentido de atacar contra o direito sagrado de manifestação.

            
               Nas manifestações contra os gastos exorbitantes em face da Copa do Mundo no último dia 25 a truculência da polícia foi mais uma vez brutal e desumana. Em São Paulo um jovem ativista levou três tiros à queima roupa e encontra-se internado em estado grave. Manifestantes acamparam em frente ao hospital em solidariedade ao jovem lutador. Aqui em Fortaleza todo o aparato policial também foi mobilizado para intimidar e oprimir os manifestantes que percorreram parte da beira mar também no sentido de protestar contra a farra com o dinheiro público dentre outras bandeiras.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Roberto Pessoa- um cearense de coragem


Com o titulo "Roberto Pessoa- um cearense de coragem", eis em nosso Blog mais um artigo do pensador Demétrius Forentinni

           No momento em que chegou ao poder, o grupo político liderado pelos irmãos Ferreira Gomes notabilizou-se uma figura que até então embora sendo conhecida não se sabia que a sua coragem e ousadia poderia ir tão além. O ex- deputado federal e ex prefeito de Maracanaú Roberto Pessoa é este cearense que não se deixou cooptar-se por uma das estruturas que mais possuiu poder na história política do Estado do Ceará. Se fosse motivado pelo comportamento que predomina na política cearense e brasileira poderia ser considerado normal a aproximação de Roberto Pessoa com os atuais “donos do poder” no Ceará, os Ferreira Gomes.
         
        Roberto Pessoa decidiu trilhar um caminho diferente. Muito embora fosse prefeito de um município que carece muito de atenção do Estado, passou a ser uma das principais personalidades das forças de oposição ao esquema que manda e desmanda no Ceará atualmente. Foi reeleito prefeito de Maracanaú se contrapondo ao comando geral do Estado do Ceará, isso com uma aprovação e votação estrondosa. Outra grande façanha, considerada sua terceira grande vitória em Maracanaú, foi a vitória para sucedê-lo de Firmo Camurça.
         
         Quando todos seguem na direção para se abrigar na sombra que o poder estadual oferece, Roberto Pessoa liderou uma oposição ferrenha e implacável sem qualquer medo de apresentar propostas e críticas em detrimento do grupo político dos Ferreira Gomes. Roberto Pessoa é um provável nome que poderá surgir nas eleições deste ano como grande nome das oposições para enfrentar nas urnas o candidato que deverá ser indicado pelo governador Cid Gomes. Nos últimos dias os partidos oposicionistas deliberaram alguns nomes que farão parte de uma consulta(pesquisa) que indicará o provável candidato do bloco oposicionista dentre os quais figura o nome de Roberto Pessoa. Seguramente será um nome forte que poderá quebrar a hegemonia dos atuais detentores do poder no Ceará. Roberto Pessoa pode não ser o salvador do povo cearense, mas covardia e omissão não fazem parte da sua trajetória política.

                   

Por Demétrius Forentinni

(Especialmente para o Blog do meu amigo Alexandre Távora)

O MITO DO FUSCA: Uso da desinformação pela grande imprensa

Um senhor amedrontado, que dirigia um fusca onde estava sua família, tentou atravessar o fogo de uma barricada mas um colchão ficou preso embaixo de seu carro, sem notar o ocorrido e visivelmente atordoado, ele não desceu do carro para ver o que acontecia, ao perceber que o motorista não respondia aos alertas de que deveria sair do carro, fotógrafos e manifestantes retiram sua família salvando todos do fogo, na proximada da Praça Roosevelt, em São Paulo.

A sequência de fotos é explicativa. As manchetes dos grandes jornais e TVs anunciam, desde ontem, que o carro em chamas foi fruto de um "ataque" e "incendiado por manifestantes", o que é uma farsa, já que ninguém ateou fogo no veículo. 




Com informações do perfil Ninja no Facebook

sábado, 25 de janeiro de 2014

Durante a manifestação deste sábado que teve como principal bandeira um contraponto ao gasto bilionário que foi feito com dinheiro público em prol de uma atividade particular chamada Copa do Mundo, o Estado do Ceará através de suas forças policiais(GATE, COTAM, RAIO, PRE) utilizou-se da opressão para massacrar pessoas que democraticamente, conscientemente foram às ruas protestar contra a falta de decência do Estado. A seguir imagens de um jovem que sofreu cinco disparos de bala de borracha à queima roupa de um dos membros do esquema de repressão do Estado.




Estado de exceção, covarde e repressor



            Quem participa de manifestação como se não bastasse enfrentar a truculência e a repressão do Estado opressor também é vítima da covardia do Estado, que ora é praticada pelos (des)governantes  que o manipulam. Pois bem, hoje em Fortaleza mais uma vez uma manifestação popular foi tratada como prática criminosa. As imagens a seguir feitas por mim mesmo falam por si só.


Cid Gomes é lulista – Lula não é cidista

O então Presidente Lula e o Governador Cid Gomes durante agenda oficial na Região do Cariri cearense...

O sociólogo Francisco Oliveira (USP) compreendeu e analisou o lulismo como um grande guarda-chuva das forças políticas do Brasil, onde no mesmo bloco convivem os setores progressistas e conservadores do espectro ideológico nacional.  O lulismo cerense não é comandado pelo Partido dos Trabalhadores, mas pelo grupo político-administrativo dos Irmãos Gomes (Cid / Ciro).
O governador Cid Gomes (PROS) é a maior liderança lulista da política local. O mesmo quando foi prefeito da cidade de Sobral por dois mandatos (1997 – 2004) , sempre manteve nas duas gestões o Partido dos Trabalhadores, como o seu principal aliado político-administrativo. A origem da relação do atual chefe do executivo com os petistas tem portanto quase duas décadas.
O Partido dos Trabalhadores no ano de 2006 abriu mão da candidatura própria para apoiar o candidato do Partido Socialista Brasileiro, o engenheiro Cid Gomes, e indicou o vice-governador, o professor Pinheiro, os dois  mantiveram uma relação administrativa sem choque de personalidades.
No pleito eleitoral de 2010, o Partido dos Trabalhadores, não fez a indicação do vice-governador da chapa majoritária vitoriosa, mas fez a indicação do senador eleito, o ex-deputado federal José Pimentel, com interferência direta do presidente  Luis Inácio Lula da Silva (PT) junto aos irmãos Gomes e o PMDB local. Cid Gomes mantém aliança duradora com quase todas correntes petistas, como também já teve alianças pontuais, com as correntes dissidentes da manutenção do acordo político-administrativo com o PROS nesse pleito eleitoral de 2014.
O presidente nacional de honra do Partido dos Trabalhadores, o ex- metalúrgico Lula, não tem dúvida da força eleitoral da aliança, em terras alencarinas e no Nordeste,  com o atual governador Cid Gomes (PROS), pois  em quase oito anos de parcerias conjuntas (Governo Federal e Governo Estadual) foi a força desta conjuntura que possibilitou  os repasses das verbas públicas do Planalto, para tesouro público local.
O ponto de convergência entre o cidismo e lulismo no espectro eleitoral cearense será a pré-candidatura do deputado federal José Nobre Guimarães, para a vaga ao Senado Federal na chapa majoritária da coligação partidária do PT com o PROS. Lula tem enorme vontade de eleger o seu companheiro petista para a única vaga do Congresso Alto no Ceará, na eleição de outubro desse ano. O Planalto deseja reedição da parceria política- administrativa com os irmãos Gomes, mas sempre visando presevar um espaço vital do PT no lulismo cearense.
                         Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo, consultor político.
DO PORTAL POLITICABOOK

Os pobres do sertão nordestino muitas vezes são humilhados pela "burrocracia" deste Banco que deveria servir aos mais humildes, enquanto isso: Ministério Público denuncia ex-presidente do BNB e mais 10 por rombo de R$ 1,2 bilhão


O ex-presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNBRoberto Smith e mais dez dirigentes da instituição financeira foram denunciados pelo Ministério Público Federal no Ceará (MPF/CE) pela prática de gestão fraudulenta
foto: gfr







Empréstimos teriam tido o procedimento de cobrança ignorado pelos gestores do BNB Foto: Alex Costa

Segundo a denúncia, as irregularidades com os recursos do Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Nordeste (FNE) teriam gerado um desfalque superior a R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos. Smith é atual presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), órgão ligado ao Governo do Estado.  

O Banco do Nordeste informou no início da noite desta sexta-feira (24), que o Poder Judiciário excluiu da denúncia os atuais diretores, Luiz Carlos Ewerton de Farias e Paulo Sérgio Rebouças Ferraro. Outros três dos 11 dirigentes foram retirados da ação que tramita na 11ª Vara da Justiça Federal.
Conforme a denúncia, pelo menos 52 mil empréstimos, dentre eles repasses milionários, a empresários, teriam tido o procedimento de cobrança ignorado pelos gestores do BNB. Com o ato, o grupo encobria a real situação patrimonial do Fundo. De acordo com o MPF/CE, o relatório de auditoria operacional do Tribunal de Contas da União (TCU) constatou a existência de clientes com dezenas e até centenas de operações baixadas em prejuízo, sem que tenha sido feita ação de cobrança judicial por parte do banco, em detrimento dos normativos da instituição.
De 55.051 operações auditadas, somente 2.385 possuíam Autorização de Cobrança Judicial (ACJ). O Ministério Público solicitou ao TCU um laudo pericial que especifique o montante que estaria perdido dos cofres públicos devido à prescrição de possibilidade do banco exigir judicialmente o crédito.
Segundo o procurador responsável pelo caso, Edmac Trigueiro, o dinheiro de alguns empréstimos não será ressarcido aos cofres públicos pois já prescreveram na Justiça. "Em alguns casos, o dinheiro pode não ser mais recuperado. A dívida não some, mas o banco não pode mais cobrar judicialmente o valor devido", explica. 
 
O MPF informou que ainda investiga se há relação entre os inadimplentes beneficiários dos empréstimos com os gestores do BNB réus na ação.
Os denunciados foram Roberto Smith, presidente do BNB na época, Luiz Henrique Mascarenhas Correia Silva, compunha a diretoria do BNB, Oswaldo Serrano de Oliveira, compunha a diretoria, Pedro Rafael Lapa, compunha a diretoria, Pedro Rafael Lapa, compunha a diretoria, João Francisco de Freitas Peixoto, superintendente de Controle Financeiro do BNB à época dos fatos, Jefferson Cavalcante Albuquerque, superintendente de Controles Internos, Segurança e Gestão de Riscos, José Andrade Costa, superintendente de Crédito e Gestão de Produtos, João Alves de Melo, presidente do Comitê de Auditoria e Dimas Tadeu Fernandes Madeira, superintendente de Auditoria do BNB.
De acordo com o BNB, os atuais diretores, Luiz Carlos Ewerton de Farias e Paulo Sérgio Rebouças Ferraro, que também foram citados na denúncia do MPF, conseguiram ser excluídos da ação pelo Poder Judiciário.
Em nota, o Banco do Nordeste também informou que cumpriu todas as determinações do Tribunal de Contas da União (TCU) e cobrou judicialmente devedores inadimplentes para reaver os valores emprestados. As possíveis irregularidades estão sendo apuradas pela instituição.
Smith fala em "insinuações"
Procurado pela Redação Web do Diário do Nordeste, o ex-presidente do BNB Roberto Smith explicou que está tomando conhecimento da ação e que os seus advogados estão sendo acionados. "São insinuações. Se trata de coisas rompidas do banco há mais de 20 anos. Estou tomando conhecimento para prestar a defesa".  
Smith informou ainda não ter recebido oficialmente a notificação do órgão.
DIÁRIO DO NORDESTE

De "rolezinhos" e "rolexzinhos"


O setor de shoppings centers se encontra acuado, nas grandes cidades brasileiras, pelo fenômeno do "rolézinho". A situação chegou a tal ponto, que, contrariando o direito de livre expressão, já há centros comerciais pedindo ao Facebook que retire do ar páginas que envolvam esse tipo de encontro, que convoca, pela internet, centenas de jovens a comparecer, em data e horário específicos, a endereços-alvo previamente determinados.

A justiça tem concedido liminares que permitem aos shoppings barrar a entrada desses jovens e impedir que os encontros se realizem em suas dependências.
Movimentos sociais de diferentes tendências, alguns mais tradicionais, e outros surgidos, como os Black Blocks, nas manifestações de junho, tacham as medidas adotadas pelos shoppings de racismo e exclusão e ameaçam convocar "rolezões sociais", já neste fim de semana, para reagir às medidas.

Em junho de 2013, estabeleceu-se, nas ruas e redes sociais improvável aliança entre "rolexzinhos", que gravavam suas mensagens contra o governo e a Copa do Mundo usando como cenário a praça de alimentação de shoppings, e futuros "rolezinhos" da "periferia".

A periferia pode frequentar shopping, desde que seja identificada tão logo entre, e fique permanente sob o olhar de vigias, e em conveniente minoria. E continue gastando como tem gasto a classe C nos últimos anos, responsável pela explosão do faturamento do comércio de móveis, informática e eletrônicos, por exemplo.

O problema é que os "rolézinhos" não estão satisfeitos com isso. Eles querem "zoar", termo que antes estava ligado a ridicularizar, brincar com o outro, e que hoje está sendo substituído, cada vez mais, pelo sentido de "incomodar".

Os "rolézinhos" não querem apenas "dar um rolé", expressão que deu origem ao termo, ou se encontrar, conversar, namorar. Eles querem assustar, pressionar, chocar, o pacato cidadão que frequenta shopping, em busca de sua quota cotidiana ou semanal de lazer, consumo, praça de alimentação e ar condicionado. Querem querem ocupar física e maciçamente todos os espaços, dizer aos frequentadores comuns, e aos rolexzinhos - "olha, nós somos mais fortes, mais numerosos e queremos ter as mesmas coisas, e fazer as mesmas coisas, que vocês".

Há que se ver como alguns auto-designados representantes da "classe média" - que às vezes nem toma conhecimento de sua existência - irão se manifestar, na internet, com relação ao assunto. A direita terá coragem de defender, abertamente, a invasão dos shoppings centers pela periferia? Ou vai torcer, secretamente, para que esses encontros, e a polêmica em torno deles, dê origem a nova onda de protestos?

Já se identifica, entre os "rolézinhos", a infiltração de indivíduos cujo interesse vai além da reivindicação social, coisa fácil de ocorrer, nesse tipo de reuniões, maciça e, às vezes, anonimamente convocadas por meio de redes sociais.

A ABRASCE, que reúne os shoppings centers, precisa começar a entender os "rolézinhos", a partir de outra perspectiva, que não seja a mera repressão, o apelo à polícia e ao judiciário. Se cada shopping tratasse todos os frequentadores da mesma forma, independente de sua cor ou vestimenta, e tivesse uma estrutura de lazer ou de cultura na periferia, para sinalizar às comunidades de menor renda que o setor reconhece sua existência e direito à dignidade, em um contexto social tradicionalmente desigual, talvez se pudesse estabelecer um patamar maior de respeito e de auto-estima para esses cidadãos.

É uma pena, no entanto, que o elemento que detonou todo esse processo tenha sido, primeiramente, o consumo.

Se extrairmos da multidão um ou outro líder, e os "movimentos" sociais "organizados", que, muitas vezes, são apenas grupos de ação, momentaneamente reunidos pela internet, veremos que há muito em comum entre os "rolézinhos" e "rolexzinhos".

Não existe diferença entre a conversa estéril e esnobe dos "rolexzinhos", em volta de seus copos de uísque, na happy hour na Avenida Paulista e as letras de funk ostentação que embalam os "rolézinhos" nos bares e bailes da periferia.

São dois lados da mesma moeda, dois extremos de uma sociedade na qual um par de tênis pode custar mais que dez ou quinze livros novos, marcas de carros são cantadas em prosa e verso, e a maior parte das pessoas desperdiça seu tempo correndo atrás do fugaz e do vulgar, sem conseguir deixar sua marca no mundo, ou ter tido, muitas vezes, a menor consciência política ou espiritual do que representa estar aqui.

Conquistará o futuro quem souber unir rolexzinhos e rolezinhos em um projeto comum de nação, e isso só ocorrerá com a redução da desigualdade e a melhora da educação. Quem sabe, quando contarmos, no Brasil, com um número equivalente de excelentes universidades e centros de pesquisa, ao que temos, agora, de grandes centros comerciais - cerca de 500 - com o mesmo volume de investimentos e a mesma eficiência e garra, na busca e transmissão do conhecimento, com que hoje se persegue o lucro nesses palácios de aço e cristal.

A sociedade brasileira, com seus "rolézinhos" e "rolexzinhos", precisa entender que o Brasil necessita mais de Sapiens Centers, que de Shopping Centers, para poder avançar.

Por Mauro Santayana - Publicado no seu Blog