ABAS

sábado, 19 de outubro de 2013

‘No Congresso, a maioria é do mal…’


Deputado de primeiro mandato, o ex-jogador Romário (PSB-RJ) cultiva em relação ao seu local de trabalho uma opinião com aparência de lugar-comum. “No Congresso, a maioria é do mal… A maioria é contrária ao que o povo precisa”, afirma, repetindo o que o eleitorado não se cansa de dizer.
A despeito da má impressão, Romário parece ter desenvolvido técnicas de alheamento. Em entrevista à repórter Carolina Benevides, revelou-se familiarizado com as mumunhas da política. Para driblar a realidade, engole sapos sem ter indigestão. E não entra em qualquer bola dividida.
“Aprendi a ser político. Aprendi a ouvir coisas que não vão beneficiar o povo e a ter que engolir. Voto no que acredito. Mas aqui [no Congresso], o mal prevalece. Compro as brigas que acho que devo comprar, mesmo sabendo que vou perder.”
Como nos gramados, Romário busca na pauta da Câmara o melhor posicionamento. “Político só anda se tiver bandeiras, mas não adianta ter 50. Tem que ter foco no que vai fazer.”
No começo do mandato, era deputado de jogada única: “Cheguei com uma bandeira, a dos deficientes”. Com o tempo, desenvolveu outros lances: “Agora são cinco: combate ao crack, deficientes, Hip Hop, doenças raras e a fiscalização combativa dos gastos com a Copa.”
Como parlamentar, Romário não tem a eficiência que exibia na grande área: “Sobre a Lei da Copa, eu gostaria que alguns artigos não tivessem sido aprovados, que os gastos não fossem absurdos e fora da realidade do país.” Mas mesmo quando não faz gol ele acena para a arquibancada: no Congresso “tem muito mais interesse de lobby do que do povo.”
Como se vê, a despeito do pouco tempo de política, Romário conhece profundamente a causa pública e a natureza humana. Usufrui na sua plenitude o gozo das pequenas provações. E sofre na própria pele as insuportáveis vantagens. Com 42 anos de mandato, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), hoje o deputado mais antigo da Casa, não quis comentar as declarações do colega Romário: “Não merece resposta”, limitou-se a dizer.
DO BLOG DO JOSIAS DE SOUZA

Um comentário:

Anônimo disse...

todos os dias passo ali,aquilo me enoja.sinto repudio,a maioria,arrogantes,umas conversas de dar nojo,é o que se ouve,ali naquela casa,sem se falar no bajuladores interesseiros.tudo aquilo lá é nojento.principalmente as terças e quartas,os dias que eles dizem que trabalham.toma cuidado romario,ai vc terá de ser mais zagueiro defensor do que atacante,sempre te vejo,mas não te cumprimento por ter medo de você está contaminado por a maioria deles e não me corresponder.umadmirador do craque.