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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Segurança de governador arranca e rasga cartaz de manifestante que pedia água para a cidade



O segurança do governador do Piauí que rasgou um cartaz de manifestante que pedia água para a cidade de Jaicós gerou polêmica até no exterior. A atitude arbitraria do que parece ser um policial pelo brasão que ostenta pendurado no pescoço ofende todos os brasileiros, porque ofende também a Constituição do Brasil que garante a livre manifestação do pensamento e fixa, pelo menos em tese, o Estado Democrático de Direito. Pessoas de todo o Brasil, médicos, religiosos e advogados criticaram a atitude do governo através de seu agente de segurança.  Apesar disso, não vi as instituições OAB, Ministério Público e o pessoal dos Direitos Humanos protestarem ou agirem até agora. Não podemos esquecer que o governo por meio de seu agente de segurança agrediu mais uma vez os direitos humanos e com aquele ato cometeu um crime para o qual existe tipificação no Código Penal e que não revelo agora por dois grandes motivos. Um, porque até agora nenhuma autoridade ou instituição parece não ter visto a prática de nenhum crime naquela conduta, mas apenas um ato desrespeito; Dois, a paciência manda-me esperar para ver se alguma autoridade ou instituição acorda, encontra a tipificação correta e toma providências contra o ato ofensivo ao Estado Democrático e ao próprio cidadão, vítima direta da truculência. O governo, conhecido nos bastidores, como trator certamente só poderia fazer-se acompanhar mesmo por alguém tão truculento e desrespeitador das liberdades individuais e coletivas garantidas constitucionalmente. Esse episódio de Jaicós, infelizmente, não me surpreende, pois em vários momentos testemunhei ou fui vítima desse governo. No próprio palácio do governo em Teresina testemunhei outra atitude grosseira do governo do Estado quando se recusou a receber a OAB e o MP, como intermediadores de um diálogo entre e policiais civis e governo. Em outra ocasião, recusou-se a receber os policiais que estavam em greve e o Sindicato e alguns policias em assembléia extraordinária defenderam a suspensão da greve para que fôssemos recebidos pelo trator do governo, mas fazendo uso do microfone defendi posição contrária ao do sindicato e de alguns colegas e fi-los ver que é obrigação dos governos negociar com os trabalhadores e recebê-los sem a exigência de suspensão de qualquer movimento. Dessa forma, saímos vencedor nesse campo, mas decepcionado com a deselegância, arrogância e prepotência do governo que não recebeu a OAB e nem o MP. É por causa de políticos dessa natureza que o Brasil vive hoje o caos e pelo que tudo indica as coisas ainda piorar enquanto os atuais gestores estiverem no poder. Não nos restam muitas opções: ou tiramos os atuais gestores e seus afilhados pelo voto; ou tiramos todos pela revolução.
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