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terça-feira, 8 de outubro de 2013

“Governo Dilma abandonou a Reforma Agrária”




O governo Dilma apresenta o pior índice de desapropriação de terras dos últimos 20 anos. Em 2012, apenas 28 imóveis rurais foral alvo de decreto. Em 2013, nenhum imóvel foi desapropriado até o momento. 

Durante o primeiro semestre desse ano, movimentos sociais do campo realizaram diversas jornadas de lutas, com pautas conjuntas ou específicas, colocando a necessidade emergencial do governo realizar a Reforma Agrária no Brasil. 

De acordo com Alexandre Conceição, da Coordenação Nacional do MST, o governo abandonou a Reforma Agrária e absteve-se de cumprir a sua obrigação constitucional.

Conceição também afirma que, no próximo período, o MST vai intensificar as jornadas de lutas contra a ofensiva do capital estrangeiro e fará ocupações de latifúndios improdutivos. 

Ao mesmo tempo, fará alianças para consolidar a construção do projeto da Reforma Agrária Popular, diante da necessidade de mudança do modelo agrícola do país.


Na falta de respaldo do governo da presidente Dilma Rousseff, que pode fechar o ano sem arrecadar terras para a reforma agrária, o Movimento dos Sem-Terra (MST), aliado histórico do PT, decidiu recorrer ao governador tucano Geraldo Alckmin para tentar avançar a questão agrária ao menos no Estado de São Paulo. As principais lideranças do movimento no Estado, acompanhadas por lideranças nacionais, como Gilmar Mauro, reuniram-se no final da tarde desta segunda-feira, 07, com o governador no Palácio dos Bandeirantes, na capital.
Os dirigentes dos sem-terra foram pedir ao governador a retomada de um convênio entre a Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), órgão do governo federal, para a recuperação de terras devolutas na região do Pontal do Paranapanema, extremo oeste do Estado. Pelo convênio, as terras consideradas devolutas são retomadas dos atuais ocupantes e destinadas à reforma agrária.
Com os portais do MST E ESTADÃO

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