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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O PROS é pró, pô! O resto é papo

Tá sem partido? Precisa de uma legenda que se molde às suas necessidades do momento? Seus problemas acabaram!
Tá sem partido? Precisa de uma legenda que se amolde às suas necessidades do momento? Seus problemas acabaram!








Você já ouviu falar no Partido Republicano da Ordem Social, o PROS? Na sopa de letrinhas do partidarismo brasileiro, é mais uma sigla de conveniência, criada na semana passada sabe-se lá por quem para servir sabe-se lá a quais interesses. Certo mesmo é que o PROS será a maior força política do Ceará, no comando do governo estadual, da Prefeitura de Fortaleza e da presidência da Assembleia Legislativa.
Sem saída e sem programa
É que o grupo político liderado pelo governador Cid Gomes não teve alternativa senão desembarcar no PROS, depois que se viu obrigado a sair do PSB. A decisão foi anunciada durante encontro realizado na noite desta terça-feira (1), após uma semana de suspense. Na prática, pelos discursos proferidos na ocasião, o PROS agrada por oferecer segurança jurídica e razoável liberdade de organização no estado, podendo ser construído à imagem e semelhança dos seus novos filiados.
É isso. Por não ter identidade própria, o partido configura uma oportunidade, quase um alento, aos olhos de quem se vê pressionado pela falta de alternativas. É mais ou menos assim: agora que a sigla foi criada, seu programa será construído. Coisas do Brasil.
É pró, é bom!
Diante da incógnita que é essa nova legenda, é certo ainda que o PROS, como explicou o deputado Zezinho Albuquerque, é pró!, condição ideal para quem não abre mão do compromisso de trabalhar pela reeleição da presidente Dilma, como é o caso dos cidistas.
Na verdade, o encontro serviu mesmo para ratificar uma escolha imposta pelas circunstâncias. O anúncio de que o representante e presidente do PROS no Ceará será Danilo Serpa, chefe do Gabinete do Governador, mostra que as articulações já estavam avançadas, acertadas mesmo, desde antes da reunião.
Novo arranjo
O golpe da saída do PSB parece ter sido assimilado pelo governo e a ordem agora é reorganizar os colégios eleitorais em função do novo arranjo partidário. É tudo mudando, para continuar como estava.
Comentário de WANDERLEY FILHO desta quarta-feira na coluna Política da rádio Tribuna BandNews FM 101.7
TRIBUNA DO CEARÁ

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