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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Polícia usa bombas para dispersar professores em protesto no Ceará

Foto - Alexandre Távora
Foto - Vereador João Alfredo

Um grupo formado por professores, estudantes e servidores da Universidade Estadual do Ceará (Uece) protestou na noite de quarta-feira (6) próximo à sede do governo do Ceará, na região central de Fortaleza.
A manifestação foi pacífica, mas a polícia chegou a usar bombas de gás lacrimogêneo para dispersar o grupo após um empurra-empurra.
O ato começou no fim da tarde, na praça da Imprensa, de onde cerca de 3.000 manifestantes saíram em marcha em direção ao Palácio da Abolição, segundo o comando de greve da universidade, que organizou o protesto.
O estudante Marcelo Ramos, 23, que integra o comando de greve, disse à Folha que o movimento foi pacífico e que os manifestantes não entraram em confronto com a polícia.
Ramos disse que um princípio de tumulto foi logo dispersado quando a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo.
Segundo Ramos, o grupo tentava se aproximar da sede do governo, mas foi impedido por uma barreira policial formada pela tropa de choque da Polícia Militar, a cerca de um quarteirão de distância.
Uma comissão formada por seis pessoas entrou no palácio para negociar com a equipe de segurança do governo. Segundo Ramos, a intenção é agendar uma audiência com o governador Cid Gomes (Pros).
Os estudantes da Uece estão em greve desde 22 de outubro. Professores e servidores aderiram ao movimento no dia 29.
Os manifestantes reivindicam a realização de concurso público para professores e servidores e melhoria da estrutura da universidade, entre outras pautas.
Segundo Marcelo Ramos, para evitar violência o comando de greve negociou com integrantes dos "black blocs" --grupo que prega a depredação do patrimônio público e privado como forma de protesto.
A reportagem tentou contato com a Polícia Militar do Ceará, mas o comandante de Policiamento Especializado não atendeu as ligações.

Com informações da Folha de S. Paulo. 

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