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sábado, 9 de novembro de 2013

‘O patrimônio público está sendo entregue aos grupos econômicos, sem contrapartida e compromisso’



Em entrevista com o engenheiro Ildo Sauer, o Correio da Cidadania discutiu a direção que o governo tem dado para  áreas essenciais da infraestrutura do país. Assim como no caso do pré-sal, são segmentos e riquezas que estão passando por mudanças de gestão, com o financiamento dos fundos públicos.

“Infelizmente, não temos um governo com visão estratégica, e nem projeto de país, a fim de buscar uma base de ampliação dos benefícios sociais, a criação de autonomia, o fim das assimetrias. O plano tem de ser outro. Os recursos para fazer isso são exatamente os recursos naturais e os recursos tecnológicos, desenvolvidos, por exemplo, no seio da Petrobras ou no sistema Eletrobras. Estamos entregando tudo em nome de um modelo que não existe”, lamenta Sauer.

A entrega do patrimônio público estaria caminhando além da propriedade das empresas estatais de grande porte, atingindo a  própria riqueza, sempre através de modelos que passam longe de gerar excedente econômico com destinação social. “Interessante lembrar que a candidata Rousseff dizia: ‘é um crime privatizar o pré-sal e a Petrobras’. Pois ela está fazendo as duas coisas: quebrando a Petrobras e privatizando o pré-sal. E privatizando energia elétrica, porque é mais fácil para o empresário ter o direito de consumir energia do que ser o dono das usinas, operando-as e mantendo-as”, alerta, apontando para o sacrifício imposto a Furnas e Chesf ao se rebaixarem as suas tarifas (já em vias de reajuste), ao mesmo tempo em que se preservaram os índices de lucro dos empresários do setor.

COM INFORMAÇÕES DO CORREIO DA CIDADANIA

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