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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Pesquisa mostra reprovação a prefeitos no CEARÁ


O Ibope divulgou os números detalhados da pesquisa CNI/Ibope que havia sido divulgada na sexta-feira passada. São vários os dados curiosos. Um deles perguntou à população qual a opinião sobre o trabalho dos prefeitos, que completam o primeiro ano dos atuais mandatos. A tônica geral pende mais para a reprovação que para a aprovação: 23% consideram bom o desempenho dos gestores novos ou reeleitos. Já 4% qualificam como ótimo. Já o ruim tem 14% e o péssimo, 28%. O índice regular é apontado por 23%. No total, 27% fazem avaliação positiva, 42% negativa e 26% acham que não fica nem lá nem cá. A maioria não seja a ser contra, mas a reprovação é espantosamente superior à aprovação.
Chama atenção, com particular ênfase, porque essa percepção destoa da média nacional. Considerado o Brasil inteiro, 31% dos habitantes classificaram os gestores com ótimos ou bons, 32% como regulares e 32% como ruins ou péssimos. Não é nada brilhante, mas bem melhor que no Ceará.
 
Há também recorte sobre a Capital, que oferece um primeiro olhar sobre a gestão Roberto Cláudio (Pros). Os números são bem parecidos com os do resto do Estado, com ligeira inclinação para pior. Nesse caso, é necessária cautela. A pesquisa tem 602 entrevistas no Estado e margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou para menos. Mas, em Fortaleza, são só 204 entrevistas. Isso joga a margem de erro, que já é elevada, à estratosfera. Vale lembrar que, na eleição passada, os institutos faziam seis vezes mais entrevistas e ainda erraram. De todo modo, serve de referência.

O MELHOR E O PIOR

Nos dados sobre o Governo do Estado, chama atenção que a Saúde aparece disparadamente como a pior área da gestão, com 31% de menções, enquanto a segurança tem 19%. Problema para o secretário Ciro Gomes (Pros) resolver.

Quanto à melhor área, chama atenção que 15% não souberam responder e 13% disseram que nenhuma se destaca. O índice mais alto é da educação (12%), capacitação profissional, (10%), cultura e lazer e estradas e rodovias (9%, cada). Intrigante que ainda apareceram 2% para dizer que segurança é a melhor área.
 
Destaque para as diferenças entre localidades: a capacitação dispara como política de destaque na periferia. É a melhor área para 22%, contra 10% da média geral. Já a saúde é mais bem vista no Interior. Nada espetacular: é considerada a melhor área por 6%. Na média do Estado, o índice é de 3%. Na Capital, 1%.

O POVO

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